sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

É tempo de especular...

Em um empate de 1x1 contra o Internacional, no Beira Rio, jogo suspeito na questão arbitrária (uma bola que entrou e o juiz não validou e um golpe de caratê no Neymar dentro da área) o Santos abandonava a busca pelo campeonato Brasileiro. A quantidade de pontos dava tranquilidade para um não rebaixamento e a vaga na Libertadores já estava assegurada... foi nesse momento que diretoria e torcida começaram a focar em contratações, renovações de contrato e de postura, tudo para 2011.

Nosso presidente, sonhador nato e santista roxo, sempre prometeu empenho para formar uma equipe tal qual a do início do ano e prometeu também grandes peças para reposição e composição do elenco. Desde então só se fala nisso entre os santistas: quem vem, quem sai, quem pode vir, quem é sonho, quem é realidade, quem serve, quem não serve. Sempre atentos aos setoristas e suas fontes secretas...

Os nomes especulados desde o fim do Brasileirão já assustavam de uma forma boa, pois eram nomes fortes dentro do futebol brasileiro e estrangeiro; mas eram apenas especulações, nada mais do que desejos de um presidente sonhador, não deu pra acreditar. Agora, duas semanas antes da estreia do time no campeonato paulista, alguns desses nomes assustadores estão contratados; assim como alguns não foram possíveis, mas ainda há tempo para mais especulações e no futuro mais contratações.

A formação atual me agrada muito.

Rafael (Aranha)

Jonathan (Pará, Danilo)
Edu Dracena (B. Aguiar, Vinicius)
Durval (B. Rodrigo)
Léo (Alex Sandro)

Charles (Brum, Adriano)
Arouca (R. Possebon, Rodriguinho)
Elano (Felipe Anderson, Victor Hugo)
Ganso (Alan Patrick)

Neymar (M. Leite)
Keirrisson (Zé Love)

E alguma surpresinha deve chegar, espero que de fato chegue!

Do elenco que fechou 2010, dez jogadores foram emprestados para diminuir a folha de pagamentos e um cone desagregador foi pro Rio de Janeiro eternamente - Amém! As estrelas que aqui estavam ainda brilham; e os jogadores que foram emprestados não farão tanta falta ao elenco atual. Os empréstimos são antes de tudo um alívio para o torcedor. A cada nome que saía, era como se fosse uma nova contratação, ao menos na Libertadores eles não farão besteira.

Estou feliz e confiante! Mas na medida certa...

Meu irmão me deu um caderno de presente de Natal, é, um caderno. Ele é branco e tem um símbolo do Santos no centro, é como se fosse uma ilustração da camisa do clube. Não tem escritos ou exageros, então vou personalizar de acordo com os meus demais gostos. Colar fotos, frases, adesivos, etc. Ainda não sei muito o que vou fazer, mas meu maior desejo é no final do ano poder desenhar a terceira estrela do símbolo, entre as duas que já existem :)

No nosso emblema, as estrelas representam os títulos mundiais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Minha miopia.

Eu tinha 9 anos e estava na terceira série, no auge do meu metro e trinta centímetros eu era uma aluna exemplar, gostava de tirar 10, até em matemática. Por ser uma aluna exemplar, no mapeamento de sala, eu sentava nas últimas cadeiras, uma vez que na frente sentavam-se os alunos com mais dificuldade de atenção ou mais bagunceiros. Um dia, minhas notas em matemática começaram a cair, por erros de cópia da lousa. A professora da época, que me adorava, pediu a minha agenda e escreveu um bilhete para minha mãe, notificando-a que os erros que eu estava cometendo poderiam ser em função de um problema de visão.

Foi aí que minha mãe começou a notar que eu me sentava muito próxima à televisão, coçava os olhos com frequência e me esforçava para tentar ver aquilo que não era claro. Fui ao oftalmologista da família, o mesmo que já tinha me consultado em outras oportunidades, e ele ficou surpreso ao ter que me receitar com 1 grau e meio logo no primeiro óculos. Ele se perguntava o que tinha acontecido, porque ele sempre defendeu que minha visão era perfeita. Minha mãe ficou bem triste, enquanto eu fazia o teste das letrinhas, ela me olhava em tom de reprovação. Eu achava que ela estava brava comigo, mas ela estava brava com o fato de eu precisar usar óculos. Eu não estava ligando, toda criança tem vontade de ter cabelo cacheado, usar aparelho e óculos; eu usei os três e não achei divertido, achei normal.

E desde então, sempre foi assim, vou ao ofltalmologista, ele faz aquelas perguntas chatas "esta lente, ou esta outra lente", pinga aquele colírio amarelo que me deixa zonza por uns dois dias; vou a ótica, escolho modelos que me agradam e em alguns dias estou vendo tudo perfeitamente outra vez. Nos últimos nove anos troquei de óculos 5 vezes, me acostumei muito com ele e não o troco por lente de contato até por questão estética. Meus olhos são grandes demais, saltados demais, com os óculos isso fica menos perceptível. Também acho que devido ao tempo que o uso, já faz parte da minha personalidade. Se é ele que me faz enxergar o mundo ao meu redor, ele é parte de mim. Sou grata! HASUASH

Mas no fim do túnel há uma esperança para mim. Minha miopia, dificuldade em enxergar para longe grau 4, poderá um dia ser operada e anulada. Eu só preciso esperar que o grau não se eleve muito e que se estabilize rápido. Assim que estabilizar, posso operar e com sorte, me livrar completamente dos óculos. Aí eu vou ter que voltar a me acostumar comigo mesma sem a armação acima do nariz, que já tem um lugar específico para ser deixado na hora de ir dormir, tomar banho ou lavar o rosto. Estou a mais tempo de óculos do que sem óculos, ele tem tratamento VIP entre os meus pertences, e apesar de ser menosprezado, é uma das coisas mais importantes que eu tenho.

Unificação de títulos.

Breve comentário sobre esse assunto, agora oficialmente definido.

Desde que eu me entendo por torcedora, considero o Santos Octocampeão nacional; isso aparece nos sites, nas comunidades, em músicas e nas faixas nos estádios. Para o torcedor, os títulos da Taça Brasil e do Robertão sempre foram consideráveis. Eu aceitava o bicampeonato brasileiro por não ter um conhecimento específico e pela repercussão dos títulos os nomearem dessa forma.

Quando um jornalista que acompanho começou a postar em seu blog os dados da possível unificação, eu não entendi nada :) Mas sempre apoiei, afinal, as modificações seriam em benefício do meu clube de coração. Entender mesmo, só entendi recentemente, quando esse jornalista passou a dar entrevistas no rádio e na televisão. Muita gente é contra, mas eu exponho minha opinião aqui.

A primeira coisa que imagino é a dificuldade de se realizar as partidas naquela época; não era fácil como hoje, que existe avião pra todo lugar e os clubes contam com patrocínios gigantescos para tudo. Os grandes campeonatos da década de 50/60, eram os regionais. Esses campeonatos regionais classificavam o grande campeão para disputar um campeonato que reunisse as grandes forças do futebol brasileiro. Quem se sagrasse campeão era considerado campeão brasileiro e se classificava para a Libertadores. O formato é parecido com a atual Copa do Brasil, entendo aqueles que os comparam. O grande equívoco é não reparar a importância desse campeonato. Afinal, quem ganhasse a Taça Brasil ou o Robertão seria o campeão brasileiro; uma vez que não havia outro campeonato a ser disputado para essa finalidade. Hoje a Copa do Brasil é um campeonato diferente do Brasileirão, naquela época só existia um campeonato e era a Taça Brasil e depois o Robertão, que consagravam o campeão brasileiro.

O clubismo move um pouco na tentativa de compreensão. Por isso para mim foi mais fácil entender a proposta dos clubes que lutam por seus títulos. Assim como é fácil pra mim, é difícil para torcedores de clubes que não se beneficiam com a unificação. O melhor dessa história toda é valorizar os times, de uma época em que o futebol era com certeza bem melhor de ser acompanhado.

Comemoramos hoje porque foi de fato uma vitória, finalmente a confirmação oficial.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pontos corridos ou Mata Mata?

Fluminense ganhou o Campeonato Brasileiro mais disputado de todos os tempos! Isso porque haviam muitas equipes disputando e também porque nenhuma resolveu definir o campeonato de uma vez, sobrou emoção até a última rodada e inversões de posições na classificação final. Destaque para o calendário que coincidentemente guardou também para a última rodada as partidas que definiriam a última vaga na Libertadores e a última vaga na série B. Foi fantástico e incontestável, sim, incontestável.

O título dessa postagem resume o objetivo desse post; já que com as confusões de "entrega, entrega" e de "não tenho mais motivação dentro do campeonato" muito se comentou se o verdadeiro problema disso não era a organização do Campeonato no sistema de pontos corridos e não de mata mata, como acontecia até o ano de 2002.

Há poucos dias atrás, li em um blog que baseado na tabela final e nos resultados obtidos durante a competição, se o Campeonato Brasileiro 2010 tivesse sido organizado em mata mata, o Santos (8º colocado) disputaria a final com o Cruzeiro (2º colocado) e sagraria-se campeão. Assim como aconteceu em 2002, quando o Santos era 8º colocado e derrotou São Paulo, Grêmio e Corinthians para vencer o Campeonato Brasileiro. Vocês acham que por causa disso prefiro esse sistema? Não. Acho que o sistema de pontos corridos é muito mais justo para com a melhor equipe, mesmo com as possíveis polêmicas que possam envolvê-lo. Se for pra existir polêmica, vai existir em qualquer tipo de campeonato, ninguém é santo nesse meio.

O Campeonato Brasileiro é diferente dos demais campeonatos do mundo, porque o vencedor é uma incógnita no seu início. Dos 20 clubes que participam, ao menos 15 são apontados como franco favoritos a levantar a taça no final e ainda assim, muitas surpresas acontecem. É tudo questão de sorte. No começo do campeonato, quem organizou/sorteou/montou a tabela não saberia que Fluminense, Cruzeiro e Corinthians disputariam até a última rodada a primeira colocação e não poderiam ter adivinhado que ao chegar nesse momento, clubes que não tivessem interesse no campeonato, pudessem entregar seus jogos para prejudicar alguma equipe. É questão de sorte, de ética profissional, de evitar julgamentos hipócritas.

Um jogo apenas não faz um campeonato inteiro, uma equipe para merecer tem de se manter estável do início ao fim; por isso quem chega ao final da competição com a melhor campanha, é quem merece sagrar-se o legítimo campeão. Não desmereço as competições de mata mata, elas dão certo em outras situações e são muito importantes para o torcedor que vibra e se emociona a cada jogo; mas já existem outras competições nesse formato. Respeito opiniões, mas hoje, sou totalmente favorável ao Campeonato Brasileiro disputado por pontos corridos. Vamos variar, premiar a regularidade e não só a superação e a emoção.


Espelho

Se alguém te magoa, você resiste a qualquer desejo de vingança; supera as emoções temporais, vê o lado positivo da situação e trata todos da forma como gostaria que te tratassem. O espelho do universo reflete as suas ações contra você, não importa quais sejam.

O que você está refletindo de bom?


via @ponchohd

sábado, 4 de dezembro de 2010

Programa* Em Pauta

Trabalhando os gêneros existentes no rádio, a turma foi dividida em grupos; cada grupo optou por um gênero de programa e teve um prazo de um mês para apresentá-lo diante da sala. Entre programa de debates, entrevistas, documentários, variedades e reportagens especiais, ficamos com o último. Organizaríamos três reportagens especiais sobre um tema, que deveria ser definido o mais rápido possível, para que as visitas fossem marcadas com a mesma urgência.

Pesquisando sobre datas comemorativas, encontramos uma comemoração próxima a data de entrega do trabalho e resolvemos trabalhá-la: era o dia do palhaço. Resolvemos então, falar sobre o circo: sua história, o cotidiano e as academias de circo*. Cada qual ficou responsável por suas obrigações e por tudo aquilo que o outro não conseguia organizar. Foi estressante. As funções que quisemos estabelecer no início viraram funções generalizadas e dessa forma, o trabalho só foi finalizado momentos antes de ser entregue à professora. Emoção, preocupação, mas com certeza muito merecimento.

É para mim, o melhor trabalho que já apresentei na minha vida. Tive orgulho ao concluí-lo. Que depois desse venham outros ainda melhores e mais divertidos de serem feitos (acho difícil, nada mais divertido que o circo e seus integrantes). So fun! Enjoy it. :D



Crônica* O bairro da Liberdade

Trabalho de Linguagem Audiovisual.

O objetivo do trabalho era fazer um vídeo de 2 minutos em que contássemos em forma de crônica algo específico sobre algum lugar da cidade de São Paulo. Esse vídeo teria uma narração em off, sobrepondo imagens do local. Exploraríamos os planos e os movimentos de câmera (foco da disciplina). Escolhemos o bairro da Liberdade em sua essência, o maior reduto da cultura japonesa fora do Japão. Por ser um assunto que abrangia diversos tópicos, tivemos que optar por apenas um deles: a arquitetura; assim, descobrimos porque o bairro recebeu a decoração oriental, quando isso aconteceu e quem é a pessoa que tomou a iniciativa de revitalizá-lo, para atrair cada vez mais turistas para o bairro; movimentando a economia da cidade.




Enfim, férias.

Meu desafio na faculdade não é fácil. Enquanto todo mundo se esforça pra tirar 6, eu tenho que me esforçar pra tirar 7,5. Não foi fácil mesmo! mas sobrevivi aos primeiros dois semestres. Hoje foi minha última prova, último teste e agora só volto a pensar em faculdade em fevereiro. Durante as férias vou tentar nem imaginar o próximo desafio: a televisão; ou melhor, devo iniciar ao menos a preparação psicológica. Bloqueios. Eu tenho, e preciso rompê-los... a começar pela exposição da minha imagem em vídeo, seguida de textos decorados. E a edição disso? Ok, vou repensar o preparo psicológico também, ele pode antecipar o desespero.

Minha grade e minhas primeiras avaliações:

Antropologia e Cultura Brasileira
Estudos da Semiótica
Ética e Bases Humanas
Jornalismo e Novas Mídias Digitais
Reportagem e Edição Jornalística na TV

Terceiro semestre, me aguarde e não seja maldoso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Clássico Latino-Americano

Nada de análises como as que normalmente faço, análise opinativa.

Nenhum outro encontro entre países Sul-Americanos destaca-se tanto quanto Brasil x Argentina. Acho que não só no futebol, mas em todas as modalidades, por menos expressivos que os esportes sejam. Galvão Bueno sempre diz que perder pra Argentina é ruim até no par ou ímpar, é mais ou menos por aí.

Eu criei uma expectativa muito grande com relação ao jogo de ontem. Era a volta de Neymar (em definitivo, espero) e uma nova chance para Ronaldinho Gaúcho; a primeira partida de ídolo e fã um ao lado do outro, não tinha dúvidas que daria certo. Ainda que cheia de certezas, eu me via insegura, com medo de um possível resultado negativo ou pior, uma apresentação ruim, em termos gerais, não só dos dois. Os desfalques só reforçavam a tese de que seria um jogo complicado. E eu ainda nem citei os adversários: Messi, Di Maria, Higuaín, etc. Sorte nossa que eles não tiveram um dia muito inspirado e também contaram com desfalques importantes; caso contrário, seria um chocolate.

Encarando a realidade, por mais que também fosse frustrante, um empate sem gols seria um bom resultado diante do que foi apresentado durante a partida. O Brasil jogou o tempo inteiro sem uma referência de ataque e por mais que a defesa estivesse segura e sem comprometer, não adiantaria nada se o ataque não marcasse seus gols. O Brasil teve poucas chances de gol, sendo as mais claras de Daniel Alves; linda, senti pena por ter batido na trave e outra de Ronaldinho Gaúcho, de calcanhar, supreendente, como sempre. A Argentina também pouco arriscou. Em um jogo aéreo, Higuaín concluiu em duas oportunidades e Victor, o goleiro, defendeu as duas antes de ser assinalado o impedimento e Lionel Messi chutou caprichosamente uma bola rente à trave. Foi um clássico sem a emoção, a pegada e até sem muita discussão, o que está sempre presente em nossos duelos contra os hermanos.

O pecado do Brasil, que resultou no gol de Messi ao final da partida, ocorreu justamente durante a troca de passes do meio campo, tão ressaltada e priorizada por Mano Menezes. Um erro do jogador que estava lá para consertar, cadenciar o jogo, arrumar os passes, tranquilizar, etc. Douglas não é um jogador ruim, faz grandes jogos pelo Grêmio, mas não acho um grande nome para a posição que o camisa 10 representa. Não acredito no futuro dele na seleção, muito menos depois de ontem. Mano Menezes o convocou para testá-lo, assim como fará com muitos armadores nas próximas convocações, não era o momento para desperdiçar as chances de crescer dentro do grupo; não era momento de levar gol do Messi, nem da Argentina.

Deixando de lado o gol, para falar do desempenho geral da seleção:

- Eu não confio no Victor como goleiro titular, não teve culpa no gol, fez defesas importantes, tenho aprendido a reconhecê-lo como um grande goleiro, mas não como o titular.

- A zaga é tranquila, gosto do Tiago Silva e do David Luis individualmente, eles ainda não foram testados, o gol aconteceu quando a defesa inteira estava desarrumada, vão precisar de tempo para garantir a confiança e também de tempo para decepcionar. Vão bem.

- As laterais estão bem servidas. Daniel Alves vem calando a minha postura defensora ao Maicon, vem jogando muito bem, correu muito, teve de preocupar-se com Di Maria e quase fez um golaço ontem, poupado de qualquer crítica. André Santos é bom também, senti falta das subidas à linha de fundo e seus cruzamentos precisos, não cheguei a fazer teoria do porquê dsso, mas ele ainda tem créditos comigo.

- Volantes. O Lucas é um monstro, sem comentários. O Ramires é limitado, e especificamente ontem, não soube agir como elemento surpresa, isso também fez falta. Elias, sim, eu enxergo o Elias como volante, apesar de ser o polivalente do meio campo; li muitas resenhas dizendo que ele jogou mal, mas achei que ele foi bem. Os volantes tiveram um papel decisivo, já que na maioria das vezes eram eles os responsáveis por não deixar os atacantes argentinos verem a cor da bola. Conseguiram, até certo ponto...

- O meio campo é um setor carente, Mano Menezes ressalta a todo momento que ele está buscando um substituto para o Ganso. É isso mesmo. E o Brasil está num momento em que poucos armadores surgem, onde todos os meias formados também são volantes e onde os grandes camisas 10 em atuação no Brasil são argentinos! Tenso. Ronaldinho Gaúcho não foi mal, pelo contrário, foi bem; mas não serviu tanto as bolas como Paulo Henrique faria, por exemplo. É a principal função do armador. Ronaldinho vem oscilando em seu clube e nada garante que não oscile dentro da seleção também. Opções para Mano Menezes não faltam, ele terá que arriscar e procurar, dar confiança; até Paulo Henrique voltar a jogar, a 10 vai migrar de jogador para jogador. Eu torço pelo Diego, porque eu quero :)

- Que falta fez Alexandre Pato e como eu queria não ter que admitir isso! Logo aos 10 minutos percebi que o Robinho não estava num bom dia, como é o capitão, o Mano não teve peito para substituí-lo, só isso explica. Foi a pior partida que eu já vi o Robinho jogar. A formação não ajudou o entrosamento que ele e Neymar possuem, e sem uma referência de ataque, dois jogadores de velocidade nada poderiam fazer, até mesmo em um dia de grande inspiração. Neymar demorou pra entender que estava jogando um Brasil e Argentina, acho que isso ele nunca mais vai esquecer. Não jogou mal, mas tentou fazer tudo, inclusive centralizar-se, e não conseguiu. Com o Pato teria sido muito diferente, um pivô faria a diferença.

- Os substitutos de Neymar, Ramires e Ronaldinho foram André, Jucilei e Douglas. Como santista e conhecedora desses meninos, eu JAMAIS privaria o Neymar e o André de jogarem juntos, eles rendem muito melhor assim. Douglas perdeu a bola do jogo, não comentarei. Nesse momento, até as coisas boas se perderam na minha mente, se é que houveram, não lembro mesmo.

Com excessão ao que critiquei acima, não generalizo o trabalho, critico atitudes isoladas. Nada funcionou desde o começo da partida. A derrota precisava acontecer para que Mano Menezes aprendesse a lidar com a pressão que o cargo que ele ocupa lhe proporciona. Como eu ouvi no rádio hoje, ele é um homem inteligente, não se prende aos erros, está disposto a reconhecer que errou, encarar com tranquilidade e dar um passo a diante. Ele está aprendendo a ser técnico da seleção; da mesma forma que esses meninos da renovação estão aprendendo a ser jogadores da seleção. É diferente de jogar em clubes, movimenta uma nação. O peso da alegria é imensurável, o da tristeza também. Mas o pior é o da insatisfação, trabalhem nisso.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Jornal SP em fatias

Nos foi proposto em sala de aula uma tarefa em que deveríamos, com base em atividades cotidianas, preparar uma reportagem para a matéria de Edição e Reportagem Jornalística no rádio. A tarefa foi aplicada numa quinta feira, véspera de um feriado prolongado (07/09, terça feira) logo, o tema cotidiano precisou ser também um tema rápido, já que as primeiras gravações seriam cobradas já na outra semana.

Do início ao fim - minha matéria.

Pensei sobre várias coisas enquanto voltava para casa, olhei ao redor, quando cheguei em casa tinha em mente três temas: o mercado imobiliário (devido a quantidade imensa de prédios em construção no caminho), o trabalho informal (porque o trânsito me deixou parada de frente para o Largo Treze de Maio por alguns minutos) e a rotina das escolinhas de futebol (porque eu precisava pensar em algo a ver com esporte rs), pedi opiniões durante a quinta feira para minhas amigas e para a minha família, a escolha do tema mercado imobiliário foi unâmine entre aqueles que eu consultei e de total acordo por minha parte, era o assunto mais abrangente em um curto espaço de tempo.

Logo na sexta feira fui pedir autorização para gravar em uma construtora, perto de casa mesmo, expliquei os objetivos e concordaram em ceder a entrevista, me desesperei para encontrar algum bom mecanismo de gravação e só pude concluir a entrevista um dia antes da aula. Me trataram muito bem; tive dificuldades incontáveis, mas os áudios ficaram melhores do que eu pensava. O feriado acabou atrapalhando, porque nem a obra funcionava da mesma forma, nem as fontes estavam contatáveis. Mas eu consegui... levei os áudios de 3 pessoas (gerente de vendas, estagiário de engenharia e uma moradora do bairro) e algumas partes já selecionadas para editar em sala de aula.

Durante a aula da semana seguinte à da imposição da tarefa, os áudios não foram tão cobrados. A professora procurou nos ensinar a mexer no programa de edição, para que fizéssemos a nossa própria matéria sozinhos. Começamos a escrever nossos textos e conforme as pessoas terminavam, a professora ajudava, corrigia e quem se sentia seguro, já gravava na própria sala de aula. Não foi o meu caso, demorei duas aulas para produzir um texto que não parecesse confuso, me preocupei muito com isso, fiz o máximo que pude; devido a demora, acabei ficando sem a revisão da professora. O lado ruim é que eu não saberia os meus erros, não aprenderia com eles; o lado bom era saber que o texto que estava lá fora completamente escrito por mim, com uma consulta ou outra das minhas colegas, mas sem alterações de estilo ou de frases inteiras, como a professora chegou a fazer.

No mesmo dia em que terminei o texto, fiquei mais tarde no período de aula e aproveitei a sala vazia para gravar o off da matéria. Na quinta tentativa, senti que tinha ficado bom e fiquei um pouco cansada de repetir a mesma coisa por tantas vezes. Levei tudo pra casa e no mesmo dia finalizei a matéria, demorei cerca de 3 horas para unir a minha voz às sonoras. Saí mostrando para todo mundo da minha família, estava orgulhosa. Sou insegura com relação à minha voz, foi bom ouvir e me sentir dentro de uma produção jornalística sonora pela primeira vez. A matéria finalizada foi parar no meu pen drive, no meu celular, no meu email e em pastas do meu computador; enviei por email para as minhas amigas e para as minhas colegas da faculdade. Ninguém me criticou, se o fizeram para não acabar com a minha empolgação, eu não percebi. Estava feliz e confiante.

Do início ao fim - Jornal SP em fatias.

A surpresa aconteceu quando depois de algumas aulas de edição e finalização da matéria, a professora nos lembrou do sorteio de grupos para a apresentação de um radiojornal utilizando os off+sonora que estávamos produzindo até então.

Eu e minhas amigas estamos acostumadas a trabalhar juntas, torcemos para que o sorteio ocorresse de forma que pudéssemos continuar trabalhando juntas, e assim aconteceu. Como eu aleguei no dia, "nossos pais escolheram as iniciais certas para os nossos nomes," a divisão dos grupos aconteceu por ordem alfabética e na lista de chamada, os nomes de Rebeca, Rejane, Tábata e Tais
aparecem em sequência. Além de nós, outras pessoas que respondem presença um pouco mais tarde que os demais se juntaram. Um obstáculo a menos, o grupo era muito bom, não haveria qualquer tipo de conflito e o trabalho ficaria digno; logo na primeira "reunião de pauta" as ideias se encontraram.

Como se não bastasse a imposição dos grupos, os cargos de cada qual dentro deles também foi imposto. Eu fui nomeada chefe de reportagem. O nome sugeria (pelo menos para mim, na primeira impressão) que eu supervisionasse as matérias e
sua execução, mas estas já estavam feitas e não havia como reformá-las; me enganei, esse não o meu papel fundamental. Eu teria de organizar os scripts de cada integrante do meu grupo, cobrar a organização dos mesmos frente aos áudios para que o script oficial pudesse ser concluído sem erros. E após tudo feito, script oficial, pronto, teria de duplicar os audios e colocá-los em ordem de aparição, para facilitar o trabalho do operador de som, no dia da transmissão. Pode parecer fácil, mas eu tive que me desdobrar, tudo o que precisava estar feito para que eu concluísse minha parte estava atrasado e eu tive que renomear arquivos incontáveis vezes. Mas passou e fui premiada quando ouvi o operador de áudio elogiar a organização dos áudios do grupo; faz parte da minha personalidade me sentir bem, sorrir e agradecer quando reconhecem meu esforço e dedicação.

Tudo ocorreu muito bem, erros fora do previsto atrapalharam
um pouco, mas nada que fugisse a condição em que estávamos, apresentando nosso primeiro programa de rádio. Garantimos uma boa nota e fomos elogiados pela turma e pela professora. Foi apenas a primeira experiência com o rádio, mas eu estou plenamente orgulhosa de como tudo aconteceu. Muitos outros trabalhos de rádio virão, mas duvido que algum mexa comigo com a mesma intensidade que esses primeiros estão mexendo. Estou descobrindo dentro de mim algo que sempre me julguei incapaz de realizar, falar, mesmo com a minha voz completamente anti-jornalismo, e o melhor de tudo: gostar.

E esse foi o resultado final...




Até tentei corrigir aquelas pequenas falhas, mas não consegui. Então, vai ser publicado como realmente foi ao ar. É o início ao fim da transmissão ao vivo do nosso jornal, o São Paulo em fatias. Obrigada pela colaboração de todos do grupo, e também àqueles que foram sorteados na hora e exerceram muito bem a função de locutores e comentarista.

Taís Lenny em um momento de espontaneidade. É trabalho, filha, concentre-se!

Ramona Zanon
Rebeca Rodrigues
Rejane Santos
Tábata Porti
Tais Souza
Thiago Mourato
Verena Lopes
Victoria Guimarães
William Soares

Bruno Rizzato
Eduarda Estácio
Isabella Macedo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Enem

No ano passado eu era uma vestibulanda. Tinha feito cursinho aos sábados durante o ano todo enquanto terminava o ensino médio na escola. Quando finalmente chegou o dia do Enem, eu fiz uma pontuação razoável, devido principalmente aos meus 900 pontos em redação, mas que independente de tudo, não me qualificaria em nenhuma das universidades públicas que eu pretendia ingressar. Não devido à pontuação, mas primeiramente porque com todos os problemas de roubo das provas e a incompatibilidade das datas, as principais universidades abandonaram o Enem como forma de avaliar os alunos.

Eu fiquei indignada com o desdobrar da situação, afinal, a minha preparação de nada havia adiantado, eu tinha passado o fim de semana fazendo a cansativa prova e me perdido pela cidade, porque me mandaram pra longe da minha casa. Apesar da indignação, não podia reclamar muito, afinal, era só o meu primeiro vestibular e tinha certeza que muitas pessoas dependiam mais do Enem do que eu, já passavam de seus dois ou três anos tentando o ingresso em um curso de universidade pública, sem condições de pagar uma universidade particular e se esforçando para que o bom cursinho (também pago) surtisse efeito. Eu me indignei, pensei em tudo que fora jogado fora não só por mim como por outras pessoas, mas superei e agradeci porque meus pais prefiram iniciar o pagamento da minha atual universidade à me manter no cursinho por mais um ano, assim, abandonei a necessidade de fazer Enem em 2010.

Ainda bem que eu não tive que passar por isso de novo. Desacreditava que o meu ano de vestibular pudesse ser batido em questão de confusão por outros anos, muito menos imaginava que seria logo no ano seguinte. Perigo de cancelamento, já que ninguém assume completamente que o Enem será mesmo cancelado. Falam de suspensão, mas tudo é ruim! Penso naqueles que estavam na mesma condição que eu, no meu primeiro vestibular e naqueles que estavam passando por aquele nervoso novamente, como eu estaria se tivesse continuado fazendo cursinho e sonhando com uma USP ou Unesp da vida. Enem virou várzea e perdeu totalmente a credibilidade. E ainda querem esconder os problemas...

A melhor coisa que meus pais fizeram por mim recentemente foi começar a pagar a minha faculdade. Vou recompensá-los, digo isso a eles em pensamento; todos os dias.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Meu parecer sobre a política

Lembram quando há um tempo atrás escrevi que só gostaria de saber das eleições quando elas acabassem? Por fim chegou o momento de me interessar. É a partir da escolha da maioria e das comemorações pós resultados que vêm as conclusões das propostas, as primeiras reuniões, enfim, tudo o precisa ser feito para que o futuro do país comece a ser definido da melhor forma possível.

Logo na minha primeira eleição, me vi obrigada a justificar o meu voto, afinal, já havia uma viagem planejada para o feriado de Finados e não podíamos simplesmente cancelar devido à eleição. No meu caso, foi até uma forma de me livrar de escolher entre o sujo e o mal lavado, de contrariar a minha opinião ou de defender pontos com que eu não concordava. Como citei no Twitter, a minha privação do voto não interferiria em nada, uma vez que o meu voto seria anulado e entre as 15 pessoas que viajaram comigo, Dilma era maioria absoluta.

Devido à viagem, fiquei sem internet e não pude observar o desenrolar da apuração dos votos e as primeiras notícias, mas ao contrário de muitos conhecidos indignados, não reclamo da escolha de Dilma Roussef como futura presidente do nosso país; todos merecem uma oportunidade para mostrar que estávamos errados. O cargo que ela ocupará exige uma responsabilidade gigantesca e uma provação a mais, uma vez que ela é a primeira mulher eleita presidente do Brasil; se ela falhar, as críticas serão ainda mais severas contra seu governo, tenho na minha mente que ela evitará ao máximo chegar a esse ponto.

Durante esses últimos meses vivi um embate diário entre os meus pais, defensores de partidos opostos; conforme as eleições se aproximavam eles discutiam e me deixavam brava. Eu era contra os dois partidos, só conseguia pedir para que eles parassem de querer defender ambos os candidatos com argumentos furados. Mas em uma coisa tenho que concordar com o meu pai: nenhum paulista deveria defender o PSDB com tanta vontade. E meu voto continua nulo. Não tenho vergonha disso. O voto não deveria ser obrigatório; só quem tem consciência do que está fazendo deveria ter essa obrigação. É isso.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sem título

O entrevistado passou por uma série de turbulências e aos poucos sua vida volta ao normal, a medida que a normalidade chega, alguns veículos insistem em polemizar seus atos, por mais simples que sejam. Enquanto o entrevistado pede que a vida seja um pouco menos exposta por aqueles que o entrevistam, os entrevistadores alegam que se publicam os fatos é porque eles acontecem e merecem ser explicados e julgados.

Ao se dar conta de que há muito tempo não dá motivos graves para tantos julgamentos, ele diz uma ou outra expressão mal colocadas, mas que são interpretadas por cada lado de acordo com as suas próprias vantagens. O assessor diz que o entrevistado se portou bem durante a entrevista, a matéria não faz referência a isso e mete o pau, apresenta suites cheios de adjetivos. Um provoca, mas também é provocado. Na verdade, ao ler, parece que a provocação do entrevistado foi a principal parte da entrevista, ao que ela se destinou desde o começo; não é bem assim. A matéria anti-polêmica se transforma em mais uma polêmica.

Não é necessário que os fatos sejam ocultados, o que é necessário é o bom senso; medir o peso das palavras e priorizar assuntos. Por que todos batem na mesma tecla? Esqueçam, amenizem e se em algum dia por acaso infelicidades voltarem a acontecer, escrevam, debatam, xinguem e se matem dividindo opiniões... mas falem, sobretudo, sobre assuntos relevantes. É o melhor.

Mais um daqueles meus desabafos sem sentido, mas, consigo tirar desse episódio uma nova lição para a minha futura profissão.

Atchim...

Completei duas, ou quem sabe três, semanas em estado gripal.

Já estive pior, aos poucos estou me recuperando, mas nada tem ajudado nessa recuperação, só o passar dos dias mesmo. Quando menos espero o sol se tranforma em chuva, o dia azul em dia cinza e junto com a mudança drástica de temperatura aparece a mudança drástica de estado de saúde do meu nariz e da minha garganta. Acho desnecessário usar medicamentos para coisas tão simples, mas odeio quando tenho esses resfriados longos que demoram tanto para chegar ao fim.

E para completar, quando aparentemente estou na fase final dos espirros e incômodos, a chuva ataca para acentuar os fragéis indicios de não recuperação total; ou então algum convite tentador, como a praia do feriado, vem e completa a minha situação. A tosse ao menos foi embora, há alguns dias não aparece; e espero que não volte, ela atrapalha a hora mais sagrada do dia não só pra mim como para todos que habitam a minha humilde residência: o sono. Me pego dormindo em um monte de travesseiros, quase sentada, porque a minha mãe diz que isso ajuda, não sei se funciona cientificamente ou se age sobre o meu psicológico, mas não é confortável, de qualquer forma.

Ficar doente não deveria ser tão catastrófico como estou tratando neste texto. O grande problema é uma particularidade: com a voz prejudicada pela rouquidão, e os espirros e tosses involuntárias, eu não posso cantar e é isso o que mais me incomoda. Cantar alivia meus problemas, me faz mais feliz; minhas tentativas inúteis de fazê-lo nesse estado também contribuem para o prolongamento das dores de garganta, e para completar não ficam nem um pouco bonitas. É um ciclo sem fim. A vontade de cantar me faz forçar a garganta, que responde das piores maneiras possíveis.

Ontem e hoje, sol e calor insuportáveis, a partir de amanhã, previsão de chuva. Aí não há garganta ou nariz que aguentem. Se decidam aí em cima, pelo bem dos meus dias.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Enchanted.

This is me praying that this was the very first page,
Not where the storyline ends.

My thoughts will echo your name until I see you again
These are the words I held back as I was leaving too soon:
"I was enchanted to meet you."

Please don't be in love with someone else.
Please don't have somebody waiting on you.

Taylor Swift.

Me declaro completamente apaixonada
por essa música, desde a primeira vez que a escutei.


sábado, 23 de outubro de 2010

Vida longa ao Rei!

+ 284.

70 anos de Pelé, o grande culpado de tudo.

O Santos sempre foi reduto de gerações apaixonantes de garotos habilidosos, os Meninos da Vila, mas ele é o grande responsável pelo reconhecimento do jogador brasileiro mundialmente, foi ele quem fez o Santos ganhar a dimensão que ganhou no mundo.

Foi também quem provocou o encantamento do meu pai. Ele pôde acompanhar muitos jogos do Santos de Pelé quando este se apresentava nos palcos do Pacaembu. Ainda bem que ele pôde, ainda bem que isso o motivou a transmitir a herança santista para mim e para os meus irmãos. Eu imagino o quanto deve ter sido legal ter tido a oportunidade de ir ao estádio (sempre lotado) assistir àquela equipe que arrancava aplausos e sorrisos de sua torcida e até mesmo dos torcedores adversários.

Apesar de achar inútil qualquer tipo de comparação das gerações de ouro do Santos, as goleadas daquele time de Pelé, o brilhantismo e a repercussão da equipe, me remetem ao primeiro semestre do Santos-2010 (que não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade, eu não pude acompanhar nenhuma vez no estádio). A diferença é clara, mas este time me fez sorrir, ainda naqueles jogos em que perdia. Mas, para obecedecer às características do futebol atual, o Santos de 2010 se desmontou com a mesma facilidade com que se montou, durou muito menos do que a grande estada de Pelé e seus companheiros naquele Santos de 50 anos atrás.

Infelizmente conheço pouco da obra de Pelé, dos seus tantos gols e de suas grandes jogadas; que eu conheço é aquilo que todo mundo conhece, que se espalham nos programas de TV em épocas como essa. Hoje em dia, no futebol moderno muitos jogadores normais recebem rótulos como gênio ou craque, o que dizer de Pelé? Ele é de outro mundo. Fora de série. E brilhou no momento certo para se eternizar e não se contestar. Ainda que os chatos insistam em colocá-lo em um mesmo patamar.

A rodada desse fim de semana no Brasileirão será dedicada ao Rei, muitos clubes devem fazer homenagens a ele e o Santos não será diferente. Foi preparada uma camiseta especial, com um selo representativo. Uma das camisetas, a de número 70, vai ser utilizada por Neymar, que em votação popular, foi escolhido pelos santistas. Não foi surpresa, uma vez que Paulo Henrique Ganso não poderia receber votos. Resultado justo e merecido, afinal, entre os que poderiam ser votados, ele é o grande ídolo da geração, formado nas categorias de base do clube, artilheiro da equipe no ano e quem carrega o time nas costas. Não, o resultado não foi comprado e não, ele não manda no Santos ¬¬ USHUAHSU.

A responsabilidade dos meninos aumenta, porque terão que reviver os anos de glória do Peixe e vencer com propriedade. Se assumirem essa postura no resto do campeonato, eu agradeço, entende? :)


E voltando ao Pelé, gostaria de desejá-lo felicidades imensuráveis e que continue sendo um grande exemplo aos atletas e aos brasileiros em geral. E ao Edson, os mesmos desejos, um pouco mais comedidos, porque ao contrário do Pelé, este é passível a erros e a maus exemplos, mas aquele mesmo agradecimento por tudo o que sua vida representa na minha.

#PeléEterno.

sábado, 16 de outubro de 2010

As janelas da alma

Trabalho de Comunicação Visual.

TEMA: janelas, aquelas simples, que todos têm em casa.

Após uma indefinição quanto ao tipo de janela que seria fotografada e uma reunião de opiniões, decidimos ser um pouco mais subjetivas, fotografando as janelas que existem em cada um de nós, os olhos; janelas da alma, espelhos do mundo.

Saímos pela rua em um dia de clima fechado, temendo pela reação das pessoas. Um grupo de 6 meninas, no meio da principal avenida da cidade, abordando pessoas na rua e pedindo a troco de nada uma fotografia de seus olhos. Ao fim não recebemos muitos insultos e mais deixaram do que proíbiram nossa ação. O saldo foi positivo e divertido.

São anônimos, não sabemos seus nomes, empregos, classes sociais, mas cada um, de alguma forma, subjetivamente, nos passa uma sensação diferente que os caracteriza de acordo com a nossa interpretação. E agora, por puro instinto, acabo andando na rua e percebendo o olhar das pessoas e aos poucos, decifrando-os ou tentando decifrá-los.

Esse foi o resultado.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu acredito!



O ano era 2002, eu tinha 10 anos, não ligava tanto para o futebol, mas o meu time surpreendia e vivia uma grande fase. Meu pai estava confiante, e eu gostava de ver os jogos, gostava dos jogadores, todo mundo comentava e parecia gostar também! Naquele ano, o campeonato se organizava de forma diferente, os oito melhores se classificavam para uma nova chave, disputada em jogos de mata-mata; o Santos foi o oitavo. Jogaria sua sorte contra o líder: São Paulo e ganhou. Semi finais contra o Grêmio, também passou. Final contra o Corinthians, 8 pedaladas eternas, vencemos! E se eles não tivessem acreditado? Robinho, Diego, Léo, Elano, Alex, Renato e tantos mais representariam tudo o que representam hoje para o clube e para o torcedor? Foi nesse ano que eu pude aprender a essência de torcer pro Santos, que apesar de já sentir em outra oportunidades, nunca tinha mexido tanto comigo. Devo a essa "garotada" todo o meu lado fanático de hoje em dia.

O ano era 2004, o time ainda baseado naquele que conquistara o título em 2002 e participava da belíssima campanha de 2003 (vice da Libertadores e vice do Brasileiro) sofreu com problemas e situações diferentes, além do sequestro de dona Marina e o afastamento de Robinho por um tempo durante a competição, muitos gols invalidados que impediam triunfos e ainda assim, chegamos ao fim da competição nos sagrando campeões. E se os jogadores tivessem desistido?

O ano é 2010 e assim como em 2002 montamos um timaço, mesclando jogadores da base, veteranos e desconhecidos. A diferença é que nesse ano, a adaptação e construção da equipe foi tão rápida e tranquila, que ganhamos os dois títulos que disputamos. O desgate de participar de competições simultaneamente nos fez valorizar mais as vitórias pela Copa do Brasil, logo, perdemos pontos importantíssimos no início do Brasileirão. Após os títulos, houve desmanche no setor que fazia a diferença no Santos, o ataque. Dos 6 principais jogadores, 3 foram para a Europa, 1 sofreu uma grave lesão e o único que se mantém na equipe, está acreditando. Se o Neymar acredita, quem sou eu pra não acreditar? Se o time todo busca o título, quem sou eu para duvidar?

Embora a mídia nos descarte como possíveis vencedores do campeonato, defendo a seguinte posição: para o Santos nada mais interessa do que o título! Vaga na Libertadores nós já temos, não corremos risco de rebaixamento e com uma vitória hoje chegamos à uma distância de 6 pontos do líder, faltando 36 pontos em disputa. É difícil, porém não é impossível, não para quem acredita! Quem acredita sempre alcança.

E se não chegarmos ao título do Brasileiro, sinto pela modéstia, mas já conquistamos dois esse ano! HAHA.

Santos, sempre Santos! (L) #euacredito

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Me surpreendi, negativamente.

Em um dos meus últimos textos, onde comentava sobre política, me despedi dizendo que nos próximos dias haveria jogos da seleção brasileira e que conforme eles acontecessem, poderia escrever com mais propriedade sobre assuntos que me interessassem mais (risos) E era verdade, eu poderia, mas hoje dois dias depois da partida, digo que meus comentários e sentimentos não correspondem ao resultado.

É porque eu não gosto de futebol de resultados. É claro que quando um time é limitado e consegue um resultado feio em um jogo, nós entendemos, aplicamos o resultado à sorte ou ao mal desempenho do adversário, mas quando o futebol de resultados e feio é apresentado pela seleção brasileira, é impossível de ser admitido. As seleções tem o privilégio de reunir os melhores jogadores de seus países, e por reunir os melhores, deve apresentar sempre o melhor futebol.

Minhas críticas não são justificadas apenas pela ausência do Neymar, não é uma birrinha, como muitos podem pensar, achei bom pro Santos ele não ter sido convocado (risos) e também não posso prever se a presença dele mudaria o que foi o jogo em termos gerais, afinal, eu vi apatia, sufoco, dificuldades, erros de passe e de finalizações, até mesmo daqueles jogadores que eu sempre defendi. E isso porque ganhamos de 3 x 0, até com certa facilidade, pensem se o resultado fosse menos expressivo?

O jogo de ontem não foi contra um bom adversário, logo, a empolgação do torcedor já havia diminuído; ainda assim, eu seguia empolgada, era a seleção, a nova seleção! De nova não teve nada. Foram bonitos gols, principalmente o primeiro, mas o jogo em si foi tediante, facilmente comparável a um jogo comum, onde o time que se sai vencedor, vence porque é mais bem composto e não porque é mais merecedor. Apesar do placar mais extenso, fico com a sensação de que os 2 x 0 contra os EUA, realizado no dia 10 de agosto desse ano, foi o dia em que eu tive mais prazer em torcer pela Seleção Brasileira, mais do que durante toda a Copa do Mundo. E não sei porque, também sinto que vai demorar para que aconteça um sentimento igual outra vez.

Torço para que ao menos o espírito da "nova seleção" volte contra a Ucrânia e se comprove contra a Argentina daqui a uns meses. Esse sim será um grande teste, e se a postura tão defendida voltar, vamos brilhar, vencer e encantar. E eu, que tenho prazer em escrever e descrever jogos, vou abrir um sorriso do início ao fim do texto.

Relembrem comigo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Seis anos.

04 de outubro de 2004, a magia começou... pra nunca mais terminar.

Jamas podré reemplazar tu amor ni repetir lo que logramos sentir.
Siempre estaré agradecida, amor, tu me has dado lo que siempre soñe.
Necesitas saber que estarás en mi corazón.



Se houver paz e tolerância dentro de seus corações, o RBD nunca vai terminar.
(Alfonso Herrera)

domingo, 3 de outubro de 2010

Primeira votação

Há muito tempo não escrevo, o motivo que me trás a esse espaço não é dos meus preferidos e nem algo com que eu possa escrever com propriedade, mas ainda assim, é algo que merece ser comentado. Eleições.

Eu não sou neutra com relação à política, até porque ser neutra nesse caso significa não se importar com o país, e não é bem assim que acontece. O que me deixou numa encruzilhada foi justamente começar a querer me informar sobre os candidatos, já que era o meu primeiro ano como eleitora. Posso considerar que diferente dos outros anos, onde eu não votava e não me importava com candidatos e suas propostas, me vi presa a opções de escolha não eram de meu completo agrado. Os candidatos que valiam o meu voto, não tinham chance alguma de vencer, mas votei mesmo assim, afinal, é a democracia; cada qual exercendo seus direitos e dando sua opinião, da forma como lhe convém.

Eu postei uma frase no twitter que se analisada pode ser interpretada erroneamente: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Explicando melhor agora: eu estava na internet, vendo os sites nos quais eu costumo ler notícias em geral e conforme o esperado, o tema era política, atualizações constantes do resultado parcial de votos de cada candidato, pesquisas de boca de urna já definindo ganhadores e achismos. Se ligamos a televisão para tentar uma distração, vemos que a programação está completamente diferente do normal e que os mesmos achismos e resultados constantes ainda são a pauta do momento. Quando o canal não exibe a política, mostra aqueles programas chatos típicos do domingo e mais tarde, quando eu pensar em me divertir vendo Pânico na TV, adivinha qual será o assunto principal? Pelo menos nesse caso eu vou poder rir, porque o resultado aparente das votações é digno de choro, pelo menos para os meus ideais. Por isso eu não me envolvo. Não estou ansiosa para saber os resultados das votações, não há mais nada a ser feito. Por isso a frase: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Não preciso de um boletim de resultados a cada segundo.

Fora isso, um comentário que se enquadra no assunto, mas não tanto na questão de votações. Que sujeira esses santinhos fazem na cidade! Nenhuma pessoa que faz esses santinhos e os joga na rua merecia ser votado. Ainda mais em dia de chuva, fica um nojo. E acrescentamos as propagandas políticas, né. A prefeitura proíbe letreiros com o nome dos estabelecimentos, outdoors, mas quando envolve política a cidade pode ficar feia e suja, seja com santinhos ou com propaganda visual. Tenso.

Política não é a minha, mas com esse texto espero voltar às ativas.

Semana que vem tem jogo da Seleção Brasileira, ou melhor, dois jogos. Contra duas equipes pequenas, mas, é o que tem pra esse ano. Sem meu pequeno monstro, mas com bastante gente boa jogando. Vou assistir tudo e comentar por aqui. Beijos, até a próxima.

domingo, 26 de setembro de 2010

Delete

Deletei os meus dois últimos posts.

Conforme o assunto foi ficando mais complicado e tendo mais desdobramentos eu me via na necessidade de escrever mais e mais e isso acabava ficando chato; por isso apaguei tudo e não escrevi mais nada. Deveria ter direcionado a vontade e escrever para outros assuntos, mas não deu certo, a criatividade foi bloqueada. E agora que tudo está se resolvendo, só tenho uma frase para aqueles que insistem em dizer que "o futebol dele está voltando": na verdade, nunca foi embora.


sábado, 11 de setembro de 2010

As confusões em que me envolvo

Hoje eu me vi em um sábado como outro qualquer, me dividi entre filmes, computador, televisão e paradas para respirar ou comer. Nada demais. Só que, para a compensação do meu tédio, todos os jogos de futebol que passaram na televisão me interessavam e eu emendei um no outro até que eu me cansasse, ou tivesse outra coisa melhor para me ocupar. Apesar dessa minha loucura por futebol que todo mundo já conhece, eu admito que jogos de outros clubes não me interessam tanto, afinal, gosto de acompanhar os jogos tendo um motivo para torcer e são poucos os clubes (com excessão ao Santos e à Seleção Brasileira) para os quais eu me vejo comemorando uma vitória.

Vamos à uma breve explicação de como eu seleciono esses poucos clubes:

Como torcedora fanática, como pessoa que ama o futebol e como menina, eu acabo tendo uma lista de jogadores favoritos e o critério varia muito. Não incluo em minhas listas os jogadores internacionais, até porque não acompanho muito os campeonatos fora do Brasil, conheço um ou outro por acaso, mas acabo me identificando mais e melhor com aqueles que fizeram ou fazem parte do elenco do Santos ou da Seleção Brasileira.

No caso da Seleção, na maioria das vezes, nos identificamos pelo fato de lá estarem os melhores jogadores de cada posição e os mais comprometidos com o futebol brasileiro; por isso é natural que ao torcermos por determinados jogadores da seleção, torçamos também por seu melhor rendimentos em clubes da Europa. É o meu caso com relação a Inter(ITA). Não conheço a história do clube, não me apaixonei por ele e muito menos tenho camisas de suas campanhas, mas torço e acompanho seus jogos para torcer por Lúcio, Maicon e Júlio César: membros da Seleção Brasileira. Só para constar, jogadores que mereceram estar na Seleção e que jogam muito bem. Sou fã. Aprendi a ser. A Inter jogou hoje e eu só pude acompanhar poucos minutos do jogo, não cheguei a ver o gol do Lúcio, mas fiquei feliz pela vitória da equipe.

Já o caso do Santos é mais complexo, porque é meu time do coração. Quando uma equipe se forma e dá certo, mantemos um vínculo com os jogadores que é inexplicável. Infelizmente, essas grandes equipes se desmancham muito rápido e cada jogador toma um rumo diferente, alguns no próprio país, outros em novos países. O Santos é um time sujeito à desmanches e também à formação de ídolos. Quando ocorrem os desmanches, eu me chateio, mas em geral passo a gostar dos clubes para os quais os jogadores se dirigem. Em alguns casos, dependendo da situação, eu encaro os clubes como "inimigos", mas é raro. Tantas idas e vindas no futebol me fizeram ter uma simpatia por times como Werder Bremen, Wolfsburg (ALE), Juventus, Milan, Inter (ITA), Real Madrid, Sevilla (ESP); entre outros. Nutri raiva por Manchester City, Tottenham e o Chelsea; curiosamente, todos são ingleses.

O título "confusões em que me envolvo" parte da ideia de que por gostar tanto dos jogadores, tenho uma vontade impressionante de ver os seus jogos, saber de seus desempenhos e etc. Hoje, praticamente todos esses times preferidos jogaram e eu tive que me emendar para acompanhar pela televisão ou pela internet. Simplesmente, como eu disse antes, para conter o tédio ou simplesmente por amor, um amor inexplicável. Quem me vê nessa condição de apaixonada pelos jogadores pode achar que é loucura, confundir tudo ou pensar o pior. Mas a confusão quem faz sou eu e a loucura também. Não precisam entender, o sentimento quem entende também sou eu. Basta torcer e sentir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma semana como a última

Sábado.
Sábado.
Domingo.
Sábado.
Domingo.
Segunda.
Sexta.
Sábado.
Sábado.
Domingo.

Dá um beijo no Nonó

Uma diferença de 13 anos. Mas o meu melhor amigo de infância foi você. Se eu sou um pouco mais sonhadora e levo a vida dessa forma a culpa é parcialmente sua. Eu pouco me lembro da minha infância e ao me esforçar para lembrar da nossa relação, me vem em mente coisas mais recentes; se não são recentes, são histórias tão extendidas que tiveram tempo para serem mantidas na minha memória. O menino da filmadora, que a cada segundo vinha enxer o saco pra me filmar em todos os momentos (não sei se isso era uma vontade sua, ou da nossa mãe, mas era assim que acontecia), que assistia aos filmes da Disney comigo, que prendia o meu cabelo lá no alto para não me atrapalhar, que me buscava na escola e deixava eu sentar no banco alto do ônibus pra ficar feliz, que ia pra piscina de mil litros só para ocupar espaço e fazer palhaçada, que se importava quando me via brincando com as minhas bonecas, perguntando se elas estavam doentes, se eu já tinha dado comida ou trocado a roupa porque estava frio; que me fazia acreditar que acreditava no submundo que eu criei para os meus brinquedos e para os meus milhões de personagens. Muita coisa. Quando eu estava abandonando as bonecas, você já se formava na faculdade. Direito. Advogado. Eu achava isso muito sério pra você, ainda acho, ainda que ache menos. Até hoje você comenta sobre uma coisa ou outra que eu já nem me lembro mais, ou as fotos fazem isso por nós, mas apesar da sua implicância ao insistir em suas perguntas as vezes insuportáveis ou em saber de cor o nome das minhas bonecas preferidas e de meus personagens mais marcantes... tudo na vida muda. O tempo foi passando e tudo isso foi perdendo a graça. Você pode finalmente deixar a minha infância de lado.

No entanto, obrigada por cuidar de mim. Feliz Aniversário

E sim, ocultei nesse texto todas coisas que não são boas em totalidade.

Irmãos.

















sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ensaio sobre a cegueira - José Saramago (pág 124)

...Ontem vimos, hoje não vemos, amanhã veremos, com uma ligeira entonação interrogativa no terço final da frase, como se a prudência, no último instante, tivesse decidido, pelo sim, pelo não, ascescentar a reticência de uma dúvida à esperançadora conclusão.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

É mesmo tão difícil?

As vezes eu sou complicada. Muito as vezes.

Ainda assim, há coisas sobre mim que eu deixo transparecer de propósito, porque quero que todo mundo saiba, todo mundo entenda para que possamos viver em harmonia! UHSUAH Eu sou a pessoa mais pacífica que eu conheço e quando me altero, demoro bem menos tempo para me acalmar, é quase instantâneo.

O problema é justamente esse, eu ficar irritada. É coisa tão rara, que parei para enumerar as coisas que me deixam mais brava, irritada, chateada, aos prantos, louca, desesperada, etc. A lista não foi muito grande, ok!? Aliás, foi bem curta. Mas mesmo assim, gostaria de salientar um dos pontos principais, para evitar qualquer tipo de problema. Eu sofro com esse ponto, sofro mesmo.

Não invente, comente ou fale mal sem ter argumentos sobre NADA que eu ame, goste, adore. Principalmente se você não for íntimo o suficiente. Uma coisa é a minha mãe, ou minha melhor amiga falar de algo que eu não goste, outra é você! Eu me irrito de verdade. Se você tiver razão, eu fico quieta, não posso negar. O grande problema é a argumentação falsa e os achismos. Respeito é o ponto principal da minha vida em sociedade, pra ser muito abrangente. Não sou contra a exposição de opiniões, muito pelo contrário, mas tenha certeza antes de comentar sobre qualquer assunto que me interesse comigo, sério. Eu posso mudar de humor completamente e não é muito legal (: Pode ser engraçado pra todo mundo, provavelmente vai ser engraçado. E pode ter certeza que se rirem, eu vou ficar ainda mais irritada. Aí quando eu parar pra pensar que eu briguei com alguém por motivos tão inúteis eu vou chorar e se eu não chorar eu vou ficar me culpando. Mas eu sei que aos poucos fica tudo bem.

É isso.

Escrevi porque eu briguei com uma pessoa por causa de um comentário infeliz, que foi respondido por mim de forma um pouco grossa. Nada muito grave, mas é que eu fiquei um pouco supresa pelo rumo que tomou tudo isso. Achei que fosse mais fácil de entender esse meu lado. É a vida, o pedido de desculpas da minha parte ou o esquecimento por parte dela é bem vindo. Esperarei.

Vigilância?

Antes de mais nada, esse fato é real e aconteceu à poucos dias atrás, no sábado (28/08) para ser mais específica. Eu e meus pais havíamos decidido assistir ao jogo do Santos no Pacaembu, o jogo começaria às 18:30 e nós estávamos muito atrasados. Pra completar, o trânsito não ajudou (dificultou, e muito...), ainda precisávamos encontrar um lugar para estacionar e enfrentar a "mini-fila" para comprar o ingresso, na certa não eramos só nós que estávamos com problemas de horário, de trânsito, todo paulista está sujeito a isso. O estranho é não passarmos por essas situações diariamente. Mas mesmo com os tantos problemas que nos cercaram e que poderiam ter sido evitados por questão de minutos rs um deles chamou mais atenção e me deu medo. Um problema que é comum, não sou hipócrita de negar, mas que ao mesmo tempo que é comum.. não é sempre que se presencia: Flanelinhas brigando por vagas de estacionamento, na rua.

A discussão já acontecia desde o momento que entramos na rua, mas para quem passava rápido pela cena, não parecia sério: duas pessoas gritando enquanto as outras ao redor davam risada. Estacionamos em um local de confiança e descemos a rua, rumo ao Estádio. A confusão piorara, trocavam farpas. Um alegava que o outro havia roubado o seu espaço da rua, que o carro ali estacionado estava em uma vaga que era dele de direito. O outro desconversava, ignorava. Até que cansado de ser ignorado, o flanelinha, bravo, vira para o carro e chuta sua lateral com força. Ficou um amassado enorme na porta do veículo. Eu, minha mãe e meu pai, cruzávamos a cena bem nesse momento. Minha mãe olhava um pouco chocada, meu pai a forçava a andar mais rápido e eu tão chocada quanto só sabia olhar pra eles e falar: "Vamos rápido, parem de olhar, eu quero chegar no Pacaembu logo, o jogo já começou". É claro que eu não queria andar rápido só por esse motivo, mas foi uma forma de fingir indiferença ao que eu havia presenciado.

Todos os estacionamentos na região são caros e em sua maioria lotados; o jeito é deixar o carro na rua. Espaço público e que não deveria ser aproveitado de tal forma, mas acaba sendo inevitável. Alguém sempre se oferece para cuidar do carro exigindo dinheiro em menor quantidade. É aí que surge a dúvida: Até que ponto é seguro? Se aquele que é "responsável" pelo seu carro durante aqueles momentos não pode nada contra qualquer pessoa que queira praticar danos, se você que é o dono não pode adivinhar o que acontecerá enquanto seu carro está em responsabilidade de terceiros, se uma recusa de dinheiro pode acarretar em mais prejuízos, etc. Apesar do descrito ter acontecido em um estádio de futebol, fatos como esse podem ocorrer em muitos outros lugares e de fato ocorrem.


Após o jogo, o agressor estava lá, o responsável pelo veículo, não. Quem tem coragem de dizer quem foi? Todo mundo finge que não viu nada. O carro não era importado, muito pelo contrário, era um dos mais populares do Brasil e não parecia ter seguro. Fiquei pensando em como o dono reagiria. O fato é que ainda há muito o que arrumar não só em São Paulo, como no Brasil inteiro. A mudança deveria estar acontecendo há muito tempo e não só recentemente e de uma vez só, utilizando como desculpa a Copa do Mundo de 2014. Esta não permite erros, tudo precisa estar perfeito. É uma mobilização mundial, tudo deve estar em sintonia e acontecendo naturalmente. O Brasil tem de mostrar sua grandeza, tem de mostrar que pode mais. Segurança, transporte público de qualidade e sistemas de organização para os arredores dos estádios e para a população em geral. A herança da Copa realizada no Brasil tem tudo para se tornar mais que uma estrela a mais no emblema, mas sim uma estrela a mais no desenvolvimento e uma sensação de dever cumprido.

Ps: Não estou generalizando, cometendo preconceito e muito menos julgando aqueles que são honestos em seu trabalho, sei que muitos são. O texto foi feito em base a uma situação verídica, indagando e concluindo sobre este fato. As circunstâncias me fizeram voltar à um assunto que eu abordo muito aqui, queria evitar, mas isso aconteceu naturalmente. Faz parte!

sábado, 28 de agosto de 2010

Sem medida!

Agosto de 2012.

Eu estava ansiosa, já era o quarto ano de espera assídua e finalmente o dia havia chegado. Foi inesperado, como tudo que o envolve. Um tweet, uma confirmação, uma comemoração. Eu já não tinha tanto acesso a sua carreira como antes e agradeci à rede social por ainda promover a aproximação dele à mim. Comprei a ideia na hora, corria atrás do meu sonho antigo. Ele ficaria um bom tempo no Brasil, mais um de seus trabalhos; nesse meio tempo resolvera atender aos seus fãs brasileiros, cada um dos sonhadores teria a sua oportunidade.

Naquele recinto, todos pareciam tão ansiosos quanto eu. Além da ansiedade, notávamos uma paixão que sobrevivia ao tempo, nascida muito antes do início de sua carreira solo. Eu já não era a mesma menina, tinha responsabilidades e uma cabeça amadurecida, mas quando o assunto era ele, eu regredia em todos os aspectos, principalmente com relação a sentimentos. Não sabia explicar essa força estranha que ele provocava em mim, mas agora que o momento de por fim encontrá-lo se aproximava, ela parecia me tomar por completo.

Os produtores começavam a se aproximar e avisavam que em pouco tempo começaria a convivência. Naquele dia, éramos quinze e teríamos aproximadamente uma hora para conversar, tirar fotos, entregar nossos presentes, chorar, sorrir e aproveitar ao lado dele. Um sonho distante se tornava realidade. Até que reconhecemos a voz, de longe. Ele chegava, com seu típico sorriso que contagiou a todos nós. Eu pelo menos acredito que tenha contagiado, porque eu estava sorrindo e meus olhos se direcionavam somente a ele. O resto não existia. Só ele.

- Como están? - ele perguntou, esfregando as mãos.

Nós estamos ótimos, que pergunta! O mais importante é como você está. Já havíamos decidido antes que respeitaríamos muito o tempo de cada um, para que todos pudessem aproveitar ao máximo este momento. A relação entre nós, fãs, sempre foi de muita cumplicidade. Era bom ver que isso permanecia.

O mais importante naquela sala era o Poncho, logo, não posso dizer que tive um momento sozinha com ele. Tive uma conversa frente a frente, com quatorze pessoas prestando atenção. A minha conversa foi clichê, a gente planeja sempre tanta coisa para falar, mas quando chega o momento nada vem em mente. Disse que estava muito feliz por ele finalmente ter voltado, que durante esse tempo de espera só tinha orgulho dele como profissional e como pessoa, disse também que só desejava mais e mais coisas boas acontecendo em sua vida e que enquanto ele estivesse feliz, todos estaríamos felizes, mesmo de longe. Continuei puxando o saco, falei muitos te amos e tive que parar para me tranquilizar a cada frase. Ele segurava a minha mão e pedia para que eu me acalmasse, se divertindo com o meu nervosismo. Isso fez com que eu risse também. E eu continuava falando bobagens. Parecia inútil, mas eu precisava.

Estávamos no mês de agosto, ele passaria seu aniversário aqui, gravando o filme e aproveitando as cidades, então aproveitei o momento para lhe presentear com algo que eu sempre quis lhe presentear. Era uma camisa, a camisa do Santos. Camisa 10. Eu imaginava que ele já soubesse, mas mesmo assim expliquei que era a camisa de Pelé e de Paulo Henrique Ganso. Pedi que sempre que possível ele usasse, para que eu visse as fotos e dessa forma, me sentisse mais perto dele. Ele agradeceu e prometeu que usaria. Também entreguei uma carta e chegava o momento de tirar as fotos. Foram muitos flashes. Ainda bem, assim eu teria muitas opções de caras e bocas, muitas recordações. Logo depois, lhe dei um abraço muito forte, foi a minha hora de chorar e a hora dele falar baixinho comigo. Aquele momento foi nosso, não lembrava mais das pessoas ao meu redor.

Acabou. Foi isso. Inesquecível e melhor do que eu sempre sonhei. E agora que passou, que vontade de dizer que não há mais ninguém que te ame assim, sem medida.

Hoje, no dia do seu aniversário, pensei em muitas formas de escrever um texto de parabéns, mas ele não seria diferente de nada que eu já tenha escrito, então escrevi a futura história de um encontro. Não sei como posso avaliar esse texto, faz muito tempo que não escrevo ficção, mas é assim que imagino e que espero que em breve aconteça. É muito sentimento, muita admiração, muita expectativa. Te desejo tudo isso que te disse no dia do "encontro" e que entre o que o destino te reserva, possa estar a sua volta ao meu país. Feliz Cumpleaños, Poncho. Te espero.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Força, Ganso! (L)

Terminei o big post anterior com uma foto dele no banco de reservas, aparentando preocupação após se machucar em um lance involuntário de jogo, uma pisada errada. Se eu pude conhecer um pouco dele durante esses anos, sei que no mínimo ele estava se culpando e se perguntando como em tão pouco tempo aquilo pudera ter acontecido. A preocupação refletida em sua face passou para mim no mesmo instante, porque não é sempre que ele se dá por vencido tão rápido, ele simplesmente caiu no chão e pediu substituição.

Muitas opiniões sobre o que havia acontecido foram surgindo, chegou-se até mesmo a dizer que não era uma lesão grave, mas na tarde de quinta feira veio a confirmação, um entorse no joelho que provocou a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e lesão parcial do menisco lateral. Tempo de recuperação: de 5 a 6 meses. Minha primeira reação foi não acreditar, duvidar de tudo e todos! O primeiro indício que de que alguma coisa tinha acontecido foi um tweet de Neymar que dizia que ele estava muito triste. Pouco tempo depois, a assessoria do Santos confirmou o diagnóstico e eu entrei em choque. Meu mundo caiu. Na hora de contar pra minha mãe o que havia acontecido, eu chorei. O ano de 2010 acabou para Paulo Henrique Ganso, maestro do Santos, melhor jogador do Brasil na atualidade, camisa 10 da seleção Brasileira. Ele deve estar arrasado, assim como todos aqueles que o amam e convivem com ele. Vai precisar de muita força, estou numa corrente positiva para que ele se recupere rápido e bem! A mobilização é grande, emocionante.

Não seria a primeira vez que ele me surpreenderia e não duvido de seu empenho para estar de volta o mais rápido possível. O grande problema está no tempo de recuperação, por mais rápida que ela seja continua sendo uma longa espera! Mas fico tranquila ao saber que suas características estarão intactas, o diferencial em Paulo Henrique Ganso está na sua forma de articular, jogar com inteligência, isso nenhuma lesão física pode roubar. Habilidade ele tem, ritmo ele recupera, capacidade e talento é o que não falta. Nasceu para ser o melhor do mundo e será! #ForçaGanso

"Na luta pela Tríplice Coroa, a gente perde um guerreiro, mas continua na batalha." E na Libertadores 2011 , o maestro da Vila volta!

Vamos ser TRI Santos



Guerreiro não foge da luta e não pode correr.
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu para vencer!
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar. Sua hora vai chegar!

Tá escrito - Revelação

União, força, raça... talento!

A noite de ontem foi de adrenalina pura, mas esse termo não se refere a nada de muito importante para vocês, mas muito importante pra mim! Decidi que o que aconteceu ontem merecia ser contado em algum espaço, dividido com muitas pessoas e vangloriado; eu não sei se escrevendo aqui chego a esse objetivo, mas posso ao menos dizer que escrevi. Esse post é mais para mim do que para vocês, mais um desabafo do que um texto, então, posso dizer que ele será tudo, menos pequeno. Divirtam-se, ou fechem :D Sei que poucos se interessam por esse assunto. E não, não é nada proibido ou polêmico rs

Eu costumo dizer para mim mesma que se um dia eu for uma jornalista esportiva (pode acontecer, ou não) eu terei de praticar muito o exercício da imparcialidade, já que as minhas formas de defender e de criticar o meu time sempre fogem do comportamento natural de um veículo de informação. Com esses privilégios e até mesmo as críticas, os outros times poderiam ser menos explorados por mim. Minha relação com os outros times se referem mais à rivalidade do que tudo, exemplo: Torcer para o Flamengo contra o Corinthians, ou para o Internacional contra o São Paulo não quer dizer que eu goste dos times para quem torço, mas sim que torço pelos adversários dos rivais paulistas. Em situações que fogem a esse panorama, sou indiferente. Meu único preferido é o Santos e a cada jogo, o maior rival é o nosso adversário. Escrevi essas besteirinhas para explicar o significado da partida de ontem, na minha visão. Antes disso, um flashback.

Há cerca 3 de meses atrás...

Semi-final de uma competição chamada Copa do Brasil, um confronto entre Santos e Grêmio acontecia. Naquela ocasião eram duas grandes equipes, que passaram com méritos por seus adversários e que decidiriam qual delas ocuparia uma vaga na final do torneio. Era apenas o primeiro jogo, um jogo de muitos gols! Final da partida 4 a 3, vitória do Grêmio. A história do jogo foi incrível, tão incrível que considero este um dos jogos mais tensos e emocionantes desse ano, mesmo com o placar desfavorecendo o meu time. Explico isso porque quando o Santos ganhava a partida, um jogador que havia entrado para segurar o placar falhou duas vezes e suas falhas resultaram em gols do adversário. O Grêmio virou um jogo que estava praticamente ganho por nós. Mas acontece, é o futebol. Confiram os lances, se quiserem. É mais fácil ver do que ler para entender a complexidade desse jogo.



O placar acabava sendo bom devido a quantidade de gols marcados fora de casa, demorei para associar isso aos fatos, mas era verdade, ainda tínhamos chances! MAS... houve um algo a mais: provocação demais, desacreditaram no nosso potencial, o narrador da emissora gaúcha satirizou as dancinhas do Santos cantando um desprezível "Elimination" ao final do jogo e para completar, sua torcida publicou esse vídeo:



O técnico Silas chegou a declarar que jogar na Vila Belmiro era fácil e que não seria problema para o Grêmio enfrentar o Santos em sua casa. Eles mal sabiam o que os esperava aqui, no nosso Alçapão. Não chamo o que aconteceu no segundo jogo da semi-final de emocionante com o mesmo significado do mesmo termo se referindo ao primeiro jogo, nesse último a emoção rendeu sorrisos, lágrimas de felicidade. Era a consagração. Final da partida: 3 x 1, vitória do Santos. Três gols maravilhosos. E tanto nas comemorações como nas entrevistas pós jogo, os jogadores desabafaram contra tudo isso que enumerei no parágrafo anterior. As provocações adversárias resultaram num empenho maior, numa vontade maior, motivação não só pelo clube que representam, como pelo desdém com que haviam sido tratados durante a semana. Vejam as três obras primas do Santos contra o Grêmio:



E lembram-se do vídeo da surra do relho? Promovendo até mesmo 'violência' como demonstração de raça e dizendo que isso faz parte do verdadeiro futebol? A torcida santista respondeu. E nesse vídeo vemos o verdadeiro significado do "Elimination". Quem ri por último, ri melhor.



Aliás, poderia contar muitas histórias de equipes que desdenharam o Santos durante essa Copa do Brasil. Um absurdo! Se eu quissesse, poderia também ter aproveitado a vitória contra o Atlético-MG na semana passada, para contar a história de Diego Tardelli e seu pofexô.. mas não me veio essa ideia em mente, então sobrou pro Grêmio rs E depois dessa historinha ilustrada, volto ao tempo presente.

Ontem...

Pra variar, um jogaço, fora de casa e nenhuma emissora transmitiu, a não ser o PFC, que eu pobre, não tenho. Então tive que encontrar uma maneira de assistir pela internet, porque desse jogo eu não abria mão de nenhum segundo, sim, estava carregada de ódio desde os últimos acontecimentos. Espero que esse ódio tenha sido compreendido. Três meses depois, o perfil das equipes era bem diferente: o Santos buscava a vitória para se aproximar dos líderes do campeonato, com uma equipe em adaptação após a perda de 3 titulares; o Grêmio beirando a zona de rebaixamento, sofrendo com a queda de rendimento após a parada para a Copa do Mundo. A vitória era o que interessava, em ambos os lados.

O Grêmio abriu o placar logo no início do jogo e seguiu pressionando durante todo o primeiro tempo, marcavam forte os meias de ligação impossibilitando a chegada da bola ao ataque. Com isso, os laterais do Santos precisariam se expôr, mas isso não acontecia. O primeiro tempo acabou sem muitas jogadas de perigo para ambos os lados.

O segundo tempo teve de tudo! O Santos voltou melhor e o Grêmio voltou pior, isso equilibrou a partida. A marcação já não era tão eficiente e os meias jogavam com mais liberdade. Em um único lance: chute de fora da área, defesa do goleiro Vítor, bola na trave com Zé Love, rebote e corte do zagueiro. Prometia. Ganso recebeu a bola dentro da área, conduziu e tocou para Zé Love que foi derrubado dentro da pequena área. Pênalti. Mas a preocupação superou a felicidade da marcação de penalidade, Ganso se contundiu e precisou ser substituído. Na cobrança, Neymar marcou. Comemoração ao lado de Ganso, já fora de campo, recebendo cuidados médicos. O jogo continuou movimentado, até que Alex Sandro cometeu dupla infração, convertida em expulsão. Danilo entrou para reforçar a marcação. O Santos tinha um jogador a menos e era pressionado pelo Grêmio. Restavam alguns minutos para que o jogo acabasse e muita coisa estava para acontecer.

Em jogada individual, Neymar driblou e foi derrubado grotescamente dentro da área: outro pênalti! Outro gol? Não. Neymar perdeu. Ou melhor, Victor defendeu. Se ele tivesse batido de cavadinha teria dado certo! Menino irresponsável UAHSUAHSUAH brincadeira, méritos do goleiro. Bastava não desanimar e buscar o gol! E foi o que aconteceu. Neymar recebe de Danilo, dribla e chuta, Victor defende, rebote.. GOOOL do Santos! Rodriguinho! Aos 48 minutos do segundo tempo! E isso serve de lição para pessoas como eu, que pediram o jogo inteiro pro Rodriguinho sair, ou que não acreditavam nunca mais que ele faria um gol de fora da área! Paguei com a língua. E vibrei muito! Mesmo que fosse quase meia noite e que eu tivesse que acordar as 5 da manhã no outro dia. Comemoração? Nada de dancinhas, o gol foi dedicado à Neymar! Se esse gol não tivesse acontecido ele estaria sendo metralhado hoje, ainda bem que não está, que tudo deu certo! É isso que o futebol me provoca.

UNIÃO. Pelo companheirismo, tanto pelo lance de Ganso como pela oportunidade desperdiçada por Neymar. FORÇA. O setor defensivo foi praticamente perfeito ontem e nesse elenco, é o mais questionado. RAÇA. Empatando, com 10 jogadores em campo, perdendo gols, lutando até o último minuto. TALENTO. Isso eu não preciso nem justificar.

Fiquem com o último vídeo desse depoimento em torno de um único jogo! Me empolgo escrevendo sobre certos assuntos, desabafei mesmo rs



Rumo à triplice coroa! Eu acredito.


FORÇA GANSO! Te quero bom rapidinho, dói em mim te ver machucado

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nostalgia

"Não sabemos qual será a próxima viagem, só sabemos que a televisão estará lá para nos mostrar."

Hoje, durante à aula de Linguagem Audiovisual, a professora nos mostrou um vídeo especial sobre os 50 anos da televisão. Nesse vídeo, além dos fatos marcantes que ocorreram antes do meu nascimento, citaram muitas vezes os anos 90. Eu nasci em 1992, logo, vivi a minha infância mergulhada nessa época que em comparação à de hoje, era muito mais divertida para nós, as crianças. Não é novidade para ninguém o fato de que eu as vezes fico muito presa ao meu passado, não somente aos acontecimentos pessoais, mas também a tudo aquilo que eu gostava A diferença entre esses dois pontos é que os acontecimentos e as vivências são aos poucos esquecidos se eles não são importantes, já aquilo que se gosta, é inesquecível. Eu já me dei conta de que eu não consigo esquecer e nem me arrepender de um dia ter gostado de todas essas minhas bobagens de criança/pré-adolescente.

O vídeo não remetia apenas aos programas infantis, mas também a teledramaturgia, ao humor, ao esporte e ao jornalismo durante os primeiros 50 anos de transmissão, mas não houve como a nostalgia não tomar conta de mim naquele momento. Passou um filme com todas as músicas, os desenhos, os filmes que eu assistia, as brincadeiras, tudo. Cheguei até mesmo a cantar algumas canções junto com os trechos de imagem, nem me importei com quem estava ao meu redor, me empolgo com qualquer tipo de música, até com as mais infantis.

Me surpreendi há alguns dias atrás, quando entre os assuntos mais comentados no Twitter aparecia: #SalveaTvCultura. Minha vida quando era criança se resumia à Tv Cultura. Hoje em dia não sei em que estado se encontra a programação e a audiência desse canal, já que não assisto televisão com a mesma frequência, mas presumo que para um apelo tão forte, tudo tenha despencado, incluindo a importância dada para a educação por meio de seus programas. Contribuição da facilidade de acesso à internet e aos canais de Tv a cabo. O fato é que tudo mudou muito rápido! Mesmo com o choque de parar para pensar em como todas as mudanças aconteceram desde a minha época, não culpo ninguém além do tempo por essas mudanças, ele passou, evoluiu e se adequou a nova realidade que vivemos, transformou tudo. A minha época não foi à tanto tempo assim, talvez eu tenha sido a diferente para a época. Mas eu fui feliz.

Eu tinha uma foto com o Nino e outra com a Morgana, mas está perdida pelos álbuns de fotografias :x Mas é isso aí.. Eu era louca por Castelo Rá Tim Bum. E só existiam vestidões assim no meu guarda-roupa. Menininha da mamãe, ainda bem! :)

"Não se compra um sorriso e nem se vende o amor,
não há como pagar é muito caro o coração.
(...) o meu sorriso ninguém vai poder comprar.
Tudo é seu, é só querer!
E com um sorriso é mais fácil de viver."

Tudo Tudo - Chiquititas

sábado, 21 de agosto de 2010

Tudo em um único post.

Comunico à todos que o meu computador se recuperou bem do período inválido e que junto com a boa vontade de funcionamento dele (e habilidade de conserto do meu irmão) voltaram todos os arquivos que eu jurava ter perdido em mais um daqueles apagões que essas máquinas maravilhosas resolvem dar. Então, já que o computador voltou com tudo, eu posso voltar com tudo, não posso? E para que eu não saia do meu padrão de texto e nem você se canse de tantos posts diferentes falando sobre o mesmo assunto; escreverei tudo em um post só. Sendo assim, disfrute às minhas opiniões.

Ainda que todo o conteúdo do texto rodeie o mesmo assunto, os temas centrais são diferentes: a chegada, o começo, a permanência e a ida. Poético, não? Pode até soar como tal, mas é só o futebol e suas surpresas, a diretoria do Santos e suas surpresas. E eu contarei essa história, resumidamente, em partes, fora da ordem natural, emendando um caso ao outro.

O início: Keirrisson

21 anos. Uma jovem promessa do futebol que pecou por fazer escolhas erradas em sua carreira. Se destacou em clubes no Brasil, mas não teve o mesmo aproveitamento na Europa. Acolhido pelo Santos, o mesmo time que foi vítima de Keirrisson em 10 oportunidades durante 5 jogos, de volta ao Brasil e pronto para mostrar que tem talento e que pode chegar longe. Chegou o grande dia: domingo, 22 de agosto de 2010, às quatro horas da tarde, contra o Atlético Mineiro em Santos. Tudo indica que ele inicie sua trajetória, seja como titular ou entrando no segundo tempo. Se não for amanhã, será logo.

Ele tem vontade, chamou o torcedor para incediar o alçapão da Vila Belmiro. Para vê-lo brilhar? Esperamos. Ele tem mais do que nunca ao seu lado jogadores que possibilitarão ao máximo que isso aconteça. Confiamos.

A ida: Wesley

Revelado pela base. Uma história de reviravoltas dentro do clube. Em 2008 ele era uma das tantas promessas que as vezes vingam, outras vezes não, comparado a Robinho, pressão. Quando a temporada é muito ruim, merece esquecimento, mas me lembro da espectativa que se criou ao redor de Wesley. Ele não jogava o que se esperava, quase foi queimado pela torcida e por aqueles que insistiam em mantê-lo em um time que não rendia e que até a última rodada se viu ameaçado pelo rebaixamento.

Um empréstimo ao Atlético-PR: uma nova posição, melhoras significativas. A volta ao Santos em 2010: incógnitas, melhoras muito mais significativas, versatilidade, poder de decisão, gols importantes e rendimento. A torcida que antes duvidava de sua capacidade, passou a considerá-lo intocável. O reconhecimento da equipe fez com que propostas do exterior aparecessem e a força da diretoria para mantê-lo no grupo foi em vão, o próprio jogador confirmou que havia chegado o momento de se manter na Europa. Saiu pela porta da frente, aclamado, emocionado, jurando amor ao clube e regresso em breve oportunidade. Superação. Quem diria que hoje, nós torcedores sentiríamos a sua falta? Boa sorte, Wesley. Obrigada por tudo. E por muito mais. E Werder Bremen vai para a lista de times do exterior que eu preciso torcer.


A chegada: Rodrigo Possebon e as contratações de 2011.

No time dos meninos da Vila, novos meninos são sempre bem vindos. Revelação do Internacional de Porto Alegre, Possebon foi contratado pelo Manchester United antes mesmo de fazer história no Brasil. Viveu um momento difícil e prejudicial ao se machucar em um lance de jogo. Não o conheço, mas quem o conhece elogia, eu acredito. O próprio diz que está em condições de jogo, e pronto, chegou para substituir Wesley. Reposições rápidas para grandes perdas são essenciais quando um time quer ser grande e investe tanto nessa grandiosidade.


Posse Possebon, Possebon ô ô ô ô Posse Possebon Possebon ô ô ô ô \o\

O presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro (LAOR) garante que quer manter a qualidade do time para a disputa da Libertadores de 2011, para isso usa uma palavra que eu gosto muito e que deveria persistir em algumas situações: sonhar. Ele sonha não só com a permanência de seus ídolos, como também, com a contratação e formação de novos. Para isso já tem um nome secreto em mente e a ambição de que Robinho, ídolo dessa nova geração, possa voltar e conquistar os únicos títulos que ainda não ganhou com a camisa do Santos: a Libertadores e o Mundial.

A permanência: Neymar

E por último, mas não menos importante, o assunto que dividiu opiniões e mais comentado pela mídia nos últimos dias: Neymar, vai ou fica? Uma proposta milionária de um time Inglês; uma multa a ser coberta para rompimento de contrato; uma contra-proposta; grandes ídolos do futebol defendendo a permanência; um pai, um empresário, um presidente, um jogador, uma nação santista, uma nação brasileira; um veredicto; um NÃO; uma vitória para o futebol brasileiro? Sim. Neymar foi chamado de louco pelos dirigentes do Chelsea. Mesmo desacreditada a respeito do desfecho dessa história, desde o início devia ter lembrado que Neymar é sempre irreverente. Agora que tudo passou não fica evidente que é a cara dele recusar 30 milhões de euros? Que outro jogador ou clube fariam isso hoje em dia? :P Além do plano de carreira oferecido pelo Santos, outros argumentos foram defendidos pelo jogador: a felicidade de estar no clube e a melhor opção para sua família.

Não nego que torci pela permanência dele, óbvio. Como santista que não queria ver seu clube de coração desmanchando-se, como admiradora do jogador Neymar, por medo de que seu rendimento e visibilidade caísse em um campeonato mais pesado como o Inglês e também por experiências de jogadores jovens que foram para a Europa e que não deram certo. Me assunto mesmo, não por não acreditar na capacidade que ele tem, mas justamente por conhecer seu estilo. Que ele fique por mais um tempo, tempinho que seja e que encontre um lugar melhor para o seu desenvolvimento na Europa.


A diretoria merece aplausos por tudo o que tem feito pelo time nos últimos meses. LAOR está no top5 de ídolos da geração 2010 do Santos Fc. No mandato passado era complicado torcer, hoje em dia não mais, me dá vontade de gritar gol, de dar risada, me surpreendo, me sinto feliz. Não só acompanhar os jogos me leva a essas sensações, mas também ver tudo que é realizado fora de campo, seja na publicidade, na internet, etc. Realmente LAOR, o Santos podia mais. E se continuar podendo mais a cada dia, eu agradecerei eternamente.

É isso. Resumo longo né? Mas tem tudo que eu precisava dizer. Espero continuar tendo essa visão romântica por um bom tempo ainda. Que tudo que o LAOR tem em mente e sonha seja realizado, temos de sonhar até que nosso sonho se realize e fazer o possível para que o maravilhoso se estenda até o quanto for preciso para marcar sua marca na eternidade. Isso é ainda mais romântico, mas é completamente possível, basta acreditar. #SantosAmorMaior.

imagens: flickr.com/santosfc