domingo, 16 de janeiro de 2011

Gossip Girl, XOXO.

Há uns anos atrás, eu não lembro muito bem a razão, comecei a assistir Gossip Girl. Assim como muitos fãs da série, também concordo que a 1ª temporada é a mais legal e isso me motivou a continuar assistindo; porém, ao perceber que meu casal favorito não vingaria e com o amornamento da história, eu abandonei.

Quando criei meu tumblr, vários seguidores reblogavam e postavam fotos e cenas da série, me deu uma saudade súbita e eu resolvi aproveitar as férias para me atualizar na série, que se encontra na 4ª temporada. Revi a 1ª temporada, passei o momento de baixa na 2ª, me apaixonei novamente pelos personagens e hoje, mais focada, assisto um episódio atrás do outro e não vejo a hora de terminar para ficar na expectativa de esperar a continuação.

Apesar de toda a futilidade que envolve a trama (não é pouca) é possível extrair pontos positivos. O primeiro é o valor da amizade, já que o quarteto fantástico se reúne e esquece as diferenças para ajudar uns aos outros quando estão com problemas. O segundo está relacionado ao valor da mentira e da verdade nos relacionamentos, já que com a Gossip Girl, todos os segredos são descobertos cedo ou tarde. E o terceiro está agrupado em Penn Badgley, Ed Westwick e Chace Crawford, sem comentários.


Estou no segundo capítulo da 4ª temporada, faltam 9 episódios para chegar aonde parou. Por querer chegar logo ao final, eu estou respirando e comendo Gossip Girl em alguns momentos; até esqueci que tenho vida social rs mas ok, foi uma escolha minha. Sinto que essa overdose de série na minha cabeça me fez até lidar melhor com o meu inglês, hoje é mais fácil entender o que as personagens dizem, até mesmo sem legenda. Fico feliz por isso, é mais um ponto positivo :)

Sou apaixonada pelo casal Serena van der Woodsen e Dan Humphrey; acho que as melhores fases de seus personagens foram quando eles estavam juntos ou queriam estar juntos. A quarta temporada ensaia uma possível volta, mas não acho que a história caminha para isso, não por enquanto. Minha vontade seria que eles terminassem juntos. As cenas são de uma veracidade impressionante, muito porque os intérpretes namoravam na vida real, terminaram a pouco tempo, triste. Tão lindos.

E acreditem se quiserem, adoro o Chuck! :D É o melhor personagem da série, com as melhores histórias, melhores cenas e melhor voz rs Impossível não gostar dele, mesmo com todos os seus defeitos. O casal formado com Blair Waldorf é fantástico também.

O ponto negativo é que a comodidade e a futilidade contagiam. É triste ver a galera nos táxis, limosines e carros com motorista da vida, quando na sua realidade você pega ônibus lotado. É, mas a gente supera, isso e as roupas, sapatos e vestidos maravilhosos também (:

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

É tempo de especular...

Em um empate de 1x1 contra o Internacional, no Beira Rio, jogo suspeito na questão arbitrária (uma bola que entrou e o juiz não validou e um golpe de caratê no Neymar dentro da área) o Santos abandonava a busca pelo campeonato Brasileiro. A quantidade de pontos dava tranquilidade para um não rebaixamento e a vaga na Libertadores já estava assegurada... foi nesse momento que diretoria e torcida começaram a focar em contratações, renovações de contrato e de postura, tudo para 2011.

Nosso presidente, sonhador nato e santista roxo, sempre prometeu empenho para formar uma equipe tal qual a do início do ano e prometeu também grandes peças para reposição e composição do elenco. Desde então só se fala nisso entre os santistas: quem vem, quem sai, quem pode vir, quem é sonho, quem é realidade, quem serve, quem não serve. Sempre atentos aos setoristas e suas fontes secretas...

Os nomes especulados desde o fim do Brasileirão já assustavam de uma forma boa, pois eram nomes fortes dentro do futebol brasileiro e estrangeiro; mas eram apenas especulações, nada mais do que desejos de um presidente sonhador, não deu pra acreditar. Agora, duas semanas antes da estreia do time no campeonato paulista, alguns desses nomes assustadores estão contratados; assim como alguns não foram possíveis, mas ainda há tempo para mais especulações e no futuro mais contratações.

A formação atual me agrada muito.

Rafael (Aranha)

Jonathan (Pará, Danilo)
Edu Dracena (B. Aguiar, Vinicius)
Durval (B. Rodrigo)
Léo (Alex Sandro)

Charles (Brum, Adriano)
Arouca (R. Possebon, Rodriguinho)
Elano (Felipe Anderson, Victor Hugo)
Ganso (Alan Patrick)

Neymar (M. Leite)
Keirrisson (Zé Love)

E alguma surpresinha deve chegar, espero que de fato chegue!

Do elenco que fechou 2010, dez jogadores foram emprestados para diminuir a folha de pagamentos e um cone desagregador foi pro Rio de Janeiro eternamente - Amém! As estrelas que aqui estavam ainda brilham; e os jogadores que foram emprestados não farão tanta falta ao elenco atual. Os empréstimos são antes de tudo um alívio para o torcedor. A cada nome que saía, era como se fosse uma nova contratação, ao menos na Libertadores eles não farão besteira.

Estou feliz e confiante! Mas na medida certa...

Meu irmão me deu um caderno de presente de Natal, é, um caderno. Ele é branco e tem um símbolo do Santos no centro, é como se fosse uma ilustração da camisa do clube. Não tem escritos ou exageros, então vou personalizar de acordo com os meus demais gostos. Colar fotos, frases, adesivos, etc. Ainda não sei muito o que vou fazer, mas meu maior desejo é no final do ano poder desenhar a terceira estrela do símbolo, entre as duas que já existem :)

No nosso emblema, as estrelas representam os títulos mundiais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Minha miopia.

Eu tinha 9 anos e estava na terceira série, no auge do meu metro e trinta centímetros eu era uma aluna exemplar, gostava de tirar 10, até em matemática. Por ser uma aluna exemplar, no mapeamento de sala, eu sentava nas últimas cadeiras, uma vez que na frente sentavam-se os alunos com mais dificuldade de atenção ou mais bagunceiros. Um dia, minhas notas em matemática começaram a cair, por erros de cópia da lousa. A professora da época, que me adorava, pediu a minha agenda e escreveu um bilhete para minha mãe, notificando-a que os erros que eu estava cometendo poderiam ser em função de um problema de visão.

Foi aí que minha mãe começou a notar que eu me sentava muito próxima à televisão, coçava os olhos com frequência e me esforçava para tentar ver aquilo que não era claro. Fui ao oftalmologista da família, o mesmo que já tinha me consultado em outras oportunidades, e ele ficou surpreso ao ter que me receitar com 1 grau e meio logo no primeiro óculos. Ele se perguntava o que tinha acontecido, porque ele sempre defendeu que minha visão era perfeita. Minha mãe ficou bem triste, enquanto eu fazia o teste das letrinhas, ela me olhava em tom de reprovação. Eu achava que ela estava brava comigo, mas ela estava brava com o fato de eu precisar usar óculos. Eu não estava ligando, toda criança tem vontade de ter cabelo cacheado, usar aparelho e óculos; eu usei os três e não achei divertido, achei normal.

E desde então, sempre foi assim, vou ao ofltalmologista, ele faz aquelas perguntas chatas "esta lente, ou esta outra lente", pinga aquele colírio amarelo que me deixa zonza por uns dois dias; vou a ótica, escolho modelos que me agradam e em alguns dias estou vendo tudo perfeitamente outra vez. Nos últimos nove anos troquei de óculos 5 vezes, me acostumei muito com ele e não o troco por lente de contato até por questão estética. Meus olhos são grandes demais, saltados demais, com os óculos isso fica menos perceptível. Também acho que devido ao tempo que o uso, já faz parte da minha personalidade. Se é ele que me faz enxergar o mundo ao meu redor, ele é parte de mim. Sou grata! HASUASH

Mas no fim do túnel há uma esperança para mim. Minha miopia, dificuldade em enxergar para longe grau 4, poderá um dia ser operada e anulada. Eu só preciso esperar que o grau não se eleve muito e que se estabilize rápido. Assim que estabilizar, posso operar e com sorte, me livrar completamente dos óculos. Aí eu vou ter que voltar a me acostumar comigo mesma sem a armação acima do nariz, que já tem um lugar específico para ser deixado na hora de ir dormir, tomar banho ou lavar o rosto. Estou a mais tempo de óculos do que sem óculos, ele tem tratamento VIP entre os meus pertences, e apesar de ser menosprezado, é uma das coisas mais importantes que eu tenho.

Unificação de títulos.

Breve comentário sobre esse assunto, agora oficialmente definido.

Desde que eu me entendo por torcedora, considero o Santos Octocampeão nacional; isso aparece nos sites, nas comunidades, em músicas e nas faixas nos estádios. Para o torcedor, os títulos da Taça Brasil e do Robertão sempre foram consideráveis. Eu aceitava o bicampeonato brasileiro por não ter um conhecimento específico e pela repercussão dos títulos os nomearem dessa forma.

Quando um jornalista que acompanho começou a postar em seu blog os dados da possível unificação, eu não entendi nada :) Mas sempre apoiei, afinal, as modificações seriam em benefício do meu clube de coração. Entender mesmo, só entendi recentemente, quando esse jornalista passou a dar entrevistas no rádio e na televisão. Muita gente é contra, mas eu exponho minha opinião aqui.

A primeira coisa que imagino é a dificuldade de se realizar as partidas naquela época; não era fácil como hoje, que existe avião pra todo lugar e os clubes contam com patrocínios gigantescos para tudo. Os grandes campeonatos da década de 50/60, eram os regionais. Esses campeonatos regionais classificavam o grande campeão para disputar um campeonato que reunisse as grandes forças do futebol brasileiro. Quem se sagrasse campeão era considerado campeão brasileiro e se classificava para a Libertadores. O formato é parecido com a atual Copa do Brasil, entendo aqueles que os comparam. O grande equívoco é não reparar a importância desse campeonato. Afinal, quem ganhasse a Taça Brasil ou o Robertão seria o campeão brasileiro; uma vez que não havia outro campeonato a ser disputado para essa finalidade. Hoje a Copa do Brasil é um campeonato diferente do Brasileirão, naquela época só existia um campeonato e era a Taça Brasil e depois o Robertão, que consagravam o campeão brasileiro.

O clubismo move um pouco na tentativa de compreensão. Por isso para mim foi mais fácil entender a proposta dos clubes que lutam por seus títulos. Assim como é fácil pra mim, é difícil para torcedores de clubes que não se beneficiam com a unificação. O melhor dessa história toda é valorizar os times, de uma época em que o futebol era com certeza bem melhor de ser acompanhado.

Comemoramos hoje porque foi de fato uma vitória, finalmente a confirmação oficial.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pontos corridos ou Mata Mata?

Fluminense ganhou o Campeonato Brasileiro mais disputado de todos os tempos! Isso porque haviam muitas equipes disputando e também porque nenhuma resolveu definir o campeonato de uma vez, sobrou emoção até a última rodada e inversões de posições na classificação final. Destaque para o calendário que coincidentemente guardou também para a última rodada as partidas que definiriam a última vaga na Libertadores e a última vaga na série B. Foi fantástico e incontestável, sim, incontestável.

O título dessa postagem resume o objetivo desse post; já que com as confusões de "entrega, entrega" e de "não tenho mais motivação dentro do campeonato" muito se comentou se o verdadeiro problema disso não era a organização do Campeonato no sistema de pontos corridos e não de mata mata, como acontecia até o ano de 2002.

Há poucos dias atrás, li em um blog que baseado na tabela final e nos resultados obtidos durante a competição, se o Campeonato Brasileiro 2010 tivesse sido organizado em mata mata, o Santos (8º colocado) disputaria a final com o Cruzeiro (2º colocado) e sagraria-se campeão. Assim como aconteceu em 2002, quando o Santos era 8º colocado e derrotou São Paulo, Grêmio e Corinthians para vencer o Campeonato Brasileiro. Vocês acham que por causa disso prefiro esse sistema? Não. Acho que o sistema de pontos corridos é muito mais justo para com a melhor equipe, mesmo com as possíveis polêmicas que possam envolvê-lo. Se for pra existir polêmica, vai existir em qualquer tipo de campeonato, ninguém é santo nesse meio.

O Campeonato Brasileiro é diferente dos demais campeonatos do mundo, porque o vencedor é uma incógnita no seu início. Dos 20 clubes que participam, ao menos 15 são apontados como franco favoritos a levantar a taça no final e ainda assim, muitas surpresas acontecem. É tudo questão de sorte. No começo do campeonato, quem organizou/sorteou/montou a tabela não saberia que Fluminense, Cruzeiro e Corinthians disputariam até a última rodada a primeira colocação e não poderiam ter adivinhado que ao chegar nesse momento, clubes que não tivessem interesse no campeonato, pudessem entregar seus jogos para prejudicar alguma equipe. É questão de sorte, de ética profissional, de evitar julgamentos hipócritas.

Um jogo apenas não faz um campeonato inteiro, uma equipe para merecer tem de se manter estável do início ao fim; por isso quem chega ao final da competição com a melhor campanha, é quem merece sagrar-se o legítimo campeão. Não desmereço as competições de mata mata, elas dão certo em outras situações e são muito importantes para o torcedor que vibra e se emociona a cada jogo; mas já existem outras competições nesse formato. Respeito opiniões, mas hoje, sou totalmente favorável ao Campeonato Brasileiro disputado por pontos corridos. Vamos variar, premiar a regularidade e não só a superação e a emoção.


Espelho

Se alguém te magoa, você resiste a qualquer desejo de vingança; supera as emoções temporais, vê o lado positivo da situação e trata todos da forma como gostaria que te tratassem. O espelho do universo reflete as suas ações contra você, não importa quais sejam.

O que você está refletindo de bom?


via @ponchohd

sábado, 4 de dezembro de 2010

Programa* Em Pauta

Trabalhando os gêneros existentes no rádio, a turma foi dividida em grupos; cada grupo optou por um gênero de programa e teve um prazo de um mês para apresentá-lo diante da sala. Entre programa de debates, entrevistas, documentários, variedades e reportagens especiais, ficamos com o último. Organizaríamos três reportagens especiais sobre um tema, que deveria ser definido o mais rápido possível, para que as visitas fossem marcadas com a mesma urgência.

Pesquisando sobre datas comemorativas, encontramos uma comemoração próxima a data de entrega do trabalho e resolvemos trabalhá-la: era o dia do palhaço. Resolvemos então, falar sobre o circo: sua história, o cotidiano e as academias de circo*. Cada qual ficou responsável por suas obrigações e por tudo aquilo que o outro não conseguia organizar. Foi estressante. As funções que quisemos estabelecer no início viraram funções generalizadas e dessa forma, o trabalho só foi finalizado momentos antes de ser entregue à professora. Emoção, preocupação, mas com certeza muito merecimento.

É para mim, o melhor trabalho que já apresentei na minha vida. Tive orgulho ao concluí-lo. Que depois desse venham outros ainda melhores e mais divertidos de serem feitos (acho difícil, nada mais divertido que o circo e seus integrantes). So fun! Enjoy it. :D



Crônica* O bairro da Liberdade

Trabalho de Linguagem Audiovisual.

O objetivo do trabalho era fazer um vídeo de 2 minutos em que contássemos em forma de crônica algo específico sobre algum lugar da cidade de São Paulo. Esse vídeo teria uma narração em off, sobrepondo imagens do local. Exploraríamos os planos e os movimentos de câmera (foco da disciplina). Escolhemos o bairro da Liberdade em sua essência, o maior reduto da cultura japonesa fora do Japão. Por ser um assunto que abrangia diversos tópicos, tivemos que optar por apenas um deles: a arquitetura; assim, descobrimos porque o bairro recebeu a decoração oriental, quando isso aconteceu e quem é a pessoa que tomou a iniciativa de revitalizá-lo, para atrair cada vez mais turistas para o bairro; movimentando a economia da cidade.




Enfim, férias.

Meu desafio na faculdade não é fácil. Enquanto todo mundo se esforça pra tirar 6, eu tenho que me esforçar pra tirar 7,5. Não foi fácil mesmo! mas sobrevivi aos primeiros dois semestres. Hoje foi minha última prova, último teste e agora só volto a pensar em faculdade em fevereiro. Durante as férias vou tentar nem imaginar o próximo desafio: a televisão; ou melhor, devo iniciar ao menos a preparação psicológica. Bloqueios. Eu tenho, e preciso rompê-los... a começar pela exposição da minha imagem em vídeo, seguida de textos decorados. E a edição disso? Ok, vou repensar o preparo psicológico também, ele pode antecipar o desespero.

Minha grade e minhas primeiras avaliações:

Antropologia e Cultura Brasileira
Estudos da Semiótica
Ética e Bases Humanas
Jornalismo e Novas Mídias Digitais
Reportagem e Edição Jornalística na TV

Terceiro semestre, me aguarde e não seja maldoso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Clássico Latino-Americano

Nada de análises como as que normalmente faço, análise opinativa.

Nenhum outro encontro entre países Sul-Americanos destaca-se tanto quanto Brasil x Argentina. Acho que não só no futebol, mas em todas as modalidades, por menos expressivos que os esportes sejam. Galvão Bueno sempre diz que perder pra Argentina é ruim até no par ou ímpar, é mais ou menos por aí.

Eu criei uma expectativa muito grande com relação ao jogo de ontem. Era a volta de Neymar (em definitivo, espero) e uma nova chance para Ronaldinho Gaúcho; a primeira partida de ídolo e fã um ao lado do outro, não tinha dúvidas que daria certo. Ainda que cheia de certezas, eu me via insegura, com medo de um possível resultado negativo ou pior, uma apresentação ruim, em termos gerais, não só dos dois. Os desfalques só reforçavam a tese de que seria um jogo complicado. E eu ainda nem citei os adversários: Messi, Di Maria, Higuaín, etc. Sorte nossa que eles não tiveram um dia muito inspirado e também contaram com desfalques importantes; caso contrário, seria um chocolate.

Encarando a realidade, por mais que também fosse frustrante, um empate sem gols seria um bom resultado diante do que foi apresentado durante a partida. O Brasil jogou o tempo inteiro sem uma referência de ataque e por mais que a defesa estivesse segura e sem comprometer, não adiantaria nada se o ataque não marcasse seus gols. O Brasil teve poucas chances de gol, sendo as mais claras de Daniel Alves; linda, senti pena por ter batido na trave e outra de Ronaldinho Gaúcho, de calcanhar, supreendente, como sempre. A Argentina também pouco arriscou. Em um jogo aéreo, Higuaín concluiu em duas oportunidades e Victor, o goleiro, defendeu as duas antes de ser assinalado o impedimento e Lionel Messi chutou caprichosamente uma bola rente à trave. Foi um clássico sem a emoção, a pegada e até sem muita discussão, o que está sempre presente em nossos duelos contra os hermanos.

O pecado do Brasil, que resultou no gol de Messi ao final da partida, ocorreu justamente durante a troca de passes do meio campo, tão ressaltada e priorizada por Mano Menezes. Um erro do jogador que estava lá para consertar, cadenciar o jogo, arrumar os passes, tranquilizar, etc. Douglas não é um jogador ruim, faz grandes jogos pelo Grêmio, mas não acho um grande nome para a posição que o camisa 10 representa. Não acredito no futuro dele na seleção, muito menos depois de ontem. Mano Menezes o convocou para testá-lo, assim como fará com muitos armadores nas próximas convocações, não era o momento para desperdiçar as chances de crescer dentro do grupo; não era momento de levar gol do Messi, nem da Argentina.

Deixando de lado o gol, para falar do desempenho geral da seleção:

- Eu não confio no Victor como goleiro titular, não teve culpa no gol, fez defesas importantes, tenho aprendido a reconhecê-lo como um grande goleiro, mas não como o titular.

- A zaga é tranquila, gosto do Tiago Silva e do David Luis individualmente, eles ainda não foram testados, o gol aconteceu quando a defesa inteira estava desarrumada, vão precisar de tempo para garantir a confiança e também de tempo para decepcionar. Vão bem.

- As laterais estão bem servidas. Daniel Alves vem calando a minha postura defensora ao Maicon, vem jogando muito bem, correu muito, teve de preocupar-se com Di Maria e quase fez um golaço ontem, poupado de qualquer crítica. André Santos é bom também, senti falta das subidas à linha de fundo e seus cruzamentos precisos, não cheguei a fazer teoria do porquê dsso, mas ele ainda tem créditos comigo.

- Volantes. O Lucas é um monstro, sem comentários. O Ramires é limitado, e especificamente ontem, não soube agir como elemento surpresa, isso também fez falta. Elias, sim, eu enxergo o Elias como volante, apesar de ser o polivalente do meio campo; li muitas resenhas dizendo que ele jogou mal, mas achei que ele foi bem. Os volantes tiveram um papel decisivo, já que na maioria das vezes eram eles os responsáveis por não deixar os atacantes argentinos verem a cor da bola. Conseguiram, até certo ponto...

- O meio campo é um setor carente, Mano Menezes ressalta a todo momento que ele está buscando um substituto para o Ganso. É isso mesmo. E o Brasil está num momento em que poucos armadores surgem, onde todos os meias formados também são volantes e onde os grandes camisas 10 em atuação no Brasil são argentinos! Tenso. Ronaldinho Gaúcho não foi mal, pelo contrário, foi bem; mas não serviu tanto as bolas como Paulo Henrique faria, por exemplo. É a principal função do armador. Ronaldinho vem oscilando em seu clube e nada garante que não oscile dentro da seleção também. Opções para Mano Menezes não faltam, ele terá que arriscar e procurar, dar confiança; até Paulo Henrique voltar a jogar, a 10 vai migrar de jogador para jogador. Eu torço pelo Diego, porque eu quero :)

- Que falta fez Alexandre Pato e como eu queria não ter que admitir isso! Logo aos 10 minutos percebi que o Robinho não estava num bom dia, como é o capitão, o Mano não teve peito para substituí-lo, só isso explica. Foi a pior partida que eu já vi o Robinho jogar. A formação não ajudou o entrosamento que ele e Neymar possuem, e sem uma referência de ataque, dois jogadores de velocidade nada poderiam fazer, até mesmo em um dia de grande inspiração. Neymar demorou pra entender que estava jogando um Brasil e Argentina, acho que isso ele nunca mais vai esquecer. Não jogou mal, mas tentou fazer tudo, inclusive centralizar-se, e não conseguiu. Com o Pato teria sido muito diferente, um pivô faria a diferença.

- Os substitutos de Neymar, Ramires e Ronaldinho foram André, Jucilei e Douglas. Como santista e conhecedora desses meninos, eu JAMAIS privaria o Neymar e o André de jogarem juntos, eles rendem muito melhor assim. Douglas perdeu a bola do jogo, não comentarei. Nesse momento, até as coisas boas se perderam na minha mente, se é que houveram, não lembro mesmo.

Com excessão ao que critiquei acima, não generalizo o trabalho, critico atitudes isoladas. Nada funcionou desde o começo da partida. A derrota precisava acontecer para que Mano Menezes aprendesse a lidar com a pressão que o cargo que ele ocupa lhe proporciona. Como eu ouvi no rádio hoje, ele é um homem inteligente, não se prende aos erros, está disposto a reconhecer que errou, encarar com tranquilidade e dar um passo a diante. Ele está aprendendo a ser técnico da seleção; da mesma forma que esses meninos da renovação estão aprendendo a ser jogadores da seleção. É diferente de jogar em clubes, movimenta uma nação. O peso da alegria é imensurável, o da tristeza também. Mas o pior é o da insatisfação, trabalhem nisso.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Jornal SP em fatias

Nos foi proposto em sala de aula uma tarefa em que deveríamos, com base em atividades cotidianas, preparar uma reportagem para a matéria de Edição e Reportagem Jornalística no rádio. A tarefa foi aplicada numa quinta feira, véspera de um feriado prolongado (07/09, terça feira) logo, o tema cotidiano precisou ser também um tema rápido, já que as primeiras gravações seriam cobradas já na outra semana.

Do início ao fim - minha matéria.

Pensei sobre várias coisas enquanto voltava para casa, olhei ao redor, quando cheguei em casa tinha em mente três temas: o mercado imobiliário (devido a quantidade imensa de prédios em construção no caminho), o trabalho informal (porque o trânsito me deixou parada de frente para o Largo Treze de Maio por alguns minutos) e a rotina das escolinhas de futebol (porque eu precisava pensar em algo a ver com esporte rs), pedi opiniões durante a quinta feira para minhas amigas e para a minha família, a escolha do tema mercado imobiliário foi unâmine entre aqueles que eu consultei e de total acordo por minha parte, era o assunto mais abrangente em um curto espaço de tempo.

Logo na sexta feira fui pedir autorização para gravar em uma construtora, perto de casa mesmo, expliquei os objetivos e concordaram em ceder a entrevista, me desesperei para encontrar algum bom mecanismo de gravação e só pude concluir a entrevista um dia antes da aula. Me trataram muito bem; tive dificuldades incontáveis, mas os áudios ficaram melhores do que eu pensava. O feriado acabou atrapalhando, porque nem a obra funcionava da mesma forma, nem as fontes estavam contatáveis. Mas eu consegui... levei os áudios de 3 pessoas (gerente de vendas, estagiário de engenharia e uma moradora do bairro) e algumas partes já selecionadas para editar em sala de aula.

Durante a aula da semana seguinte à da imposição da tarefa, os áudios não foram tão cobrados. A professora procurou nos ensinar a mexer no programa de edição, para que fizéssemos a nossa própria matéria sozinhos. Começamos a escrever nossos textos e conforme as pessoas terminavam, a professora ajudava, corrigia e quem se sentia seguro, já gravava na própria sala de aula. Não foi o meu caso, demorei duas aulas para produzir um texto que não parecesse confuso, me preocupei muito com isso, fiz o máximo que pude; devido a demora, acabei ficando sem a revisão da professora. O lado ruim é que eu não saberia os meus erros, não aprenderia com eles; o lado bom era saber que o texto que estava lá fora completamente escrito por mim, com uma consulta ou outra das minhas colegas, mas sem alterações de estilo ou de frases inteiras, como a professora chegou a fazer.

No mesmo dia em que terminei o texto, fiquei mais tarde no período de aula e aproveitei a sala vazia para gravar o off da matéria. Na quinta tentativa, senti que tinha ficado bom e fiquei um pouco cansada de repetir a mesma coisa por tantas vezes. Levei tudo pra casa e no mesmo dia finalizei a matéria, demorei cerca de 3 horas para unir a minha voz às sonoras. Saí mostrando para todo mundo da minha família, estava orgulhosa. Sou insegura com relação à minha voz, foi bom ouvir e me sentir dentro de uma produção jornalística sonora pela primeira vez. A matéria finalizada foi parar no meu pen drive, no meu celular, no meu email e em pastas do meu computador; enviei por email para as minhas amigas e para as minhas colegas da faculdade. Ninguém me criticou, se o fizeram para não acabar com a minha empolgação, eu não percebi. Estava feliz e confiante.

Do início ao fim - Jornal SP em fatias.

A surpresa aconteceu quando depois de algumas aulas de edição e finalização da matéria, a professora nos lembrou do sorteio de grupos para a apresentação de um radiojornal utilizando os off+sonora que estávamos produzindo até então.

Eu e minhas amigas estamos acostumadas a trabalhar juntas, torcemos para que o sorteio ocorresse de forma que pudéssemos continuar trabalhando juntas, e assim aconteceu. Como eu aleguei no dia, "nossos pais escolheram as iniciais certas para os nossos nomes," a divisão dos grupos aconteceu por ordem alfabética e na lista de chamada, os nomes de Rebeca, Rejane, Tábata e Tais
aparecem em sequência. Além de nós, outras pessoas que respondem presença um pouco mais tarde que os demais se juntaram. Um obstáculo a menos, o grupo era muito bom, não haveria qualquer tipo de conflito e o trabalho ficaria digno; logo na primeira "reunião de pauta" as ideias se encontraram.

Como se não bastasse a imposição dos grupos, os cargos de cada qual dentro deles também foi imposto. Eu fui nomeada chefe de reportagem. O nome sugeria (pelo menos para mim, na primeira impressão) que eu supervisionasse as matérias e
sua execução, mas estas já estavam feitas e não havia como reformá-las; me enganei, esse não o meu papel fundamental. Eu teria de organizar os scripts de cada integrante do meu grupo, cobrar a organização dos mesmos frente aos áudios para que o script oficial pudesse ser concluído sem erros. E após tudo feito, script oficial, pronto, teria de duplicar os audios e colocá-los em ordem de aparição, para facilitar o trabalho do operador de som, no dia da transmissão. Pode parecer fácil, mas eu tive que me desdobrar, tudo o que precisava estar feito para que eu concluísse minha parte estava atrasado e eu tive que renomear arquivos incontáveis vezes. Mas passou e fui premiada quando ouvi o operador de áudio elogiar a organização dos áudios do grupo; faz parte da minha personalidade me sentir bem, sorrir e agradecer quando reconhecem meu esforço e dedicação.

Tudo ocorreu muito bem, erros fora do previsto atrapalharam
um pouco, mas nada que fugisse a condição em que estávamos, apresentando nosso primeiro programa de rádio. Garantimos uma boa nota e fomos elogiados pela turma e pela professora. Foi apenas a primeira experiência com o rádio, mas eu estou plenamente orgulhosa de como tudo aconteceu. Muitos outros trabalhos de rádio virão, mas duvido que algum mexa comigo com a mesma intensidade que esses primeiros estão mexendo. Estou descobrindo dentro de mim algo que sempre me julguei incapaz de realizar, falar, mesmo com a minha voz completamente anti-jornalismo, e o melhor de tudo: gostar.

E esse foi o resultado final...




Até tentei corrigir aquelas pequenas falhas, mas não consegui. Então, vai ser publicado como realmente foi ao ar. É o início ao fim da transmissão ao vivo do nosso jornal, o São Paulo em fatias. Obrigada pela colaboração de todos do grupo, e também àqueles que foram sorteados na hora e exerceram muito bem a função de locutores e comentarista.

Taís Lenny em um momento de espontaneidade. É trabalho, filha, concentre-se!

Ramona Zanon
Rebeca Rodrigues
Rejane Santos
Tábata Porti
Tais Souza
Thiago Mourato
Verena Lopes
Victoria Guimarães
William Soares

Bruno Rizzato
Eduarda Estácio
Isabella Macedo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Enem

No ano passado eu era uma vestibulanda. Tinha feito cursinho aos sábados durante o ano todo enquanto terminava o ensino médio na escola. Quando finalmente chegou o dia do Enem, eu fiz uma pontuação razoável, devido principalmente aos meus 900 pontos em redação, mas que independente de tudo, não me qualificaria em nenhuma das universidades públicas que eu pretendia ingressar. Não devido à pontuação, mas primeiramente porque com todos os problemas de roubo das provas e a incompatibilidade das datas, as principais universidades abandonaram o Enem como forma de avaliar os alunos.

Eu fiquei indignada com o desdobrar da situação, afinal, a minha preparação de nada havia adiantado, eu tinha passado o fim de semana fazendo a cansativa prova e me perdido pela cidade, porque me mandaram pra longe da minha casa. Apesar da indignação, não podia reclamar muito, afinal, era só o meu primeiro vestibular e tinha certeza que muitas pessoas dependiam mais do Enem do que eu, já passavam de seus dois ou três anos tentando o ingresso em um curso de universidade pública, sem condições de pagar uma universidade particular e se esforçando para que o bom cursinho (também pago) surtisse efeito. Eu me indignei, pensei em tudo que fora jogado fora não só por mim como por outras pessoas, mas superei e agradeci porque meus pais prefiram iniciar o pagamento da minha atual universidade à me manter no cursinho por mais um ano, assim, abandonei a necessidade de fazer Enem em 2010.

Ainda bem que eu não tive que passar por isso de novo. Desacreditava que o meu ano de vestibular pudesse ser batido em questão de confusão por outros anos, muito menos imaginava que seria logo no ano seguinte. Perigo de cancelamento, já que ninguém assume completamente que o Enem será mesmo cancelado. Falam de suspensão, mas tudo é ruim! Penso naqueles que estavam na mesma condição que eu, no meu primeiro vestibular e naqueles que estavam passando por aquele nervoso novamente, como eu estaria se tivesse continuado fazendo cursinho e sonhando com uma USP ou Unesp da vida. Enem virou várzea e perdeu totalmente a credibilidade. E ainda querem esconder os problemas...

A melhor coisa que meus pais fizeram por mim recentemente foi começar a pagar a minha faculdade. Vou recompensá-los, digo isso a eles em pensamento; todos os dias.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Meu parecer sobre a política

Lembram quando há um tempo atrás escrevi que só gostaria de saber das eleições quando elas acabassem? Por fim chegou o momento de me interessar. É a partir da escolha da maioria e das comemorações pós resultados que vêm as conclusões das propostas, as primeiras reuniões, enfim, tudo o precisa ser feito para que o futuro do país comece a ser definido da melhor forma possível.

Logo na minha primeira eleição, me vi obrigada a justificar o meu voto, afinal, já havia uma viagem planejada para o feriado de Finados e não podíamos simplesmente cancelar devido à eleição. No meu caso, foi até uma forma de me livrar de escolher entre o sujo e o mal lavado, de contrariar a minha opinião ou de defender pontos com que eu não concordava. Como citei no Twitter, a minha privação do voto não interferiria em nada, uma vez que o meu voto seria anulado e entre as 15 pessoas que viajaram comigo, Dilma era maioria absoluta.

Devido à viagem, fiquei sem internet e não pude observar o desenrolar da apuração dos votos e as primeiras notícias, mas ao contrário de muitos conhecidos indignados, não reclamo da escolha de Dilma Roussef como futura presidente do nosso país; todos merecem uma oportunidade para mostrar que estávamos errados. O cargo que ela ocupará exige uma responsabilidade gigantesca e uma provação a mais, uma vez que ela é a primeira mulher eleita presidente do Brasil; se ela falhar, as críticas serão ainda mais severas contra seu governo, tenho na minha mente que ela evitará ao máximo chegar a esse ponto.

Durante esses últimos meses vivi um embate diário entre os meus pais, defensores de partidos opostos; conforme as eleições se aproximavam eles discutiam e me deixavam brava. Eu era contra os dois partidos, só conseguia pedir para que eles parassem de querer defender ambos os candidatos com argumentos furados. Mas em uma coisa tenho que concordar com o meu pai: nenhum paulista deveria defender o PSDB com tanta vontade. E meu voto continua nulo. Não tenho vergonha disso. O voto não deveria ser obrigatório; só quem tem consciência do que está fazendo deveria ter essa obrigação. É isso.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sem título

O entrevistado passou por uma série de turbulências e aos poucos sua vida volta ao normal, a medida que a normalidade chega, alguns veículos insistem em polemizar seus atos, por mais simples que sejam. Enquanto o entrevistado pede que a vida seja um pouco menos exposta por aqueles que o entrevistam, os entrevistadores alegam que se publicam os fatos é porque eles acontecem e merecem ser explicados e julgados.

Ao se dar conta de que há muito tempo não dá motivos graves para tantos julgamentos, ele diz uma ou outra expressão mal colocadas, mas que são interpretadas por cada lado de acordo com as suas próprias vantagens. O assessor diz que o entrevistado se portou bem durante a entrevista, a matéria não faz referência a isso e mete o pau, apresenta suites cheios de adjetivos. Um provoca, mas também é provocado. Na verdade, ao ler, parece que a provocação do entrevistado foi a principal parte da entrevista, ao que ela se destinou desde o começo; não é bem assim. A matéria anti-polêmica se transforma em mais uma polêmica.

Não é necessário que os fatos sejam ocultados, o que é necessário é o bom senso; medir o peso das palavras e priorizar assuntos. Por que todos batem na mesma tecla? Esqueçam, amenizem e se em algum dia por acaso infelicidades voltarem a acontecer, escrevam, debatam, xinguem e se matem dividindo opiniões... mas falem, sobretudo, sobre assuntos relevantes. É o melhor.

Mais um daqueles meus desabafos sem sentido, mas, consigo tirar desse episódio uma nova lição para a minha futura profissão.

Atchim...

Completei duas, ou quem sabe três, semanas em estado gripal.

Já estive pior, aos poucos estou me recuperando, mas nada tem ajudado nessa recuperação, só o passar dos dias mesmo. Quando menos espero o sol se tranforma em chuva, o dia azul em dia cinza e junto com a mudança drástica de temperatura aparece a mudança drástica de estado de saúde do meu nariz e da minha garganta. Acho desnecessário usar medicamentos para coisas tão simples, mas odeio quando tenho esses resfriados longos que demoram tanto para chegar ao fim.

E para completar, quando aparentemente estou na fase final dos espirros e incômodos, a chuva ataca para acentuar os fragéis indicios de não recuperação total; ou então algum convite tentador, como a praia do feriado, vem e completa a minha situação. A tosse ao menos foi embora, há alguns dias não aparece; e espero que não volte, ela atrapalha a hora mais sagrada do dia não só pra mim como para todos que habitam a minha humilde residência: o sono. Me pego dormindo em um monte de travesseiros, quase sentada, porque a minha mãe diz que isso ajuda, não sei se funciona cientificamente ou se age sobre o meu psicológico, mas não é confortável, de qualquer forma.

Ficar doente não deveria ser tão catastrófico como estou tratando neste texto. O grande problema é uma particularidade: com a voz prejudicada pela rouquidão, e os espirros e tosses involuntárias, eu não posso cantar e é isso o que mais me incomoda. Cantar alivia meus problemas, me faz mais feliz; minhas tentativas inúteis de fazê-lo nesse estado também contribuem para o prolongamento das dores de garganta, e para completar não ficam nem um pouco bonitas. É um ciclo sem fim. A vontade de cantar me faz forçar a garganta, que responde das piores maneiras possíveis.

Ontem e hoje, sol e calor insuportáveis, a partir de amanhã, previsão de chuva. Aí não há garganta ou nariz que aguentem. Se decidam aí em cima, pelo bem dos meus dias.