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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Passado, presente e futuro só de glórias!

Hoje na escola, quando questionados sobre quem na turma queria dedicar-se ao jornalismo esportivo. Eu levantei a mão timidamente, enquanto as minhas amigas gritavam o meu nome por mim; eu impús a todas o silêncio, e soltei baixinho um: "ainda estou em dúvida sobre isso", uma delas virou e disse "que dúvida? você só gostar de escreve sobre futebol" e eu respondi "na verdade, eu gosto de escrever sobre o Santos." Pura verdade! É muito mais fácil falar do que é bom e do que é ruim no futebol e em outros esportes e temas quando isso engloba uma paixão; ainda que no meu caso, o mais recomendado seja não escrever com a paixão e sim com a razão. Convenhamos, isso é impossível, ainda. Aproveito o tempo que tenho.

O meu destino era ser santista. Nascida sob o signo de peixes, de sobrenome Santos, em família de maioria santista (testemunhas dos milagres do Rei), pai santista, caçula entre dois irmãos também santistas. A paixão só não se despertou em mim antes, porque eu estava mais preocupada com as bonecas ou com os desenhos infantis; mas pra todo mundo que perguntava eu respondia com toda a certeza e influência do desejo da família: "sou santista". Uns amigos do meu pai, costumavam me chamar de corinthiana e são paulina e eu sempre tive repulsa a esses apelidos maldosos. Até hoje estes me chamam assim. Triste. O amigo do meu pai que eu mais gostava era o santista, e adivinhem como ele me chamava? (:

Só fui tomar gosto pelo time, começar a torcer e me envolver, quando ele começou a ganhar. Não tenho vergonha disso, apenas me arrependo de não ter gostado da mesma forma um pouco antes, minha condição de santista seria um pouco mais privilegiada. Mas aconteceu no tempo certo. 2002. O ano com o time mais cativante, campeão e apaixonante que eu já vi jogar pelo Santos. Até pensei que o de 2010 pudesse superá-lo, mas não foi dessa vez. Nem será tão fácil superá-los. Eu amo Léo, Alex, Renato, Elano, Diego e Robinho e todos aqueles que fizeram parte das campanhas vitoriosas de uma forma especial. Estes citados acima um pouco mais do que os outros.

Hoje, a minha paixão comemora seu aniversário de 99 anos. Ano que vem começam as comemorações do centenário e pelo que já li, promete ser muito bom no que diz respeito ao extra-campo. Esperemos que dentro de campo estejamos bem representados para que disputemos com afinco e condições de vencer todas as competições disputadas. Mas espero que seja um momento sublime e que vendam camisetas oficiais bonitinhas pras meninas (; #fikdik

Aconteceu. De repente o amor tomou conta de mim. Sentimento inexplicável, diga-se de passagem. Me faz chorar, rir, ficar com raiva e feliz; tudo ao mesmo tempo. "Minha relação com o Santos é paradoxal. Pois este time ainda me mata, mas é justamente ele que me faz viver". Parabéns à você glorioso, maior que todos aqueles que te representaram e vestiram suas cores. Luz própria, infinita!

E hoje tem mais uma batalha. Vencer ou vencer.

Fala por mim.

Sou alvinegro da Vila Belmiro
O Santos vive no meu coração
É o motivo de todo o meu riso
De minhas lagrimas, e emoção
Sua bandeira no mastro é a história
De um passado e um presente só de glórias
Nascer, viver, e no santos morrer é um
Orgulho que nem todos podem ter

No Santos pratica-se o esporte
Com dignidade e com fervor
Seja qual for a sua sorte
De vencido ou vencedor!
Com técnica e disciplina
Dando o sangue com amor
Pela bandeira que ensina
Lutar com fé e com ardor!


Antes do meu texto, o hino oficial, que fala por mim e por nós torcedores. Quanto à foto, montagem ou não, representa um fato! O meu glorioso parou uma guerra. Parabéns, meu Santos Futebol Clube. O time da virada, do amor, das glórias no passado, no presente e no futuro

14/04/1912 - O gigante Titanic chocava-se com um iceberg e afundava, marcando a história. Outro gigante emergia no litoral brasileiro, para futuramente marcar a história e fazer história.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Neymáscara

E eu que nutro um amor que cega, finalmente enxerguei a lógica no apelido tantas vezes antes proferido. Não, não deixei de ser Neymarzete. Pelo contrário. Ele apenas resolveu comemorar utilizando uma máscara de seu rosto, fazendo careta ainda. A única forma de ofensa seria a ele mesmo, porque a foto não o valoriza kkk whatever.

Ontem, durante o jogo, eu nem fiquei com raiva dele, porque sei que a comemoração não foi feita com maldade. Foi falta de informação mesmo. Ele ficou tão surpreso quanto nós pelo cartão recebido; tenho na minha cabeça que ele se sentiu muito mal e que também chorou. Mas independente de intenção, ele foi expulso e prejudicou o time, né? Foi pros vestiários mais cedo e perdeu o sufoco que o time levou depois de sua expulsão, mas com certeza respirou aliviado pela vitória conquistada.

Eu não achei errado o expulsarem, afinal, as regras sempre são feitas pra serem cumpridas e se tá escrito que um jogador não pode comemorar usando máscaras ou qualquer outro elemento que não faça parte do uniforme, então tudo bem. Amarelo justo. Vermelho justo.

Por causa de toda a polêmica, poucos repararam no golaço que antecedeu a expulsão de Neymar. Mas eu não esquecerei tão fácil, até amenizou um pouco a falta que ele fará quinta feira contra o Cerro Porteño no Paraguai. Pra mim, esse foi um dos gols dos mais bonitos da carreira do Neymar. Mascarado ou não, ele é o cara!

segunda-feira, 14 de março de 2011

O maestro da Vila voltou!

Achei até que demorei muito pra esboçar um texto sobre esse assunto, só quis esperar esses dias pra ouvir todas as entrevistas e comentários sobre seu retorno; e acho que consegui. Li todos os artigos dos meus portais favoritos, assisti aos comentários de programas de gêneros e pessoal diferentes, em emissoras diferentes, mas sempre o que conta mais é a opinião da gente, o que nós pensamos a respeito do que a gente vê. Ainda mais quando somos torcedores fanáticos, repletos de emoção.

Revirei meus arquivos neste blog pra ler o que eu tinha escrito sobre a lesão do Paulo Henrique, naquele fatídico mês de agosto do ano passado. E lembro de como eu me senti mal. Quando a notícia da lesão e do tempo de recuperação vazaram, eu chorei. E chorava a toda hora que ia repassar a informação ou comentar sobre ela. Eu nunca soube explicar essa vontade chorar que o Santos me proporciona e acho que nunca vou saber. O jeito é aprender a controlar.

Durante esse meio tempo, fomos aprendendo a lidar com a falta que Paulo Henrique fazia; no time não muito inspirado do segundo semestre do ano passado, Neymar dava conta sozinho; a colocação final no campeonato Brasileiro foi muito aquém do que estava escrito no começo do ano, do que poderíamos ter conquistado se Paulo Henrique não tivesse se machucado. Muita coisa seria diferente hoje. Para melhor, é claro.

No último mês, quando a volta já se aproximava e as expectativas cresciam. Ele abriu a boca pra falar demais, me deixou muito irritada. Quase que isso afetou a vontade que eu tinha de vê-lo voltar a jogar pelo Santos. Eu tenho uma opinião bem formada sobre isso, mas tentei não misturar o jogador com a pessoa física, nos dias atuais fica complicado lidar apenas com sentimento. O fato é que o importante seria esperar o seu retorno.

A longa espera de 6 meses e alguns dias finalmente terminou. Um alívio para o Ganso, para seus familiares e amigos, para os santistas ou simplesmente para quem gosta de futebol. No seu retorno, ostentou a camisa 16 e aguardou durante o primeiro tempo no banco de reservas, não estava em sua melhor forma e era uma maneira de preservá-lo para futuros jogos. Sua entrada deu cor ao que estava cinza, acordou os dorminhocos e instalou sorrisos na torcida que acompanhava o jogo, todos aplaudiam de pé a volta do maestro da Vila. A alma do time. Bastaram10 minutos para que percebêssemos a falta que ele fazia dentro de campo, um lançamento preciso para Zé Love que resultou em gol de Elano e um gol dentro da pequena área, referência que faltava para as jogadas laterais do time. Que bom que o Ganso voltou, vai acertar o time. Com ele o Neymar joga mais, o Elano joga mais, o Zé Love joga mais e é capaz até que o Keirrisson comece a brilhar em campo. Faz milagre mesmo. Mágica.

Para o jogador, a espera e a lesão podem não ter tido um lado positivo. Mas para mim, com certeza teve. E o ponto positivo foi deixar a minha "endeusação" pelo Paulo Henrique um pouco de lado. Comecei a valorizar o coletivo, outras peças importantes do grupo e principalmente o Neymar. Este último muito por conta da "monstrificação" do caso Dorival Jr. Hoje não sei se gosto mais do Ganso, do Neymar, do Rafael, do Léo, do Elano ou até mesmo do Durval. Gosto do grupo inteiro (com algumas exceções, em alguns jogos) e acho que eles todos representam muito bem a grandeza do Santos. Quando jogam com determinação, pra frente, do jeito que a torcida gosta. No estilo do Santos. O DNA santista.

E independente de confusão, dele falar demais ou de menos. Em campo ele é fora de série. Mano, ainda dá tempo de desconvocar alguns jogadores pra esse amistoso do final do mês. A busca acabou. O camisa 10 da seleção voltou. O da selesantos também.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Porra, Adílson!

Para começar o texto de hoje, já peço desculpas por algumas coisas.

A primeira é, o palavrão no título e algum eventual que aparecer no texto, estou escrevendo de cabeça quente e pode ser que eu não encontre sinônimos pras expressões usuais. E a segunda é o fato de voltar a escrever sobre futebol, eu estava tentando parar um pouco, mudar de rumo, de assunto e tornar o blog mais visitável; mas o que aconteceu hoje precisava ser relatado por mim em algum lugar, e nem o Twitter nem o Tumblr são adequados para a quantidade de caracteres.

Hoje aconteceu um novo empate, 1x1 contra o São Bernardo, na Vila Belmiro. Quem vê de fora diz que não é necessário preocupação, que a campanha é boa, que tudo está lindo, maravilhoso, mas não está. Enxergo o grupo deste ano comprometido, mas não vejo entrosamento em campo. E precisamos disso para cumprir o objetivo de conquistar a Libertadores.

Os primeiros jogos do Santos no Paulistão foram perfeitos: Goleadas ou então muitos gols marcados, volume de jogo, defesa bem postada, união e concentração. Era o reflexo daquilo que não só os santistas, como os torcedores de outros times, pensavam sobre o Santos de 2011. Avassalador, campeão de tudo, melhor representante brasileiro na Libertadores, etc. E tudo isso não era sem propósito.

Enfim, as primeiras exibições foram contra equipes sem expressão e o grande teste foi o clássico contra o São Paulo. O time foi bem, ganhou, mas a partir daí, caiu e muito de produção. Foi uma queda drástica. Todos os jogos a partir de então foram disputados sem vontade, independente de vitórias, derrotas ou empates. É isso que a torcida mais quer, vibração. Não importa se perde ou empata, por enquanto, mas que jogue com vontade de ganhar, sem se apequenar diante dos pequenos. O Santos é grande e merece gente grande o comandando e o defendendo, gente de caráter.

A queda de produção se deve à muitas coisas:

A contusão de atletas considerados fundamentais e titulares - Isso impediu que a escalação ideal fosse a campo por uma única oportunidade. É o time com Arouca, Jonathan e Ganso que corresponde ao Santos ideal, não nenhum outro que foi a campo esse ano. Quando Jonathan e Arouca dão indícios que estão em condições de jogo, logo se machucam novamente. É complicado! E ainda há a incógnita sobre a volta do Paulo Henrique, ninguém sabe se ele vai voltar bem e rápido o suficiente pra salvar o time. Acreditem, ele consegue salvar. Falta exatamente alguém como ele, com as funções dele, pra tudo dar certo. Torço pra isso acontecer todos os dias. E vai acontecer!

Jogadores importantes com destino traçado - Zé Love e Maikon Leite, atacantes e artilheiros da equipe, tem contrato fechado com Genoa-ITA e Palmeiras, respectivamente. Apesar da dedicação ao clube, jogam sobre pressão e não correspondem.

A invenção de posições de jogadores e escalações mal feitas - Por haver muitos jogadores machucados ou sem condições de jogo, o treinador preferiu mudar as funções dos jogadores de confiança em campo do que utilizar as peças de reposição do elenco. Isso sobrecarregou alguns e desmereceu outros. Exemplo: Danilo, 18 anos, voltou da sub20 voando na lateral direita, foi escalado em sua estreia na Libertadores como um meia/lateral/atacante um dia após chegar de viagem cansativa e sem treinar com o grupo.

Insistência em erros - Esse é o pior de todos. O Paulistão seria uma forma de treinar para a principal competição do ano; é claro que é importante ganhar o Paulistão também, mas não é o que exige mais foco e dedicação. Os erros cometidos no Paulistão, não podem se repetir na Libertadores, e quem adivinha o que aconteceu na Libertadores? Diogo e Neymar, que se conheceram um dia antes, foram escalados como dupla de ataque titular; Danilo vagou sem posição o jogo inteiro, a escalação ninguém entendeu ainda, o sistema de ataque e marcação, muito menos; não levamos gols do pior time do grupo 5, o que é bom, mas por outro lado, não fizemos gols e nem tivemos oportunidades para fazê-lo. Um 0x0 sem graça. Pra um jogo só, na principal competição do ano, foram erros demais.

Ok. Parei. Agora vamos ao objetivo do texto.

Não sei se eu deveria culpar o Adílson por tudo isso que eu citei, mas ele é o mais responsável por ter desandado com uma equipe que tinha tudo pra ser vitoriosa. O time que ele montou, ou quis montar, não deu certo. E o Santos não pode se prestar a aceitar que todo o planejamento vá para o lixo tão cedo! Ou tem uma conversa séria com comissão técnica e jogadores, para que estes tenham noção de tudo o que está acontecendo, ou toma uma decisão e encontra alguém mais competente pra lidar com os jogadores. Será uma decisão difícil e determinada pelo resultado obtido na partida desta quarta feira, contra o Cerro Porteño, adversário mais forte do grupo 5. Se perdermos, o que não pode acontecer mais nessa fase de grupos, alguém vai embora e por justa causa.

E fica aqui uma última corneta, mas com fundamentos: O Neymar perdeu sua função no time.

Estou com dó de ver ele jogando, não por achar que ele está jogando mal, muito pelo contrário. Mas antigamente, ele cobrava as faltas laterais e os escanteios do Santos; hoje só o Elano faz isso. Ele cobrava os pênaltis, agora o Elano faz isso. Não reclamando das cobranças do Elano, mas o Adílson poderia revezá-los. Fora que quando Neymar vai à campo, o Adílson prefere escalá-lo variando de posições. Praticamente o obriga a fugir de sua principal característica: as jogadas pela lateral esquerda. O treinadore acusa que "é um desperdício pra um jogador da qualidade dele jogar somente pela esquerda", mas na esquerda é justamente onde ele rende melhor. O Neymar hoje fica flutuando, indo buscar a bola no meio de campo, saindo da área. Por ter de conduzir o ataque do time, regularmente erra dribles ou é derrubado pelos adversários. É claro que ele erra jogadas, é difícil quando entre ele e a grande área há uma série de jogadores marcando e fazendo cobertura.

Estou muito solidária à ele nesse novo esquema. O menino correu feito barata tonta o jogo inteiro, fez lançamentos maravilhosos e jogadas lindas que não se concretizaram, provavelmente se ele recebesse as bolas que lançou hoje, teria feito os gols. O Neymar merece ter a liberdade pra jogar que o Adílson sugere, mas não um impedimento ou uma sobrecarga. Ele é o craque do time, tem poder de decisão, mas não cabe somente à ele toda a culpa ou todo o mérito.

Pronto, acabou. Antes do jogo de hoje eu pedi goleada, senti no final do primeiro tempo que daria, mas eu não sei o que aconteceu, só sei que não deu (: Então, o mínimo que esses ingratos podem oferecer pra torcida é um bom jogo contra o Cerro Porteño. Não importa o placar elástico, mas sim a vitória, indo pra cima com determinação, vestindo o manto com amor e emoção, como diz a nossa musiquinha. Sem medo de adversário, jogando e produzindo o que sabe e com alegria. Contagiando nós torcedores que estamos tão preocupados. As vaias de hoje correspondem ao que sentimos e é bom que vocês autovaiem-se também. Tá tudo errado e vocês podem fazer a diferença, podem consertar os erros, enquanto nós torcedores, só torcemos para que isso aconteça.

A gente ama demais esse clube! Por isso a gente vaia, por isso a gente reclama, por isso a gente corneta, por isso ficamos com o coração na mão. Sabemos do que vocês são capazes; sabemos a tradição da camisa que vocês defendem e queremos a glória tomando conta de seus pensamentos, os enxendo de vontade para que voltemos a comemorar, juntos. Sem cobranças e com confiança.

#RumoaoTri. Já começou!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Parabéns Neymar.

Hoje é aniversário do monstrinho! (: E eu disse que ia escrever alguma coisa, coisas que eu nunca escrevi; até porque no momento que as coisas aconteceram, ninguém estaria do meu lado.

Ao contrário do que eu deixo bem claro hoje em dia, eu não era muito fã do Neymar. Sempre havia uma sombra que não me deixava assumir de vez o meu lado Neymarzete; essa sombra se chamava Paulo Henrique Ganso. Quando o trágico acidente teve de desviar a sombra que encobria o Neymar, eu o acolhi. Aí ele escolheu ficar mais um pouco na Vila, pra talvez conquistar mais o carinho da torcida. E foi fácil aprender a gostar dele, muito fácil.

Tudo começou em setembro do ano passado, quando o Neymar se descontrolou. Em alguns jogos fez umas firulas desnecessárias, começou a cair em provocações e atingiu o auge da crise contra o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro. O Santos perdia por 2x0 e iniciou uma reação que possibilitou uma virada. Neymar foi o nome da partida e quando foi derrubado na área, quis cobrar o pênalti. Ordens do banco o proibiram, já que estava numa fase ruim para cobranças de penalidade. Ele acatou as ordens, mas não gostou, reclamou com o técnico, xingou o capitão Edu Dracena e começou a firular de novo, não passava a bola pra ninguém, deu uma de menino mimado. Ele nunca tinha feito isso dentro de campo. Eu credito essa reviravolta de comportamento à sobrecarga de responsabilidade que se depositou nele após saída de jogadores importantes e lesão do Paulo Henrique. Ele não aguentou.

OK. Passou o episódio, o chamaram de monstro, foi punido mais de 5 vezes, mesmo depois de pedir desculpas publicamente a torcedores, técnico e companheiros, humilhado, malhado, criticado e de todas as formas, foi tratado como dono do clube e o culparam pela demissão do técnico, quiseram acabar com a sua carreira pra sempre. Sim, as ofensas partiam de todos os lugares, os falsos moralistas e anti-Neymar adoraram. A medida que as críticas começaram a ser abusivas, eu comecei a me cansar. Comprei o lado dele e desde aí não saí mais do lado do Neymar.

Desde então, ele assumiu o time inteiro. Foi vice-artilheiro do campeonato Brasileiro. Eleito melhor jogador da temporada, conquistou a América e a Europa, só o Brasil parece não estar totalmente conquistado. Ainda há críticas, ainda que os elogios sejam muito mais frequentes; quem diria que o menino de 18 anos que todo mundo quis queimar, ia dar a volta por cima dessa forma?

Ele é o grande ídolo dessa geração de meninos da Vila, que orgulha o torcedor, honra a camisa, e pode usar os clichês que forem, mas que sabe o que fazer para conquistar a torcida. Não acredito no papo de que ele só vai embora em 2014, até porque ele tem talento e precisa mostrá-lo para o mundo. Não quero que a despedida seja logo, mas que dure tempo o suficiente para marcar seu nome na história do clube e se Deus quiser, conquistar os títulos que tanto queremos.

É claro que nos meus sonhos dourados, a FIFA passa a considerar o futebol sulamericano, e ele (assim como o Paulo Henrique, claro) se consagra melhor do mundo jogando no Brasil e defendendo a seleção Brasileira, igual aconteceu com o Pelé. Ia ser o máximo, e mais um feito para sua carreira.

Eu torço por você, Neymar, sou sua fã. Não sou como as que te acham o mais bonito, que não veem defeitos em você; eu sou corneta, vou cornetar sempre que você merecer e quero que você seja o melhor do mundo, dê motivos de alegria pra todos os brasileiros e cale a boca de todos aqueles que um dia enxeram a boca pra dizer que você não tinha futuro, ou que você era problemático e isso atrapalharia o seu futebol. É muito fácil julgar, difícil é ter 18 anos e carregar tanta pressão. Você está lidando bem com tudo isso agora.

FELIZ ANIVERSÁRIO!
Dê uma de monstro de novo e destrua a Argentina amanhã.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A maior das batalhas por Thorben Knudsen

QUE TEXTO MARAVILHOSO! Em busca de vídeos sobre a partida histórica de 1995, achei esse texto na descrição. Utilizei uma parte para descrever o Giovanni, mas o texto inteiro é algo fantástico. Parabéns a quem escreveu, tenho orgulho de quem tem o dom das palavras assim.

A maior das batalhas por Thorben Knudsen

A Terra

Eu estava lá. E vou contar para meus filhos. Foi uma batalha inesquecível. A batalha de Kiergard não foi mais nobre, a de Frömsted não foi mais sangrenta. Eu estava lá. E vou contar para meus filhos. Naquela tarde o vento não soprou e a Lua ficou parada no meio do céu para olhar a grande luta. Os dois exércitos se enfrentaram sobre a grama verde do verão. Mas depois da batalha o verde tornara-se vermelho, tanto foi o sangue derramado pelos combatentes. Naquele tarde não anoiteceu, porque o Sol não quis se pôr para não perder nenhum lance da grande batalha. Eu estava lá, e vou contar para meus filhos.

Os Homens

Eu estava lá, e vou contar para meus filhos que, de todos os combatentes, o mais valoroso era o Homem-de-Cabelos-Vermelhos. Ninguém corria como ele, ninguém se esquivava dos golpes dos adversários como ele, ninguém matava como ele. E naquela tarde ele fez sua melhor luta. Naquela tarde, o Homem-de-Cabelos-Vermelhos, que já ídolo, quase virou Deus. Mas havia outros, havia muitos outros. Na retaguarda, como última esperança, como último homem a defender a bandeira, estava o Príncipe-de-Cabeça-Sem-Pelos, o filho do Rei. E no flanco esquerdo havia o Anão-Gigante, ágil como um coelho, esperto como uma raposa e traiçoeiro como um rato. Mas havia outros, havia muitos outros. Havia um com o nome de Galo, mas que merecia ser chamado de Tigre, outro a quem chamavam Pequeno-Carlos, mas que devia ser chamado Carlos-Gigante, e um de nome Passos, mas que dava saltos. E ainda havia Marcos, que tem o nome no plural porque aparece em vários lugares ao mesmo tempo. Eu vi todos estes homens, e vou contar para meus filhos.

A Luta

A missão destes homens era quase impossível. Eles tinham que derrubar três vezes a bandeira inimiga. Não uma nem duas, mas três. Parecia impossível, mas "impossível" era uma palavra que esses guerreiros não sabiam falar (principalmente Macedo, o gago). E já na primeira metade da luta a bandeira inimiga havia ido ao chão duas vezes. O Homem-de-Cabelo-Vermelho já havia feito parte do milagre. Houve então uma trégua. Os inimigos, vestidos de verde, se recolheram para descansar, beber água feito mulheres e orar por melhor sorte. Mas os homens de branco não. Os homens de branco ficaram no campo de batalha. Há quem diga que eles ficaram lambendo o sangue dos inimigos que havia caído pela grama, mas isso eu não vi. E o povo dos guerreiros de branco gritava e urrava. Então, na segunda metade do combate o milagre aconteceu por completo. Mesmo com menos homens, o exército de branco derrubou mais uma vez a bandeira inimiga. E outra, e mais uma. E no final da luta a bandeira dos homens-de-verde já havia caído cinco vezes. E quando a guerra acabou o povo de branco andava de joelhos, se abraçava e se beijava. Homens que não se conheciam cumprimentavam-se como irmãos e cantavam hinos de guerra. E os guerreiros foram para o meio do campo da batalha e deram-se as mãos. Então o Homem-de-Cabelo-Vermelho ficou no meio do círculo e levitou até a altura de um pinheiro. E seus cabelos pegaram fogo e só então, com inveja, o Sol se pôs. Eu estava lá, e vou contar para meus filhos.

JOSÉ ROBERTO TORERO,
jornalista da Folha de São Paulo, santista de coração.

Parabéns G10.

Hoje é aniversário do G10vanni, o Messias da Vila. Parabéns G10!

Apesar de ter rápidas passagens nas campanhas de 2005 e 2010, o período mais marcante de G10 na Vila foi em 1995/1996. Nessa época, eu com 3 anos, ligava mais pra TV Cultura, papéis e lápis de cor e nem sabia o que era futebol; mas agora, sempre que eu vejo esse vídeo fico arrepiada.




Meu pai e meus irmãos estavam no estádio nesse dia. Era uma semifinal de Campeonato Brasileiro, o Santos jogava contra o Fluminense para tirar uma diferença de 3 gols vindos da primeira partida, realizada no Rio de Janeiro. O Pacaembu estava lotado e corremos atrás da classificação. No intervalo, o time se recusou a descer para os vestiários, para sentir a vibração da torcida e garantir a vitória.

Giovanni comandou o jogo, fez gols, assistências, jogou uma barbaridade, tenho vontade de ver esse jogo inteiro ainda, pra sentir a emoção do início ao fim, encontrei poucos registros na internet.

Eu estava lá, e vou contar para meus filhos que, de todos os combatentes, o mais valoroso era o Homem-de-Cabelos-Vermelhos. Ninguém corria como ele, ninguém se esquivava dos golpes dos adversários como ele, ninguém matava como ele. E naquela tarde ele fez sua melhor luta. Naquela tarde, o Homem-de-Cabelos-Vermelhos, que já ídolo, quase virou Deus.

José Roberto Torero, jornalista da Folha, sobre Giovanni naquele dia.

Na final, infelizmente perdemos para o Botafogo em um jogo até hoje discutido por questões de arbitragem. Alguns torcedores reconhecem o Santos como campeão moral de 1995, eu estou entre eles :)

Não é a toa que mesmo sem ganhar títulos, é ídolo de todos os santistas. Ops, sem ganhar títulos? Não. O Giovanni fez parte do grupo que ganhou o campeonato Paulista de 2010. A final do campeonato tinha de tudo pra ser uma festa para ele, ele faria sua partida final e consagraria o clube como campeão, mas o Santo André resolveu jogar bola e com 3 jogadores expulsos, o título escorregava de nossas mãos, Giovanni acabou não jogando. Mas ao menos pode gritar campeão. Algo que lhe foi privado antes.

Parabéns, Giovanni! Obrigada por tudo aquilo que eu não pude acompanhar, por enxer de esperanças uma geração desmotivada e pela dedicação e amor ao Santos. Se não houve uma despedida oficial, talvez seja porque ainda há muito para acontecer. Obrigada pelo Paulo Henrique, também (;

Em 2010, comemoração do aniversário de Giovanni e
Neymar, dias 4 e 5 de fevereiro, respectivamente.


E amanhã, é aniversário do monstrinho Neymar, quem sabe eu escreva alguma coisa também (;

domingo, 16 de janeiro de 2011

Rafael, seu lindo.

O texto sobre o tumblr foi sem sentido, mas necessário. Afinal, deixei de escrever um super texto no tumblr para escrever aqui no blogspot, lugar onde os textos são a prioridade e não as imagens. Mas de qualquer forma, vou ter que postar a imagem. Foi esta:

Ninguém é obrigado a desvendar a imagem, então vou ajudar. A carinha destacada é Rafael Cabral Barbosa, 20 anos, goleiro do Santos. Ela está posicionada em cima de um muro, porque por ser um goleiro fantástico, que faz defesas difíceis, ele acaba fechando o gol. O canhão corresponde aos chutes dos adversários que param na nossa muralha. Ok, agora vou para o que interessa.

Defesa aos goleiros!

Desde minha época de escola, nas aulas de Educação Física, eu jogava no gol nas partidas de Handbal. No começo era porque eu precisava participar de alguma forma das aulas e ao menos no gol não havia contato físico e como o gol sempre sobrava, alguém precisava ocupar a posição. Eu ia. Com o tempo eu comecei a gostar de ser goleira, cheguei a jogar alguns campeonatos interclasse como goleira do time da minha sala. O fato é que ser goleira é muito difícil. Eu passei a gostar dos goleiros, ser solidária aos seus frangos e saídas desastrosas e a valorizar ainda mais suas grandes partidas.

Eu acho que sou uma das únicas santistas que defende o Felipe "Mão de Alface" (é, aquele da twitcam indiscreta que disse sobre o salário e o cachorro) perante aos demais, não por causa de suas palavras idiotas, mas como goleiro. Ele assumiu o gol de um dos piores times da história do Santos aos 21 anos, se destacou, mas não ganhou a confiança da torcida (Neymar e Ganso estavam inclusos no mesmo elenco). Em 2010, diante da falta de uma grande contratação, ele se manteve na posição, dessa vez muito mais inseguro, porque a medida que o super time atacava, a defesa de expunha, ele levava muitos gols e falhava muito. Perdeu a posição de titular pouco antes da parada para a Copa do Mundo. Logo depois, se contundiu gravemente em um treino e parou por 6 meses. Ele tem 23 anos, 13 anos de clube, sonha em fazer história no Santos e é santista assumido. Teve seus bons momentos, na Copa do Brasil foi um dos principais responsáveis pela classificação à final; mas suas más atuações o marcaram negativamente com a torcida santista. Eu defendo o Felipe, gosto dele, ele só tem muito a aprender.

^ Só escrevi isso agora porque a tempos eu queria desabafar sobre o Felipe, e ele cedeu sua posição de titular para o meu querido Rafael, né, então faz sentido :)

O primeiro jogo

Ontem foi o início do Campeonato Paulista, como diria Tiago Leifert, o mais forte e mais invejado do Brasil. Meu time, time do Rafael, começou praticamente com a escalação reserva, porque uma vez que o meio campo completo está ausente, a defesa (que era a única titular) acaba sendo prejudicada. Mas o resultado foi ótimo: 4x1. Como disseram na transmissão, apesar da goleada, o melhor jogador em campo era o goleiro Rafael. Defendeu de mão trocada, no pé do adversário, a queima roupa, de longe, de perto e até pênalti. Um mito! Gritei pela primeira vez durante partidas do Santos em 2011.

O cara merece respeito. Há dois anos atrás (se não me engano) em um lance de treinamento, Domingos quebrou a perna dele e adiou sua estreia entre os profissionais; com certeza esse adiamento era o destino. As coisas aconteceram no momento certo para Rafael e hoje ele é titular absoluto de um dos grandes candidatos à conquista dos campeonatos que disputa. E a torcida pode enfim respirar aliviada, porque confia no nosso goleiro. Confia no time e confia em tudo.

Começamos muito bem o ano. Vai pra cima deles, Santos!




sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

É tempo de especular...

Em um empate de 1x1 contra o Internacional, no Beira Rio, jogo suspeito na questão arbitrária (uma bola que entrou e o juiz não validou e um golpe de caratê no Neymar dentro da área) o Santos abandonava a busca pelo campeonato Brasileiro. A quantidade de pontos dava tranquilidade para um não rebaixamento e a vaga na Libertadores já estava assegurada... foi nesse momento que diretoria e torcida começaram a focar em contratações, renovações de contrato e de postura, tudo para 2011.

Nosso presidente, sonhador nato e santista roxo, sempre prometeu empenho para formar uma equipe tal qual a do início do ano e prometeu também grandes peças para reposição e composição do elenco. Desde então só se fala nisso entre os santistas: quem vem, quem sai, quem pode vir, quem é sonho, quem é realidade, quem serve, quem não serve. Sempre atentos aos setoristas e suas fontes secretas...

Os nomes especulados desde o fim do Brasileirão já assustavam de uma forma boa, pois eram nomes fortes dentro do futebol brasileiro e estrangeiro; mas eram apenas especulações, nada mais do que desejos de um presidente sonhador, não deu pra acreditar. Agora, duas semanas antes da estreia do time no campeonato paulista, alguns desses nomes assustadores estão contratados; assim como alguns não foram possíveis, mas ainda há tempo para mais especulações e no futuro mais contratações.

A formação atual me agrada muito.

Rafael (Aranha)

Jonathan (Pará, Danilo)
Edu Dracena (B. Aguiar, Vinicius)
Durval (B. Rodrigo)
Léo (Alex Sandro)

Charles (Brum, Adriano)
Arouca (R. Possebon, Rodriguinho)
Elano (Felipe Anderson, Victor Hugo)
Ganso (Alan Patrick)

Neymar (M. Leite)
Keirrisson (Zé Love)

E alguma surpresinha deve chegar, espero que de fato chegue!

Do elenco que fechou 2010, dez jogadores foram emprestados para diminuir a folha de pagamentos e um cone desagregador foi pro Rio de Janeiro eternamente - Amém! As estrelas que aqui estavam ainda brilham; e os jogadores que foram emprestados não farão tanta falta ao elenco atual. Os empréstimos são antes de tudo um alívio para o torcedor. A cada nome que saía, era como se fosse uma nova contratação, ao menos na Libertadores eles não farão besteira.

Estou feliz e confiante! Mas na medida certa...

Meu irmão me deu um caderno de presente de Natal, é, um caderno. Ele é branco e tem um símbolo do Santos no centro, é como se fosse uma ilustração da camisa do clube. Não tem escritos ou exageros, então vou personalizar de acordo com os meus demais gostos. Colar fotos, frases, adesivos, etc. Ainda não sei muito o que vou fazer, mas meu maior desejo é no final do ano poder desenhar a terceira estrela do símbolo, entre as duas que já existem :)

No nosso emblema, as estrelas representam os títulos mundiais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Unificação de títulos.

Breve comentário sobre esse assunto, agora oficialmente definido.

Desde que eu me entendo por torcedora, considero o Santos Octocampeão nacional; isso aparece nos sites, nas comunidades, em músicas e nas faixas nos estádios. Para o torcedor, os títulos da Taça Brasil e do Robertão sempre foram consideráveis. Eu aceitava o bicampeonato brasileiro por não ter um conhecimento específico e pela repercussão dos títulos os nomearem dessa forma.

Quando um jornalista que acompanho começou a postar em seu blog os dados da possível unificação, eu não entendi nada :) Mas sempre apoiei, afinal, as modificações seriam em benefício do meu clube de coração. Entender mesmo, só entendi recentemente, quando esse jornalista passou a dar entrevistas no rádio e na televisão. Muita gente é contra, mas eu exponho minha opinião aqui.

A primeira coisa que imagino é a dificuldade de se realizar as partidas naquela época; não era fácil como hoje, que existe avião pra todo lugar e os clubes contam com patrocínios gigantescos para tudo. Os grandes campeonatos da década de 50/60, eram os regionais. Esses campeonatos regionais classificavam o grande campeão para disputar um campeonato que reunisse as grandes forças do futebol brasileiro. Quem se sagrasse campeão era considerado campeão brasileiro e se classificava para a Libertadores. O formato é parecido com a atual Copa do Brasil, entendo aqueles que os comparam. O grande equívoco é não reparar a importância desse campeonato. Afinal, quem ganhasse a Taça Brasil ou o Robertão seria o campeão brasileiro; uma vez que não havia outro campeonato a ser disputado para essa finalidade. Hoje a Copa do Brasil é um campeonato diferente do Brasileirão, naquela época só existia um campeonato e era a Taça Brasil e depois o Robertão, que consagravam o campeão brasileiro.

O clubismo move um pouco na tentativa de compreensão. Por isso para mim foi mais fácil entender a proposta dos clubes que lutam por seus títulos. Assim como é fácil pra mim, é difícil para torcedores de clubes que não se beneficiam com a unificação. O melhor dessa história toda é valorizar os times, de uma época em que o futebol era com certeza bem melhor de ser acompanhado.

Comemoramos hoje porque foi de fato uma vitória, finalmente a confirmação oficial.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pontos corridos ou Mata Mata?

Fluminense ganhou o Campeonato Brasileiro mais disputado de todos os tempos! Isso porque haviam muitas equipes disputando e também porque nenhuma resolveu definir o campeonato de uma vez, sobrou emoção até a última rodada e inversões de posições na classificação final. Destaque para o calendário que coincidentemente guardou também para a última rodada as partidas que definiriam a última vaga na Libertadores e a última vaga na série B. Foi fantástico e incontestável, sim, incontestável.

O título dessa postagem resume o objetivo desse post; já que com as confusões de "entrega, entrega" e de "não tenho mais motivação dentro do campeonato" muito se comentou se o verdadeiro problema disso não era a organização do Campeonato no sistema de pontos corridos e não de mata mata, como acontecia até o ano de 2002.

Há poucos dias atrás, li em um blog que baseado na tabela final e nos resultados obtidos durante a competição, se o Campeonato Brasileiro 2010 tivesse sido organizado em mata mata, o Santos (8º colocado) disputaria a final com o Cruzeiro (2º colocado) e sagraria-se campeão. Assim como aconteceu em 2002, quando o Santos era 8º colocado e derrotou São Paulo, Grêmio e Corinthians para vencer o Campeonato Brasileiro. Vocês acham que por causa disso prefiro esse sistema? Não. Acho que o sistema de pontos corridos é muito mais justo para com a melhor equipe, mesmo com as possíveis polêmicas que possam envolvê-lo. Se for pra existir polêmica, vai existir em qualquer tipo de campeonato, ninguém é santo nesse meio.

O Campeonato Brasileiro é diferente dos demais campeonatos do mundo, porque o vencedor é uma incógnita no seu início. Dos 20 clubes que participam, ao menos 15 são apontados como franco favoritos a levantar a taça no final e ainda assim, muitas surpresas acontecem. É tudo questão de sorte. No começo do campeonato, quem organizou/sorteou/montou a tabela não saberia que Fluminense, Cruzeiro e Corinthians disputariam até a última rodada a primeira colocação e não poderiam ter adivinhado que ao chegar nesse momento, clubes que não tivessem interesse no campeonato, pudessem entregar seus jogos para prejudicar alguma equipe. É questão de sorte, de ética profissional, de evitar julgamentos hipócritas.

Um jogo apenas não faz um campeonato inteiro, uma equipe para merecer tem de se manter estável do início ao fim; por isso quem chega ao final da competição com a melhor campanha, é quem merece sagrar-se o legítimo campeão. Não desmereço as competições de mata mata, elas dão certo em outras situações e são muito importantes para o torcedor que vibra e se emociona a cada jogo; mas já existem outras competições nesse formato. Respeito opiniões, mas hoje, sou totalmente favorável ao Campeonato Brasileiro disputado por pontos corridos. Vamos variar, premiar a regularidade e não só a superação e a emoção.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Clássico Latino-Americano

Nada de análises como as que normalmente faço, análise opinativa.

Nenhum outro encontro entre países Sul-Americanos destaca-se tanto quanto Brasil x Argentina. Acho que não só no futebol, mas em todas as modalidades, por menos expressivos que os esportes sejam. Galvão Bueno sempre diz que perder pra Argentina é ruim até no par ou ímpar, é mais ou menos por aí.

Eu criei uma expectativa muito grande com relação ao jogo de ontem. Era a volta de Neymar (em definitivo, espero) e uma nova chance para Ronaldinho Gaúcho; a primeira partida de ídolo e fã um ao lado do outro, não tinha dúvidas que daria certo. Ainda que cheia de certezas, eu me via insegura, com medo de um possível resultado negativo ou pior, uma apresentação ruim, em termos gerais, não só dos dois. Os desfalques só reforçavam a tese de que seria um jogo complicado. E eu ainda nem citei os adversários: Messi, Di Maria, Higuaín, etc. Sorte nossa que eles não tiveram um dia muito inspirado e também contaram com desfalques importantes; caso contrário, seria um chocolate.

Encarando a realidade, por mais que também fosse frustrante, um empate sem gols seria um bom resultado diante do que foi apresentado durante a partida. O Brasil jogou o tempo inteiro sem uma referência de ataque e por mais que a defesa estivesse segura e sem comprometer, não adiantaria nada se o ataque não marcasse seus gols. O Brasil teve poucas chances de gol, sendo as mais claras de Daniel Alves; linda, senti pena por ter batido na trave e outra de Ronaldinho Gaúcho, de calcanhar, supreendente, como sempre. A Argentina também pouco arriscou. Em um jogo aéreo, Higuaín concluiu em duas oportunidades e Victor, o goleiro, defendeu as duas antes de ser assinalado o impedimento e Lionel Messi chutou caprichosamente uma bola rente à trave. Foi um clássico sem a emoção, a pegada e até sem muita discussão, o que está sempre presente em nossos duelos contra os hermanos.

O pecado do Brasil, que resultou no gol de Messi ao final da partida, ocorreu justamente durante a troca de passes do meio campo, tão ressaltada e priorizada por Mano Menezes. Um erro do jogador que estava lá para consertar, cadenciar o jogo, arrumar os passes, tranquilizar, etc. Douglas não é um jogador ruim, faz grandes jogos pelo Grêmio, mas não acho um grande nome para a posição que o camisa 10 representa. Não acredito no futuro dele na seleção, muito menos depois de ontem. Mano Menezes o convocou para testá-lo, assim como fará com muitos armadores nas próximas convocações, não era o momento para desperdiçar as chances de crescer dentro do grupo; não era momento de levar gol do Messi, nem da Argentina.

Deixando de lado o gol, para falar do desempenho geral da seleção:

- Eu não confio no Victor como goleiro titular, não teve culpa no gol, fez defesas importantes, tenho aprendido a reconhecê-lo como um grande goleiro, mas não como o titular.

- A zaga é tranquila, gosto do Tiago Silva e do David Luis individualmente, eles ainda não foram testados, o gol aconteceu quando a defesa inteira estava desarrumada, vão precisar de tempo para garantir a confiança e também de tempo para decepcionar. Vão bem.

- As laterais estão bem servidas. Daniel Alves vem calando a minha postura defensora ao Maicon, vem jogando muito bem, correu muito, teve de preocupar-se com Di Maria e quase fez um golaço ontem, poupado de qualquer crítica. André Santos é bom também, senti falta das subidas à linha de fundo e seus cruzamentos precisos, não cheguei a fazer teoria do porquê dsso, mas ele ainda tem créditos comigo.

- Volantes. O Lucas é um monstro, sem comentários. O Ramires é limitado, e especificamente ontem, não soube agir como elemento surpresa, isso também fez falta. Elias, sim, eu enxergo o Elias como volante, apesar de ser o polivalente do meio campo; li muitas resenhas dizendo que ele jogou mal, mas achei que ele foi bem. Os volantes tiveram um papel decisivo, já que na maioria das vezes eram eles os responsáveis por não deixar os atacantes argentinos verem a cor da bola. Conseguiram, até certo ponto...

- O meio campo é um setor carente, Mano Menezes ressalta a todo momento que ele está buscando um substituto para o Ganso. É isso mesmo. E o Brasil está num momento em que poucos armadores surgem, onde todos os meias formados também são volantes e onde os grandes camisas 10 em atuação no Brasil são argentinos! Tenso. Ronaldinho Gaúcho não foi mal, pelo contrário, foi bem; mas não serviu tanto as bolas como Paulo Henrique faria, por exemplo. É a principal função do armador. Ronaldinho vem oscilando em seu clube e nada garante que não oscile dentro da seleção também. Opções para Mano Menezes não faltam, ele terá que arriscar e procurar, dar confiança; até Paulo Henrique voltar a jogar, a 10 vai migrar de jogador para jogador. Eu torço pelo Diego, porque eu quero :)

- Que falta fez Alexandre Pato e como eu queria não ter que admitir isso! Logo aos 10 minutos percebi que o Robinho não estava num bom dia, como é o capitão, o Mano não teve peito para substituí-lo, só isso explica. Foi a pior partida que eu já vi o Robinho jogar. A formação não ajudou o entrosamento que ele e Neymar possuem, e sem uma referência de ataque, dois jogadores de velocidade nada poderiam fazer, até mesmo em um dia de grande inspiração. Neymar demorou pra entender que estava jogando um Brasil e Argentina, acho que isso ele nunca mais vai esquecer. Não jogou mal, mas tentou fazer tudo, inclusive centralizar-se, e não conseguiu. Com o Pato teria sido muito diferente, um pivô faria a diferença.

- Os substitutos de Neymar, Ramires e Ronaldinho foram André, Jucilei e Douglas. Como santista e conhecedora desses meninos, eu JAMAIS privaria o Neymar e o André de jogarem juntos, eles rendem muito melhor assim. Douglas perdeu a bola do jogo, não comentarei. Nesse momento, até as coisas boas se perderam na minha mente, se é que houveram, não lembro mesmo.

Com excessão ao que critiquei acima, não generalizo o trabalho, critico atitudes isoladas. Nada funcionou desde o começo da partida. A derrota precisava acontecer para que Mano Menezes aprendesse a lidar com a pressão que o cargo que ele ocupa lhe proporciona. Como eu ouvi no rádio hoje, ele é um homem inteligente, não se prende aos erros, está disposto a reconhecer que errou, encarar com tranquilidade e dar um passo a diante. Ele está aprendendo a ser técnico da seleção; da mesma forma que esses meninos da renovação estão aprendendo a ser jogadores da seleção. É diferente de jogar em clubes, movimenta uma nação. O peso da alegria é imensurável, o da tristeza também. Mas o pior é o da insatisfação, trabalhem nisso.


sábado, 23 de outubro de 2010

Vida longa ao Rei!

+ 284.

70 anos de Pelé, o grande culpado de tudo.

O Santos sempre foi reduto de gerações apaixonantes de garotos habilidosos, os Meninos da Vila, mas ele é o grande responsável pelo reconhecimento do jogador brasileiro mundialmente, foi ele quem fez o Santos ganhar a dimensão que ganhou no mundo.

Foi também quem provocou o encantamento do meu pai. Ele pôde acompanhar muitos jogos do Santos de Pelé quando este se apresentava nos palcos do Pacaembu. Ainda bem que ele pôde, ainda bem que isso o motivou a transmitir a herança santista para mim e para os meus irmãos. Eu imagino o quanto deve ter sido legal ter tido a oportunidade de ir ao estádio (sempre lotado) assistir àquela equipe que arrancava aplausos e sorrisos de sua torcida e até mesmo dos torcedores adversários.

Apesar de achar inútil qualquer tipo de comparação das gerações de ouro do Santos, as goleadas daquele time de Pelé, o brilhantismo e a repercussão da equipe, me remetem ao primeiro semestre do Santos-2010 (que não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade, eu não pude acompanhar nenhuma vez no estádio). A diferença é clara, mas este time me fez sorrir, ainda naqueles jogos em que perdia. Mas, para obecedecer às características do futebol atual, o Santos de 2010 se desmontou com a mesma facilidade com que se montou, durou muito menos do que a grande estada de Pelé e seus companheiros naquele Santos de 50 anos atrás.

Infelizmente conheço pouco da obra de Pelé, dos seus tantos gols e de suas grandes jogadas; que eu conheço é aquilo que todo mundo conhece, que se espalham nos programas de TV em épocas como essa. Hoje em dia, no futebol moderno muitos jogadores normais recebem rótulos como gênio ou craque, o que dizer de Pelé? Ele é de outro mundo. Fora de série. E brilhou no momento certo para se eternizar e não se contestar. Ainda que os chatos insistam em colocá-lo em um mesmo patamar.

A rodada desse fim de semana no Brasileirão será dedicada ao Rei, muitos clubes devem fazer homenagens a ele e o Santos não será diferente. Foi preparada uma camiseta especial, com um selo representativo. Uma das camisetas, a de número 70, vai ser utilizada por Neymar, que em votação popular, foi escolhido pelos santistas. Não foi surpresa, uma vez que Paulo Henrique Ganso não poderia receber votos. Resultado justo e merecido, afinal, entre os que poderiam ser votados, ele é o grande ídolo da geração, formado nas categorias de base do clube, artilheiro da equipe no ano e quem carrega o time nas costas. Não, o resultado não foi comprado e não, ele não manda no Santos ¬¬ USHUAHSU.

A responsabilidade dos meninos aumenta, porque terão que reviver os anos de glória do Peixe e vencer com propriedade. Se assumirem essa postura no resto do campeonato, eu agradeço, entende? :)


E voltando ao Pelé, gostaria de desejá-lo felicidades imensuráveis e que continue sendo um grande exemplo aos atletas e aos brasileiros em geral. E ao Edson, os mesmos desejos, um pouco mais comedidos, porque ao contrário do Pelé, este é passível a erros e a maus exemplos, mas aquele mesmo agradecimento por tudo o que sua vida representa na minha.

#PeléEterno.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu acredito!



O ano era 2002, eu tinha 10 anos, não ligava tanto para o futebol, mas o meu time surpreendia e vivia uma grande fase. Meu pai estava confiante, e eu gostava de ver os jogos, gostava dos jogadores, todo mundo comentava e parecia gostar também! Naquele ano, o campeonato se organizava de forma diferente, os oito melhores se classificavam para uma nova chave, disputada em jogos de mata-mata; o Santos foi o oitavo. Jogaria sua sorte contra o líder: São Paulo e ganhou. Semi finais contra o Grêmio, também passou. Final contra o Corinthians, 8 pedaladas eternas, vencemos! E se eles não tivessem acreditado? Robinho, Diego, Léo, Elano, Alex, Renato e tantos mais representariam tudo o que representam hoje para o clube e para o torcedor? Foi nesse ano que eu pude aprender a essência de torcer pro Santos, que apesar de já sentir em outra oportunidades, nunca tinha mexido tanto comigo. Devo a essa "garotada" todo o meu lado fanático de hoje em dia.

O ano era 2004, o time ainda baseado naquele que conquistara o título em 2002 e participava da belíssima campanha de 2003 (vice da Libertadores e vice do Brasileiro) sofreu com problemas e situações diferentes, além do sequestro de dona Marina e o afastamento de Robinho por um tempo durante a competição, muitos gols invalidados que impediam triunfos e ainda assim, chegamos ao fim da competição nos sagrando campeões. E se os jogadores tivessem desistido?

O ano é 2010 e assim como em 2002 montamos um timaço, mesclando jogadores da base, veteranos e desconhecidos. A diferença é que nesse ano, a adaptação e construção da equipe foi tão rápida e tranquila, que ganhamos os dois títulos que disputamos. O desgate de participar de competições simultaneamente nos fez valorizar mais as vitórias pela Copa do Brasil, logo, perdemos pontos importantíssimos no início do Brasileirão. Após os títulos, houve desmanche no setor que fazia a diferença no Santos, o ataque. Dos 6 principais jogadores, 3 foram para a Europa, 1 sofreu uma grave lesão e o único que se mantém na equipe, está acreditando. Se o Neymar acredita, quem sou eu pra não acreditar? Se o time todo busca o título, quem sou eu para duvidar?

Embora a mídia nos descarte como possíveis vencedores do campeonato, defendo a seguinte posição: para o Santos nada mais interessa do que o título! Vaga na Libertadores nós já temos, não corremos risco de rebaixamento e com uma vitória hoje chegamos à uma distância de 6 pontos do líder, faltando 36 pontos em disputa. É difícil, porém não é impossível, não para quem acredita! Quem acredita sempre alcança.

E se não chegarmos ao título do Brasileiro, sinto pela modéstia, mas já conquistamos dois esse ano! HAHA.

Santos, sempre Santos! (L) #euacredito

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Me surpreendi, negativamente.

Em um dos meus últimos textos, onde comentava sobre política, me despedi dizendo que nos próximos dias haveria jogos da seleção brasileira e que conforme eles acontecessem, poderia escrever com mais propriedade sobre assuntos que me interessassem mais (risos) E era verdade, eu poderia, mas hoje dois dias depois da partida, digo que meus comentários e sentimentos não correspondem ao resultado.

É porque eu não gosto de futebol de resultados. É claro que quando um time é limitado e consegue um resultado feio em um jogo, nós entendemos, aplicamos o resultado à sorte ou ao mal desempenho do adversário, mas quando o futebol de resultados e feio é apresentado pela seleção brasileira, é impossível de ser admitido. As seleções tem o privilégio de reunir os melhores jogadores de seus países, e por reunir os melhores, deve apresentar sempre o melhor futebol.

Minhas críticas não são justificadas apenas pela ausência do Neymar, não é uma birrinha, como muitos podem pensar, achei bom pro Santos ele não ter sido convocado (risos) e também não posso prever se a presença dele mudaria o que foi o jogo em termos gerais, afinal, eu vi apatia, sufoco, dificuldades, erros de passe e de finalizações, até mesmo daqueles jogadores que eu sempre defendi. E isso porque ganhamos de 3 x 0, até com certa facilidade, pensem se o resultado fosse menos expressivo?

O jogo de ontem não foi contra um bom adversário, logo, a empolgação do torcedor já havia diminuído; ainda assim, eu seguia empolgada, era a seleção, a nova seleção! De nova não teve nada. Foram bonitos gols, principalmente o primeiro, mas o jogo em si foi tediante, facilmente comparável a um jogo comum, onde o time que se sai vencedor, vence porque é mais bem composto e não porque é mais merecedor. Apesar do placar mais extenso, fico com a sensação de que os 2 x 0 contra os EUA, realizado no dia 10 de agosto desse ano, foi o dia em que eu tive mais prazer em torcer pela Seleção Brasileira, mais do que durante toda a Copa do Mundo. E não sei porque, também sinto que vai demorar para que aconteça um sentimento igual outra vez.

Torço para que ao menos o espírito da "nova seleção" volte contra a Ucrânia e se comprove contra a Argentina daqui a uns meses. Esse sim será um grande teste, e se a postura tão defendida voltar, vamos brilhar, vencer e encantar. E eu, que tenho prazer em escrever e descrever jogos, vou abrir um sorriso do início ao fim do texto.

Relembrem comigo...

domingo, 26 de setembro de 2010

Delete

Deletei os meus dois últimos posts.

Conforme o assunto foi ficando mais complicado e tendo mais desdobramentos eu me via na necessidade de escrever mais e mais e isso acabava ficando chato; por isso apaguei tudo e não escrevi mais nada. Deveria ter direcionado a vontade e escrever para outros assuntos, mas não deu certo, a criatividade foi bloqueada. E agora que tudo está se resolvendo, só tenho uma frase para aqueles que insistem em dizer que "o futebol dele está voltando": na verdade, nunca foi embora.


sábado, 11 de setembro de 2010

As confusões em que me envolvo

Hoje eu me vi em um sábado como outro qualquer, me dividi entre filmes, computador, televisão e paradas para respirar ou comer. Nada demais. Só que, para a compensação do meu tédio, todos os jogos de futebol que passaram na televisão me interessavam e eu emendei um no outro até que eu me cansasse, ou tivesse outra coisa melhor para me ocupar. Apesar dessa minha loucura por futebol que todo mundo já conhece, eu admito que jogos de outros clubes não me interessam tanto, afinal, gosto de acompanhar os jogos tendo um motivo para torcer e são poucos os clubes (com excessão ao Santos e à Seleção Brasileira) para os quais eu me vejo comemorando uma vitória.

Vamos à uma breve explicação de como eu seleciono esses poucos clubes:

Como torcedora fanática, como pessoa que ama o futebol e como menina, eu acabo tendo uma lista de jogadores favoritos e o critério varia muito. Não incluo em minhas listas os jogadores internacionais, até porque não acompanho muito os campeonatos fora do Brasil, conheço um ou outro por acaso, mas acabo me identificando mais e melhor com aqueles que fizeram ou fazem parte do elenco do Santos ou da Seleção Brasileira.

No caso da Seleção, na maioria das vezes, nos identificamos pelo fato de lá estarem os melhores jogadores de cada posição e os mais comprometidos com o futebol brasileiro; por isso é natural que ao torcermos por determinados jogadores da seleção, torçamos também por seu melhor rendimentos em clubes da Europa. É o meu caso com relação a Inter(ITA). Não conheço a história do clube, não me apaixonei por ele e muito menos tenho camisas de suas campanhas, mas torço e acompanho seus jogos para torcer por Lúcio, Maicon e Júlio César: membros da Seleção Brasileira. Só para constar, jogadores que mereceram estar na Seleção e que jogam muito bem. Sou fã. Aprendi a ser. A Inter jogou hoje e eu só pude acompanhar poucos minutos do jogo, não cheguei a ver o gol do Lúcio, mas fiquei feliz pela vitória da equipe.

Já o caso do Santos é mais complexo, porque é meu time do coração. Quando uma equipe se forma e dá certo, mantemos um vínculo com os jogadores que é inexplicável. Infelizmente, essas grandes equipes se desmancham muito rápido e cada jogador toma um rumo diferente, alguns no próprio país, outros em novos países. O Santos é um time sujeito à desmanches e também à formação de ídolos. Quando ocorrem os desmanches, eu me chateio, mas em geral passo a gostar dos clubes para os quais os jogadores se dirigem. Em alguns casos, dependendo da situação, eu encaro os clubes como "inimigos", mas é raro. Tantas idas e vindas no futebol me fizeram ter uma simpatia por times como Werder Bremen, Wolfsburg (ALE), Juventus, Milan, Inter (ITA), Real Madrid, Sevilla (ESP); entre outros. Nutri raiva por Manchester City, Tottenham e o Chelsea; curiosamente, todos são ingleses.

O título "confusões em que me envolvo" parte da ideia de que por gostar tanto dos jogadores, tenho uma vontade impressionante de ver os seus jogos, saber de seus desempenhos e etc. Hoje, praticamente todos esses times preferidos jogaram e eu tive que me emendar para acompanhar pela televisão ou pela internet. Simplesmente, como eu disse antes, para conter o tédio ou simplesmente por amor, um amor inexplicável. Quem me vê nessa condição de apaixonada pelos jogadores pode achar que é loucura, confundir tudo ou pensar o pior. Mas a confusão quem faz sou eu e a loucura também. Não precisam entender, o sentimento quem entende também sou eu. Basta torcer e sentir.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Força, Ganso! (L)

Terminei o big post anterior com uma foto dele no banco de reservas, aparentando preocupação após se machucar em um lance involuntário de jogo, uma pisada errada. Se eu pude conhecer um pouco dele durante esses anos, sei que no mínimo ele estava se culpando e se perguntando como em tão pouco tempo aquilo pudera ter acontecido. A preocupação refletida em sua face passou para mim no mesmo instante, porque não é sempre que ele se dá por vencido tão rápido, ele simplesmente caiu no chão e pediu substituição.

Muitas opiniões sobre o que havia acontecido foram surgindo, chegou-se até mesmo a dizer que não era uma lesão grave, mas na tarde de quinta feira veio a confirmação, um entorse no joelho que provocou a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e lesão parcial do menisco lateral. Tempo de recuperação: de 5 a 6 meses. Minha primeira reação foi não acreditar, duvidar de tudo e todos! O primeiro indício que de que alguma coisa tinha acontecido foi um tweet de Neymar que dizia que ele estava muito triste. Pouco tempo depois, a assessoria do Santos confirmou o diagnóstico e eu entrei em choque. Meu mundo caiu. Na hora de contar pra minha mãe o que havia acontecido, eu chorei. O ano de 2010 acabou para Paulo Henrique Ganso, maestro do Santos, melhor jogador do Brasil na atualidade, camisa 10 da seleção Brasileira. Ele deve estar arrasado, assim como todos aqueles que o amam e convivem com ele. Vai precisar de muita força, estou numa corrente positiva para que ele se recupere rápido e bem! A mobilização é grande, emocionante.

Não seria a primeira vez que ele me surpreenderia e não duvido de seu empenho para estar de volta o mais rápido possível. O grande problema está no tempo de recuperação, por mais rápida que ela seja continua sendo uma longa espera! Mas fico tranquila ao saber que suas características estarão intactas, o diferencial em Paulo Henrique Ganso está na sua forma de articular, jogar com inteligência, isso nenhuma lesão física pode roubar. Habilidade ele tem, ritmo ele recupera, capacidade e talento é o que não falta. Nasceu para ser o melhor do mundo e será! #ForçaGanso

"Na luta pela Tríplice Coroa, a gente perde um guerreiro, mas continua na batalha." E na Libertadores 2011 , o maestro da Vila volta!

Vamos ser TRI Santos



Guerreiro não foge da luta e não pode correr.
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu para vencer!
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar. Sua hora vai chegar!

Tá escrito - Revelação

União, força, raça... talento!

A noite de ontem foi de adrenalina pura, mas esse termo não se refere a nada de muito importante para vocês, mas muito importante pra mim! Decidi que o que aconteceu ontem merecia ser contado em algum espaço, dividido com muitas pessoas e vangloriado; eu não sei se escrevendo aqui chego a esse objetivo, mas posso ao menos dizer que escrevi. Esse post é mais para mim do que para vocês, mais um desabafo do que um texto, então, posso dizer que ele será tudo, menos pequeno. Divirtam-se, ou fechem :D Sei que poucos se interessam por esse assunto. E não, não é nada proibido ou polêmico rs

Eu costumo dizer para mim mesma que se um dia eu for uma jornalista esportiva (pode acontecer, ou não) eu terei de praticar muito o exercício da imparcialidade, já que as minhas formas de defender e de criticar o meu time sempre fogem do comportamento natural de um veículo de informação. Com esses privilégios e até mesmo as críticas, os outros times poderiam ser menos explorados por mim. Minha relação com os outros times se referem mais à rivalidade do que tudo, exemplo: Torcer para o Flamengo contra o Corinthians, ou para o Internacional contra o São Paulo não quer dizer que eu goste dos times para quem torço, mas sim que torço pelos adversários dos rivais paulistas. Em situações que fogem a esse panorama, sou indiferente. Meu único preferido é o Santos e a cada jogo, o maior rival é o nosso adversário. Escrevi essas besteirinhas para explicar o significado da partida de ontem, na minha visão. Antes disso, um flashback.

Há cerca 3 de meses atrás...

Semi-final de uma competição chamada Copa do Brasil, um confronto entre Santos e Grêmio acontecia. Naquela ocasião eram duas grandes equipes, que passaram com méritos por seus adversários e que decidiriam qual delas ocuparia uma vaga na final do torneio. Era apenas o primeiro jogo, um jogo de muitos gols! Final da partida 4 a 3, vitória do Grêmio. A história do jogo foi incrível, tão incrível que considero este um dos jogos mais tensos e emocionantes desse ano, mesmo com o placar desfavorecendo o meu time. Explico isso porque quando o Santos ganhava a partida, um jogador que havia entrado para segurar o placar falhou duas vezes e suas falhas resultaram em gols do adversário. O Grêmio virou um jogo que estava praticamente ganho por nós. Mas acontece, é o futebol. Confiram os lances, se quiserem. É mais fácil ver do que ler para entender a complexidade desse jogo.



O placar acabava sendo bom devido a quantidade de gols marcados fora de casa, demorei para associar isso aos fatos, mas era verdade, ainda tínhamos chances! MAS... houve um algo a mais: provocação demais, desacreditaram no nosso potencial, o narrador da emissora gaúcha satirizou as dancinhas do Santos cantando um desprezível "Elimination" ao final do jogo e para completar, sua torcida publicou esse vídeo:



O técnico Silas chegou a declarar que jogar na Vila Belmiro era fácil e que não seria problema para o Grêmio enfrentar o Santos em sua casa. Eles mal sabiam o que os esperava aqui, no nosso Alçapão. Não chamo o que aconteceu no segundo jogo da semi-final de emocionante com o mesmo significado do mesmo termo se referindo ao primeiro jogo, nesse último a emoção rendeu sorrisos, lágrimas de felicidade. Era a consagração. Final da partida: 3 x 1, vitória do Santos. Três gols maravilhosos. E tanto nas comemorações como nas entrevistas pós jogo, os jogadores desabafaram contra tudo isso que enumerei no parágrafo anterior. As provocações adversárias resultaram num empenho maior, numa vontade maior, motivação não só pelo clube que representam, como pelo desdém com que haviam sido tratados durante a semana. Vejam as três obras primas do Santos contra o Grêmio:



E lembram-se do vídeo da surra do relho? Promovendo até mesmo 'violência' como demonstração de raça e dizendo que isso faz parte do verdadeiro futebol? A torcida santista respondeu. E nesse vídeo vemos o verdadeiro significado do "Elimination". Quem ri por último, ri melhor.



Aliás, poderia contar muitas histórias de equipes que desdenharam o Santos durante essa Copa do Brasil. Um absurdo! Se eu quissesse, poderia também ter aproveitado a vitória contra o Atlético-MG na semana passada, para contar a história de Diego Tardelli e seu pofexô.. mas não me veio essa ideia em mente, então sobrou pro Grêmio rs E depois dessa historinha ilustrada, volto ao tempo presente.

Ontem...

Pra variar, um jogaço, fora de casa e nenhuma emissora transmitiu, a não ser o PFC, que eu pobre, não tenho. Então tive que encontrar uma maneira de assistir pela internet, porque desse jogo eu não abria mão de nenhum segundo, sim, estava carregada de ódio desde os últimos acontecimentos. Espero que esse ódio tenha sido compreendido. Três meses depois, o perfil das equipes era bem diferente: o Santos buscava a vitória para se aproximar dos líderes do campeonato, com uma equipe em adaptação após a perda de 3 titulares; o Grêmio beirando a zona de rebaixamento, sofrendo com a queda de rendimento após a parada para a Copa do Mundo. A vitória era o que interessava, em ambos os lados.

O Grêmio abriu o placar logo no início do jogo e seguiu pressionando durante todo o primeiro tempo, marcavam forte os meias de ligação impossibilitando a chegada da bola ao ataque. Com isso, os laterais do Santos precisariam se expôr, mas isso não acontecia. O primeiro tempo acabou sem muitas jogadas de perigo para ambos os lados.

O segundo tempo teve de tudo! O Santos voltou melhor e o Grêmio voltou pior, isso equilibrou a partida. A marcação já não era tão eficiente e os meias jogavam com mais liberdade. Em um único lance: chute de fora da área, defesa do goleiro Vítor, bola na trave com Zé Love, rebote e corte do zagueiro. Prometia. Ganso recebeu a bola dentro da área, conduziu e tocou para Zé Love que foi derrubado dentro da pequena área. Pênalti. Mas a preocupação superou a felicidade da marcação de penalidade, Ganso se contundiu e precisou ser substituído. Na cobrança, Neymar marcou. Comemoração ao lado de Ganso, já fora de campo, recebendo cuidados médicos. O jogo continuou movimentado, até que Alex Sandro cometeu dupla infração, convertida em expulsão. Danilo entrou para reforçar a marcação. O Santos tinha um jogador a menos e era pressionado pelo Grêmio. Restavam alguns minutos para que o jogo acabasse e muita coisa estava para acontecer.

Em jogada individual, Neymar driblou e foi derrubado grotescamente dentro da área: outro pênalti! Outro gol? Não. Neymar perdeu. Ou melhor, Victor defendeu. Se ele tivesse batido de cavadinha teria dado certo! Menino irresponsável UAHSUAHSUAH brincadeira, méritos do goleiro. Bastava não desanimar e buscar o gol! E foi o que aconteceu. Neymar recebe de Danilo, dribla e chuta, Victor defende, rebote.. GOOOL do Santos! Rodriguinho! Aos 48 minutos do segundo tempo! E isso serve de lição para pessoas como eu, que pediram o jogo inteiro pro Rodriguinho sair, ou que não acreditavam nunca mais que ele faria um gol de fora da área! Paguei com a língua. E vibrei muito! Mesmo que fosse quase meia noite e que eu tivesse que acordar as 5 da manhã no outro dia. Comemoração? Nada de dancinhas, o gol foi dedicado à Neymar! Se esse gol não tivesse acontecido ele estaria sendo metralhado hoje, ainda bem que não está, que tudo deu certo! É isso que o futebol me provoca.

UNIÃO. Pelo companheirismo, tanto pelo lance de Ganso como pela oportunidade desperdiçada por Neymar. FORÇA. O setor defensivo foi praticamente perfeito ontem e nesse elenco, é o mais questionado. RAÇA. Empatando, com 10 jogadores em campo, perdendo gols, lutando até o último minuto. TALENTO. Isso eu não preciso nem justificar.

Fiquem com o último vídeo desse depoimento em torno de um único jogo! Me empolgo escrevendo sobre certos assuntos, desabafei mesmo rs



Rumo à triplice coroa! Eu acredito.


FORÇA GANSO! Te quero bom rapidinho, dói em mim te ver machucado