quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Clássico Latino-Americano

Nada de análises como as que normalmente faço, análise opinativa.

Nenhum outro encontro entre países Sul-Americanos destaca-se tanto quanto Brasil x Argentina. Acho que não só no futebol, mas em todas as modalidades, por menos expressivos que os esportes sejam. Galvão Bueno sempre diz que perder pra Argentina é ruim até no par ou ímpar, é mais ou menos por aí.

Eu criei uma expectativa muito grande com relação ao jogo de ontem. Era a volta de Neymar (em definitivo, espero) e uma nova chance para Ronaldinho Gaúcho; a primeira partida de ídolo e fã um ao lado do outro, não tinha dúvidas que daria certo. Ainda que cheia de certezas, eu me via insegura, com medo de um possível resultado negativo ou pior, uma apresentação ruim, em termos gerais, não só dos dois. Os desfalques só reforçavam a tese de que seria um jogo complicado. E eu ainda nem citei os adversários: Messi, Di Maria, Higuaín, etc. Sorte nossa que eles não tiveram um dia muito inspirado e também contaram com desfalques importantes; caso contrário, seria um chocolate.

Encarando a realidade, por mais que também fosse frustrante, um empate sem gols seria um bom resultado diante do que foi apresentado durante a partida. O Brasil jogou o tempo inteiro sem uma referência de ataque e por mais que a defesa estivesse segura e sem comprometer, não adiantaria nada se o ataque não marcasse seus gols. O Brasil teve poucas chances de gol, sendo as mais claras de Daniel Alves; linda, senti pena por ter batido na trave e outra de Ronaldinho Gaúcho, de calcanhar, supreendente, como sempre. A Argentina também pouco arriscou. Em um jogo aéreo, Higuaín concluiu em duas oportunidades e Victor, o goleiro, defendeu as duas antes de ser assinalado o impedimento e Lionel Messi chutou caprichosamente uma bola rente à trave. Foi um clássico sem a emoção, a pegada e até sem muita discussão, o que está sempre presente em nossos duelos contra os hermanos.

O pecado do Brasil, que resultou no gol de Messi ao final da partida, ocorreu justamente durante a troca de passes do meio campo, tão ressaltada e priorizada por Mano Menezes. Um erro do jogador que estava lá para consertar, cadenciar o jogo, arrumar os passes, tranquilizar, etc. Douglas não é um jogador ruim, faz grandes jogos pelo Grêmio, mas não acho um grande nome para a posição que o camisa 10 representa. Não acredito no futuro dele na seleção, muito menos depois de ontem. Mano Menezes o convocou para testá-lo, assim como fará com muitos armadores nas próximas convocações, não era o momento para desperdiçar as chances de crescer dentro do grupo; não era momento de levar gol do Messi, nem da Argentina.

Deixando de lado o gol, para falar do desempenho geral da seleção:

- Eu não confio no Victor como goleiro titular, não teve culpa no gol, fez defesas importantes, tenho aprendido a reconhecê-lo como um grande goleiro, mas não como o titular.

- A zaga é tranquila, gosto do Tiago Silva e do David Luis individualmente, eles ainda não foram testados, o gol aconteceu quando a defesa inteira estava desarrumada, vão precisar de tempo para garantir a confiança e também de tempo para decepcionar. Vão bem.

- As laterais estão bem servidas. Daniel Alves vem calando a minha postura defensora ao Maicon, vem jogando muito bem, correu muito, teve de preocupar-se com Di Maria e quase fez um golaço ontem, poupado de qualquer crítica. André Santos é bom também, senti falta das subidas à linha de fundo e seus cruzamentos precisos, não cheguei a fazer teoria do porquê dsso, mas ele ainda tem créditos comigo.

- Volantes. O Lucas é um monstro, sem comentários. O Ramires é limitado, e especificamente ontem, não soube agir como elemento surpresa, isso também fez falta. Elias, sim, eu enxergo o Elias como volante, apesar de ser o polivalente do meio campo; li muitas resenhas dizendo que ele jogou mal, mas achei que ele foi bem. Os volantes tiveram um papel decisivo, já que na maioria das vezes eram eles os responsáveis por não deixar os atacantes argentinos verem a cor da bola. Conseguiram, até certo ponto...

- O meio campo é um setor carente, Mano Menezes ressalta a todo momento que ele está buscando um substituto para o Ganso. É isso mesmo. E o Brasil está num momento em que poucos armadores surgem, onde todos os meias formados também são volantes e onde os grandes camisas 10 em atuação no Brasil são argentinos! Tenso. Ronaldinho Gaúcho não foi mal, pelo contrário, foi bem; mas não serviu tanto as bolas como Paulo Henrique faria, por exemplo. É a principal função do armador. Ronaldinho vem oscilando em seu clube e nada garante que não oscile dentro da seleção também. Opções para Mano Menezes não faltam, ele terá que arriscar e procurar, dar confiança; até Paulo Henrique voltar a jogar, a 10 vai migrar de jogador para jogador. Eu torço pelo Diego, porque eu quero :)

- Que falta fez Alexandre Pato e como eu queria não ter que admitir isso! Logo aos 10 minutos percebi que o Robinho não estava num bom dia, como é o capitão, o Mano não teve peito para substituí-lo, só isso explica. Foi a pior partida que eu já vi o Robinho jogar. A formação não ajudou o entrosamento que ele e Neymar possuem, e sem uma referência de ataque, dois jogadores de velocidade nada poderiam fazer, até mesmo em um dia de grande inspiração. Neymar demorou pra entender que estava jogando um Brasil e Argentina, acho que isso ele nunca mais vai esquecer. Não jogou mal, mas tentou fazer tudo, inclusive centralizar-se, e não conseguiu. Com o Pato teria sido muito diferente, um pivô faria a diferença.

- Os substitutos de Neymar, Ramires e Ronaldinho foram André, Jucilei e Douglas. Como santista e conhecedora desses meninos, eu JAMAIS privaria o Neymar e o André de jogarem juntos, eles rendem muito melhor assim. Douglas perdeu a bola do jogo, não comentarei. Nesse momento, até as coisas boas se perderam na minha mente, se é que houveram, não lembro mesmo.

Com excessão ao que critiquei acima, não generalizo o trabalho, critico atitudes isoladas. Nada funcionou desde o começo da partida. A derrota precisava acontecer para que Mano Menezes aprendesse a lidar com a pressão que o cargo que ele ocupa lhe proporciona. Como eu ouvi no rádio hoje, ele é um homem inteligente, não se prende aos erros, está disposto a reconhecer que errou, encarar com tranquilidade e dar um passo a diante. Ele está aprendendo a ser técnico da seleção; da mesma forma que esses meninos da renovação estão aprendendo a ser jogadores da seleção. É diferente de jogar em clubes, movimenta uma nação. O peso da alegria é imensurável, o da tristeza também. Mas o pior é o da insatisfação, trabalhem nisso.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Jornal SP em fatias

Nos foi proposto em sala de aula uma tarefa em que deveríamos, com base em atividades cotidianas, preparar uma reportagem para a matéria de Edição e Reportagem Jornalística no rádio. A tarefa foi aplicada numa quinta feira, véspera de um feriado prolongado (07/09, terça feira) logo, o tema cotidiano precisou ser também um tema rápido, já que as primeiras gravações seriam cobradas já na outra semana.

Do início ao fim - minha matéria.

Pensei sobre várias coisas enquanto voltava para casa, olhei ao redor, quando cheguei em casa tinha em mente três temas: o mercado imobiliário (devido a quantidade imensa de prédios em construção no caminho), o trabalho informal (porque o trânsito me deixou parada de frente para o Largo Treze de Maio por alguns minutos) e a rotina das escolinhas de futebol (porque eu precisava pensar em algo a ver com esporte rs), pedi opiniões durante a quinta feira para minhas amigas e para a minha família, a escolha do tema mercado imobiliário foi unâmine entre aqueles que eu consultei e de total acordo por minha parte, era o assunto mais abrangente em um curto espaço de tempo.

Logo na sexta feira fui pedir autorização para gravar em uma construtora, perto de casa mesmo, expliquei os objetivos e concordaram em ceder a entrevista, me desesperei para encontrar algum bom mecanismo de gravação e só pude concluir a entrevista um dia antes da aula. Me trataram muito bem; tive dificuldades incontáveis, mas os áudios ficaram melhores do que eu pensava. O feriado acabou atrapalhando, porque nem a obra funcionava da mesma forma, nem as fontes estavam contatáveis. Mas eu consegui... levei os áudios de 3 pessoas (gerente de vendas, estagiário de engenharia e uma moradora do bairro) e algumas partes já selecionadas para editar em sala de aula.

Durante a aula da semana seguinte à da imposição da tarefa, os áudios não foram tão cobrados. A professora procurou nos ensinar a mexer no programa de edição, para que fizéssemos a nossa própria matéria sozinhos. Começamos a escrever nossos textos e conforme as pessoas terminavam, a professora ajudava, corrigia e quem se sentia seguro, já gravava na própria sala de aula. Não foi o meu caso, demorei duas aulas para produzir um texto que não parecesse confuso, me preocupei muito com isso, fiz o máximo que pude; devido a demora, acabei ficando sem a revisão da professora. O lado ruim é que eu não saberia os meus erros, não aprenderia com eles; o lado bom era saber que o texto que estava lá fora completamente escrito por mim, com uma consulta ou outra das minhas colegas, mas sem alterações de estilo ou de frases inteiras, como a professora chegou a fazer.

No mesmo dia em que terminei o texto, fiquei mais tarde no período de aula e aproveitei a sala vazia para gravar o off da matéria. Na quinta tentativa, senti que tinha ficado bom e fiquei um pouco cansada de repetir a mesma coisa por tantas vezes. Levei tudo pra casa e no mesmo dia finalizei a matéria, demorei cerca de 3 horas para unir a minha voz às sonoras. Saí mostrando para todo mundo da minha família, estava orgulhosa. Sou insegura com relação à minha voz, foi bom ouvir e me sentir dentro de uma produção jornalística sonora pela primeira vez. A matéria finalizada foi parar no meu pen drive, no meu celular, no meu email e em pastas do meu computador; enviei por email para as minhas amigas e para as minhas colegas da faculdade. Ninguém me criticou, se o fizeram para não acabar com a minha empolgação, eu não percebi. Estava feliz e confiante.

Do início ao fim - Jornal SP em fatias.

A surpresa aconteceu quando depois de algumas aulas de edição e finalização da matéria, a professora nos lembrou do sorteio de grupos para a apresentação de um radiojornal utilizando os off+sonora que estávamos produzindo até então.

Eu e minhas amigas estamos acostumadas a trabalhar juntas, torcemos para que o sorteio ocorresse de forma que pudéssemos continuar trabalhando juntas, e assim aconteceu. Como eu aleguei no dia, "nossos pais escolheram as iniciais certas para os nossos nomes," a divisão dos grupos aconteceu por ordem alfabética e na lista de chamada, os nomes de Rebeca, Rejane, Tábata e Tais
aparecem em sequência. Além de nós, outras pessoas que respondem presença um pouco mais tarde que os demais se juntaram. Um obstáculo a menos, o grupo era muito bom, não haveria qualquer tipo de conflito e o trabalho ficaria digno; logo na primeira "reunião de pauta" as ideias se encontraram.

Como se não bastasse a imposição dos grupos, os cargos de cada qual dentro deles também foi imposto. Eu fui nomeada chefe de reportagem. O nome sugeria (pelo menos para mim, na primeira impressão) que eu supervisionasse as matérias e
sua execução, mas estas já estavam feitas e não havia como reformá-las; me enganei, esse não o meu papel fundamental. Eu teria de organizar os scripts de cada integrante do meu grupo, cobrar a organização dos mesmos frente aos áudios para que o script oficial pudesse ser concluído sem erros. E após tudo feito, script oficial, pronto, teria de duplicar os audios e colocá-los em ordem de aparição, para facilitar o trabalho do operador de som, no dia da transmissão. Pode parecer fácil, mas eu tive que me desdobrar, tudo o que precisava estar feito para que eu concluísse minha parte estava atrasado e eu tive que renomear arquivos incontáveis vezes. Mas passou e fui premiada quando ouvi o operador de áudio elogiar a organização dos áudios do grupo; faz parte da minha personalidade me sentir bem, sorrir e agradecer quando reconhecem meu esforço e dedicação.

Tudo ocorreu muito bem, erros fora do previsto atrapalharam
um pouco, mas nada que fugisse a condição em que estávamos, apresentando nosso primeiro programa de rádio. Garantimos uma boa nota e fomos elogiados pela turma e pela professora. Foi apenas a primeira experiência com o rádio, mas eu estou plenamente orgulhosa de como tudo aconteceu. Muitos outros trabalhos de rádio virão, mas duvido que algum mexa comigo com a mesma intensidade que esses primeiros estão mexendo. Estou descobrindo dentro de mim algo que sempre me julguei incapaz de realizar, falar, mesmo com a minha voz completamente anti-jornalismo, e o melhor de tudo: gostar.

E esse foi o resultado final...




Até tentei corrigir aquelas pequenas falhas, mas não consegui. Então, vai ser publicado como realmente foi ao ar. É o início ao fim da transmissão ao vivo do nosso jornal, o São Paulo em fatias. Obrigada pela colaboração de todos do grupo, e também àqueles que foram sorteados na hora e exerceram muito bem a função de locutores e comentarista.

Taís Lenny em um momento de espontaneidade. É trabalho, filha, concentre-se!

Ramona Zanon
Rebeca Rodrigues
Rejane Santos
Tábata Porti
Tais Souza
Thiago Mourato
Verena Lopes
Victoria Guimarães
William Soares

Bruno Rizzato
Eduarda Estácio
Isabella Macedo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Enem

No ano passado eu era uma vestibulanda. Tinha feito cursinho aos sábados durante o ano todo enquanto terminava o ensino médio na escola. Quando finalmente chegou o dia do Enem, eu fiz uma pontuação razoável, devido principalmente aos meus 900 pontos em redação, mas que independente de tudo, não me qualificaria em nenhuma das universidades públicas que eu pretendia ingressar. Não devido à pontuação, mas primeiramente porque com todos os problemas de roubo das provas e a incompatibilidade das datas, as principais universidades abandonaram o Enem como forma de avaliar os alunos.

Eu fiquei indignada com o desdobrar da situação, afinal, a minha preparação de nada havia adiantado, eu tinha passado o fim de semana fazendo a cansativa prova e me perdido pela cidade, porque me mandaram pra longe da minha casa. Apesar da indignação, não podia reclamar muito, afinal, era só o meu primeiro vestibular e tinha certeza que muitas pessoas dependiam mais do Enem do que eu, já passavam de seus dois ou três anos tentando o ingresso em um curso de universidade pública, sem condições de pagar uma universidade particular e se esforçando para que o bom cursinho (também pago) surtisse efeito. Eu me indignei, pensei em tudo que fora jogado fora não só por mim como por outras pessoas, mas superei e agradeci porque meus pais prefiram iniciar o pagamento da minha atual universidade à me manter no cursinho por mais um ano, assim, abandonei a necessidade de fazer Enem em 2010.

Ainda bem que eu não tive que passar por isso de novo. Desacreditava que o meu ano de vestibular pudesse ser batido em questão de confusão por outros anos, muito menos imaginava que seria logo no ano seguinte. Perigo de cancelamento, já que ninguém assume completamente que o Enem será mesmo cancelado. Falam de suspensão, mas tudo é ruim! Penso naqueles que estavam na mesma condição que eu, no meu primeiro vestibular e naqueles que estavam passando por aquele nervoso novamente, como eu estaria se tivesse continuado fazendo cursinho e sonhando com uma USP ou Unesp da vida. Enem virou várzea e perdeu totalmente a credibilidade. E ainda querem esconder os problemas...

A melhor coisa que meus pais fizeram por mim recentemente foi começar a pagar a minha faculdade. Vou recompensá-los, digo isso a eles em pensamento; todos os dias.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Meu parecer sobre a política

Lembram quando há um tempo atrás escrevi que só gostaria de saber das eleições quando elas acabassem? Por fim chegou o momento de me interessar. É a partir da escolha da maioria e das comemorações pós resultados que vêm as conclusões das propostas, as primeiras reuniões, enfim, tudo o precisa ser feito para que o futuro do país comece a ser definido da melhor forma possível.

Logo na minha primeira eleição, me vi obrigada a justificar o meu voto, afinal, já havia uma viagem planejada para o feriado de Finados e não podíamos simplesmente cancelar devido à eleição. No meu caso, foi até uma forma de me livrar de escolher entre o sujo e o mal lavado, de contrariar a minha opinião ou de defender pontos com que eu não concordava. Como citei no Twitter, a minha privação do voto não interferiria em nada, uma vez que o meu voto seria anulado e entre as 15 pessoas que viajaram comigo, Dilma era maioria absoluta.

Devido à viagem, fiquei sem internet e não pude observar o desenrolar da apuração dos votos e as primeiras notícias, mas ao contrário de muitos conhecidos indignados, não reclamo da escolha de Dilma Roussef como futura presidente do nosso país; todos merecem uma oportunidade para mostrar que estávamos errados. O cargo que ela ocupará exige uma responsabilidade gigantesca e uma provação a mais, uma vez que ela é a primeira mulher eleita presidente do Brasil; se ela falhar, as críticas serão ainda mais severas contra seu governo, tenho na minha mente que ela evitará ao máximo chegar a esse ponto.

Durante esses últimos meses vivi um embate diário entre os meus pais, defensores de partidos opostos; conforme as eleições se aproximavam eles discutiam e me deixavam brava. Eu era contra os dois partidos, só conseguia pedir para que eles parassem de querer defender ambos os candidatos com argumentos furados. Mas em uma coisa tenho que concordar com o meu pai: nenhum paulista deveria defender o PSDB com tanta vontade. E meu voto continua nulo. Não tenho vergonha disso. O voto não deveria ser obrigatório; só quem tem consciência do que está fazendo deveria ter essa obrigação. É isso.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sem título

O entrevistado passou por uma série de turbulências e aos poucos sua vida volta ao normal, a medida que a normalidade chega, alguns veículos insistem em polemizar seus atos, por mais simples que sejam. Enquanto o entrevistado pede que a vida seja um pouco menos exposta por aqueles que o entrevistam, os entrevistadores alegam que se publicam os fatos é porque eles acontecem e merecem ser explicados e julgados.

Ao se dar conta de que há muito tempo não dá motivos graves para tantos julgamentos, ele diz uma ou outra expressão mal colocadas, mas que são interpretadas por cada lado de acordo com as suas próprias vantagens. O assessor diz que o entrevistado se portou bem durante a entrevista, a matéria não faz referência a isso e mete o pau, apresenta suites cheios de adjetivos. Um provoca, mas também é provocado. Na verdade, ao ler, parece que a provocação do entrevistado foi a principal parte da entrevista, ao que ela se destinou desde o começo; não é bem assim. A matéria anti-polêmica se transforma em mais uma polêmica.

Não é necessário que os fatos sejam ocultados, o que é necessário é o bom senso; medir o peso das palavras e priorizar assuntos. Por que todos batem na mesma tecla? Esqueçam, amenizem e se em algum dia por acaso infelicidades voltarem a acontecer, escrevam, debatam, xinguem e se matem dividindo opiniões... mas falem, sobretudo, sobre assuntos relevantes. É o melhor.

Mais um daqueles meus desabafos sem sentido, mas, consigo tirar desse episódio uma nova lição para a minha futura profissão.

Atchim...

Completei duas, ou quem sabe três, semanas em estado gripal.

Já estive pior, aos poucos estou me recuperando, mas nada tem ajudado nessa recuperação, só o passar dos dias mesmo. Quando menos espero o sol se tranforma em chuva, o dia azul em dia cinza e junto com a mudança drástica de temperatura aparece a mudança drástica de estado de saúde do meu nariz e da minha garganta. Acho desnecessário usar medicamentos para coisas tão simples, mas odeio quando tenho esses resfriados longos que demoram tanto para chegar ao fim.

E para completar, quando aparentemente estou na fase final dos espirros e incômodos, a chuva ataca para acentuar os fragéis indicios de não recuperação total; ou então algum convite tentador, como a praia do feriado, vem e completa a minha situação. A tosse ao menos foi embora, há alguns dias não aparece; e espero que não volte, ela atrapalha a hora mais sagrada do dia não só pra mim como para todos que habitam a minha humilde residência: o sono. Me pego dormindo em um monte de travesseiros, quase sentada, porque a minha mãe diz que isso ajuda, não sei se funciona cientificamente ou se age sobre o meu psicológico, mas não é confortável, de qualquer forma.

Ficar doente não deveria ser tão catastrófico como estou tratando neste texto. O grande problema é uma particularidade: com a voz prejudicada pela rouquidão, e os espirros e tosses involuntárias, eu não posso cantar e é isso o que mais me incomoda. Cantar alivia meus problemas, me faz mais feliz; minhas tentativas inúteis de fazê-lo nesse estado também contribuem para o prolongamento das dores de garganta, e para completar não ficam nem um pouco bonitas. É um ciclo sem fim. A vontade de cantar me faz forçar a garganta, que responde das piores maneiras possíveis.

Ontem e hoje, sol e calor insuportáveis, a partir de amanhã, previsão de chuva. Aí não há garganta ou nariz que aguentem. Se decidam aí em cima, pelo bem dos meus dias.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Enchanted.

This is me praying that this was the very first page,
Not where the storyline ends.

My thoughts will echo your name until I see you again
These are the words I held back as I was leaving too soon:
"I was enchanted to meet you."

Please don't be in love with someone else.
Please don't have somebody waiting on you.

Taylor Swift.

Me declaro completamente apaixonada
por essa música, desde a primeira vez que a escutei.


sábado, 23 de outubro de 2010

Vida longa ao Rei!

+ 284.

70 anos de Pelé, o grande culpado de tudo.

O Santos sempre foi reduto de gerações apaixonantes de garotos habilidosos, os Meninos da Vila, mas ele é o grande responsável pelo reconhecimento do jogador brasileiro mundialmente, foi ele quem fez o Santos ganhar a dimensão que ganhou no mundo.

Foi também quem provocou o encantamento do meu pai. Ele pôde acompanhar muitos jogos do Santos de Pelé quando este se apresentava nos palcos do Pacaembu. Ainda bem que ele pôde, ainda bem que isso o motivou a transmitir a herança santista para mim e para os meus irmãos. Eu imagino o quanto deve ter sido legal ter tido a oportunidade de ir ao estádio (sempre lotado) assistir àquela equipe que arrancava aplausos e sorrisos de sua torcida e até mesmo dos torcedores adversários.

Apesar de achar inútil qualquer tipo de comparação das gerações de ouro do Santos, as goleadas daquele time de Pelé, o brilhantismo e a repercussão da equipe, me remetem ao primeiro semestre do Santos-2010 (que não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade, eu não pude acompanhar nenhuma vez no estádio). A diferença é clara, mas este time me fez sorrir, ainda naqueles jogos em que perdia. Mas, para obecedecer às características do futebol atual, o Santos de 2010 se desmontou com a mesma facilidade com que se montou, durou muito menos do que a grande estada de Pelé e seus companheiros naquele Santos de 50 anos atrás.

Infelizmente conheço pouco da obra de Pelé, dos seus tantos gols e de suas grandes jogadas; que eu conheço é aquilo que todo mundo conhece, que se espalham nos programas de TV em épocas como essa. Hoje em dia, no futebol moderno muitos jogadores normais recebem rótulos como gênio ou craque, o que dizer de Pelé? Ele é de outro mundo. Fora de série. E brilhou no momento certo para se eternizar e não se contestar. Ainda que os chatos insistam em colocá-lo em um mesmo patamar.

A rodada desse fim de semana no Brasileirão será dedicada ao Rei, muitos clubes devem fazer homenagens a ele e o Santos não será diferente. Foi preparada uma camiseta especial, com um selo representativo. Uma das camisetas, a de número 70, vai ser utilizada por Neymar, que em votação popular, foi escolhido pelos santistas. Não foi surpresa, uma vez que Paulo Henrique Ganso não poderia receber votos. Resultado justo e merecido, afinal, entre os que poderiam ser votados, ele é o grande ídolo da geração, formado nas categorias de base do clube, artilheiro da equipe no ano e quem carrega o time nas costas. Não, o resultado não foi comprado e não, ele não manda no Santos ¬¬ USHUAHSU.

A responsabilidade dos meninos aumenta, porque terão que reviver os anos de glória do Peixe e vencer com propriedade. Se assumirem essa postura no resto do campeonato, eu agradeço, entende? :)


E voltando ao Pelé, gostaria de desejá-lo felicidades imensuráveis e que continue sendo um grande exemplo aos atletas e aos brasileiros em geral. E ao Edson, os mesmos desejos, um pouco mais comedidos, porque ao contrário do Pelé, este é passível a erros e a maus exemplos, mas aquele mesmo agradecimento por tudo o que sua vida representa na minha.

#PeléEterno.

sábado, 16 de outubro de 2010

As janelas da alma

Trabalho de Comunicação Visual.

TEMA: janelas, aquelas simples, que todos têm em casa.

Após uma indefinição quanto ao tipo de janela que seria fotografada e uma reunião de opiniões, decidimos ser um pouco mais subjetivas, fotografando as janelas que existem em cada um de nós, os olhos; janelas da alma, espelhos do mundo.

Saímos pela rua em um dia de clima fechado, temendo pela reação das pessoas. Um grupo de 6 meninas, no meio da principal avenida da cidade, abordando pessoas na rua e pedindo a troco de nada uma fotografia de seus olhos. Ao fim não recebemos muitos insultos e mais deixaram do que proíbiram nossa ação. O saldo foi positivo e divertido.

São anônimos, não sabemos seus nomes, empregos, classes sociais, mas cada um, de alguma forma, subjetivamente, nos passa uma sensação diferente que os caracteriza de acordo com a nossa interpretação. E agora, por puro instinto, acabo andando na rua e percebendo o olhar das pessoas e aos poucos, decifrando-os ou tentando decifrá-los.

Esse foi o resultado.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu acredito!



O ano era 2002, eu tinha 10 anos, não ligava tanto para o futebol, mas o meu time surpreendia e vivia uma grande fase. Meu pai estava confiante, e eu gostava de ver os jogos, gostava dos jogadores, todo mundo comentava e parecia gostar também! Naquele ano, o campeonato se organizava de forma diferente, os oito melhores se classificavam para uma nova chave, disputada em jogos de mata-mata; o Santos foi o oitavo. Jogaria sua sorte contra o líder: São Paulo e ganhou. Semi finais contra o Grêmio, também passou. Final contra o Corinthians, 8 pedaladas eternas, vencemos! E se eles não tivessem acreditado? Robinho, Diego, Léo, Elano, Alex, Renato e tantos mais representariam tudo o que representam hoje para o clube e para o torcedor? Foi nesse ano que eu pude aprender a essência de torcer pro Santos, que apesar de já sentir em outra oportunidades, nunca tinha mexido tanto comigo. Devo a essa "garotada" todo o meu lado fanático de hoje em dia.

O ano era 2004, o time ainda baseado naquele que conquistara o título em 2002 e participava da belíssima campanha de 2003 (vice da Libertadores e vice do Brasileiro) sofreu com problemas e situações diferentes, além do sequestro de dona Marina e o afastamento de Robinho por um tempo durante a competição, muitos gols invalidados que impediam triunfos e ainda assim, chegamos ao fim da competição nos sagrando campeões. E se os jogadores tivessem desistido?

O ano é 2010 e assim como em 2002 montamos um timaço, mesclando jogadores da base, veteranos e desconhecidos. A diferença é que nesse ano, a adaptação e construção da equipe foi tão rápida e tranquila, que ganhamos os dois títulos que disputamos. O desgate de participar de competições simultaneamente nos fez valorizar mais as vitórias pela Copa do Brasil, logo, perdemos pontos importantíssimos no início do Brasileirão. Após os títulos, houve desmanche no setor que fazia a diferença no Santos, o ataque. Dos 6 principais jogadores, 3 foram para a Europa, 1 sofreu uma grave lesão e o único que se mantém na equipe, está acreditando. Se o Neymar acredita, quem sou eu pra não acreditar? Se o time todo busca o título, quem sou eu para duvidar?

Embora a mídia nos descarte como possíveis vencedores do campeonato, defendo a seguinte posição: para o Santos nada mais interessa do que o título! Vaga na Libertadores nós já temos, não corremos risco de rebaixamento e com uma vitória hoje chegamos à uma distância de 6 pontos do líder, faltando 36 pontos em disputa. É difícil, porém não é impossível, não para quem acredita! Quem acredita sempre alcança.

E se não chegarmos ao título do Brasileiro, sinto pela modéstia, mas já conquistamos dois esse ano! HAHA.

Santos, sempre Santos! (L) #euacredito

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Me surpreendi, negativamente.

Em um dos meus últimos textos, onde comentava sobre política, me despedi dizendo que nos próximos dias haveria jogos da seleção brasileira e que conforme eles acontecessem, poderia escrever com mais propriedade sobre assuntos que me interessassem mais (risos) E era verdade, eu poderia, mas hoje dois dias depois da partida, digo que meus comentários e sentimentos não correspondem ao resultado.

É porque eu não gosto de futebol de resultados. É claro que quando um time é limitado e consegue um resultado feio em um jogo, nós entendemos, aplicamos o resultado à sorte ou ao mal desempenho do adversário, mas quando o futebol de resultados e feio é apresentado pela seleção brasileira, é impossível de ser admitido. As seleções tem o privilégio de reunir os melhores jogadores de seus países, e por reunir os melhores, deve apresentar sempre o melhor futebol.

Minhas críticas não são justificadas apenas pela ausência do Neymar, não é uma birrinha, como muitos podem pensar, achei bom pro Santos ele não ter sido convocado (risos) e também não posso prever se a presença dele mudaria o que foi o jogo em termos gerais, afinal, eu vi apatia, sufoco, dificuldades, erros de passe e de finalizações, até mesmo daqueles jogadores que eu sempre defendi. E isso porque ganhamos de 3 x 0, até com certa facilidade, pensem se o resultado fosse menos expressivo?

O jogo de ontem não foi contra um bom adversário, logo, a empolgação do torcedor já havia diminuído; ainda assim, eu seguia empolgada, era a seleção, a nova seleção! De nova não teve nada. Foram bonitos gols, principalmente o primeiro, mas o jogo em si foi tediante, facilmente comparável a um jogo comum, onde o time que se sai vencedor, vence porque é mais bem composto e não porque é mais merecedor. Apesar do placar mais extenso, fico com a sensação de que os 2 x 0 contra os EUA, realizado no dia 10 de agosto desse ano, foi o dia em que eu tive mais prazer em torcer pela Seleção Brasileira, mais do que durante toda a Copa do Mundo. E não sei porque, também sinto que vai demorar para que aconteça um sentimento igual outra vez.

Torço para que ao menos o espírito da "nova seleção" volte contra a Ucrânia e se comprove contra a Argentina daqui a uns meses. Esse sim será um grande teste, e se a postura tão defendida voltar, vamos brilhar, vencer e encantar. E eu, que tenho prazer em escrever e descrever jogos, vou abrir um sorriso do início ao fim do texto.

Relembrem comigo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Seis anos.

04 de outubro de 2004, a magia começou... pra nunca mais terminar.

Jamas podré reemplazar tu amor ni repetir lo que logramos sentir.
Siempre estaré agradecida, amor, tu me has dado lo que siempre soñe.
Necesitas saber que estarás en mi corazón.



Se houver paz e tolerância dentro de seus corações, o RBD nunca vai terminar.
(Alfonso Herrera)

domingo, 3 de outubro de 2010

Primeira votação

Há muito tempo não escrevo, o motivo que me trás a esse espaço não é dos meus preferidos e nem algo com que eu possa escrever com propriedade, mas ainda assim, é algo que merece ser comentado. Eleições.

Eu não sou neutra com relação à política, até porque ser neutra nesse caso significa não se importar com o país, e não é bem assim que acontece. O que me deixou numa encruzilhada foi justamente começar a querer me informar sobre os candidatos, já que era o meu primeiro ano como eleitora. Posso considerar que diferente dos outros anos, onde eu não votava e não me importava com candidatos e suas propostas, me vi presa a opções de escolha não eram de meu completo agrado. Os candidatos que valiam o meu voto, não tinham chance alguma de vencer, mas votei mesmo assim, afinal, é a democracia; cada qual exercendo seus direitos e dando sua opinião, da forma como lhe convém.

Eu postei uma frase no twitter que se analisada pode ser interpretada erroneamente: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Explicando melhor agora: eu estava na internet, vendo os sites nos quais eu costumo ler notícias em geral e conforme o esperado, o tema era política, atualizações constantes do resultado parcial de votos de cada candidato, pesquisas de boca de urna já definindo ganhadores e achismos. Se ligamos a televisão para tentar uma distração, vemos que a programação está completamente diferente do normal e que os mesmos achismos e resultados constantes ainda são a pauta do momento. Quando o canal não exibe a política, mostra aqueles programas chatos típicos do domingo e mais tarde, quando eu pensar em me divertir vendo Pânico na TV, adivinha qual será o assunto principal? Pelo menos nesse caso eu vou poder rir, porque o resultado aparente das votações é digno de choro, pelo menos para os meus ideais. Por isso eu não me envolvo. Não estou ansiosa para saber os resultados das votações, não há mais nada a ser feito. Por isso a frase: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Não preciso de um boletim de resultados a cada segundo.

Fora isso, um comentário que se enquadra no assunto, mas não tanto na questão de votações. Que sujeira esses santinhos fazem na cidade! Nenhuma pessoa que faz esses santinhos e os joga na rua merecia ser votado. Ainda mais em dia de chuva, fica um nojo. E acrescentamos as propagandas políticas, né. A prefeitura proíbe letreiros com o nome dos estabelecimentos, outdoors, mas quando envolve política a cidade pode ficar feia e suja, seja com santinhos ou com propaganda visual. Tenso.

Política não é a minha, mas com esse texto espero voltar às ativas.

Semana que vem tem jogo da Seleção Brasileira, ou melhor, dois jogos. Contra duas equipes pequenas, mas, é o que tem pra esse ano. Sem meu pequeno monstro, mas com bastante gente boa jogando. Vou assistir tudo e comentar por aqui. Beijos, até a próxima.

domingo, 26 de setembro de 2010

Delete

Deletei os meus dois últimos posts.

Conforme o assunto foi ficando mais complicado e tendo mais desdobramentos eu me via na necessidade de escrever mais e mais e isso acabava ficando chato; por isso apaguei tudo e não escrevi mais nada. Deveria ter direcionado a vontade e escrever para outros assuntos, mas não deu certo, a criatividade foi bloqueada. E agora que tudo está se resolvendo, só tenho uma frase para aqueles que insistem em dizer que "o futebol dele está voltando": na verdade, nunca foi embora.