terça-feira, 8 de março de 2011

O meu próprio país.

Quando você é criança, o seu mundo se ajusta aos seus desejos e é nesse mundo que você vive feliz. Às vezes acontecem imprevistos, seus pais dizem que não podem realizar seus sonhos, mas a coisa mais fácil é encontrar novas possibilidades e esquecer aquilo que não foi possível realizar. Eu sou entre três irmãos a filha caçula, única menina e além desse universo moldado pela proteção dos meus pais, eu tinha o meu próprio refúgio, o meu próprio "mundo da imaginação". Parece loucura analisar esse fato agora, mas para a criança sonhadora que eu era, era pura diversão.

Eu me autonomeio uma criança sozinha porque não tinha contato com primos de mesma idade e nem vivia em um bairro infestado de crianças; quando não estava assistindo aos programas da TV Cultura, os desenhos da Disney e as novelas mexicanas, estava brincando com as minhas bonecas, sozinha. Para isso, eu criava meus próprios diálogos e cenários; cada boneca tinha uma voz, uma personalidade e um nome. Meu irmão mais velho fazia tudo por mim e era complacente às minhas fantasias, sempre se interessava pelos meus assuntos e alimentava a minha imaginação. Talvez por isso ele tenha sido a maior vítima das minhas loucuras infantis.

Sabe quando você é criança e quer ser tudo o que existe no mundo? Princesa, super heroína, médica, dentista, professora, veterinária, cantora, detetive, atriz, cozinheira, artista de circo, pintora e tantas outras coisas? No meu país eu era tudo isso, bastava uma visita ao guarda roupa da minha mãe, um óculos escuro e um sorriso exagerado. O óculos escuro era a dica pro meu irmão saber se era eu, Rejane, ou se era algum personagem. O sorriso exagerado era bobagem mesmo. Eu criava situações, minhas bonecas viravam pacientes, alunas, amigas, malabares. Elas sofriam. Eu não faço ideia de como eu criei essa forma de brincar, só sei que eu criei. Não sei quanto tempo durou, mas durou tempo suficiente pra marcar minha memória. Quando tudo deixou de ter graça pra mim, meu irmão ainda insistia em querer saber como estavam a "doutora" ou a "dentista" e eu só desconversava. Dava risada e não respondia.

Muitos ficam surpresos quando eu respondo: "vou fazer 19 anos" e a surpresa não é só por causa da carinha de criança que a genética me forneceu, da voz que não atingiu um tom convincente, da altura que não me deu o porte ideal, mas principalmente pela forma como eu levo a minha vida. É importante não negar o que se é e a presença da minha criança interior é marcante, basta passar 5 minutos em minha companhia. Eu amadureci, me eduquei pra ser adulta e enfrento os desafios que me foram impostos por isso, não abandonei os gostos peculiares, os bichinhos de pelúcia nas prateleiras do quarto ou a visão romântica de enxergar o meu mundo ideal. Já não acredito fielmente em finais felizes porque aprendi a me decepcionar. Acredito na positividade, no poder do sorriso e na manutenção da inocência.

Para muitas pessoas da minha idade, a infância foi marcada por brincadeiras e jogos em grupo e eu também participei destas brincadeiras. A diferença é que antes de descobrir como era brincar com outras pessoas, eu brinquei comigo mesma.

Texto com análise baseada em relatos da infância, articulado para a disciplina de Estudos da Semiótica. 3º semestre de Jornalismo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Porra, Adílson!

Para começar o texto de hoje, já peço desculpas por algumas coisas.

A primeira é, o palavrão no título e algum eventual que aparecer no texto, estou escrevendo de cabeça quente e pode ser que eu não encontre sinônimos pras expressões usuais. E a segunda é o fato de voltar a escrever sobre futebol, eu estava tentando parar um pouco, mudar de rumo, de assunto e tornar o blog mais visitável; mas o que aconteceu hoje precisava ser relatado por mim em algum lugar, e nem o Twitter nem o Tumblr são adequados para a quantidade de caracteres.

Hoje aconteceu um novo empate, 1x1 contra o São Bernardo, na Vila Belmiro. Quem vê de fora diz que não é necessário preocupação, que a campanha é boa, que tudo está lindo, maravilhoso, mas não está. Enxergo o grupo deste ano comprometido, mas não vejo entrosamento em campo. E precisamos disso para cumprir o objetivo de conquistar a Libertadores.

Os primeiros jogos do Santos no Paulistão foram perfeitos: Goleadas ou então muitos gols marcados, volume de jogo, defesa bem postada, união e concentração. Era o reflexo daquilo que não só os santistas, como os torcedores de outros times, pensavam sobre o Santos de 2011. Avassalador, campeão de tudo, melhor representante brasileiro na Libertadores, etc. E tudo isso não era sem propósito.

Enfim, as primeiras exibições foram contra equipes sem expressão e o grande teste foi o clássico contra o São Paulo. O time foi bem, ganhou, mas a partir daí, caiu e muito de produção. Foi uma queda drástica. Todos os jogos a partir de então foram disputados sem vontade, independente de vitórias, derrotas ou empates. É isso que a torcida mais quer, vibração. Não importa se perde ou empata, por enquanto, mas que jogue com vontade de ganhar, sem se apequenar diante dos pequenos. O Santos é grande e merece gente grande o comandando e o defendendo, gente de caráter.

A queda de produção se deve à muitas coisas:

A contusão de atletas considerados fundamentais e titulares - Isso impediu que a escalação ideal fosse a campo por uma única oportunidade. É o time com Arouca, Jonathan e Ganso que corresponde ao Santos ideal, não nenhum outro que foi a campo esse ano. Quando Jonathan e Arouca dão indícios que estão em condições de jogo, logo se machucam novamente. É complicado! E ainda há a incógnita sobre a volta do Paulo Henrique, ninguém sabe se ele vai voltar bem e rápido o suficiente pra salvar o time. Acreditem, ele consegue salvar. Falta exatamente alguém como ele, com as funções dele, pra tudo dar certo. Torço pra isso acontecer todos os dias. E vai acontecer!

Jogadores importantes com destino traçado - Zé Love e Maikon Leite, atacantes e artilheiros da equipe, tem contrato fechado com Genoa-ITA e Palmeiras, respectivamente. Apesar da dedicação ao clube, jogam sobre pressão e não correspondem.

A invenção de posições de jogadores e escalações mal feitas - Por haver muitos jogadores machucados ou sem condições de jogo, o treinador preferiu mudar as funções dos jogadores de confiança em campo do que utilizar as peças de reposição do elenco. Isso sobrecarregou alguns e desmereceu outros. Exemplo: Danilo, 18 anos, voltou da sub20 voando na lateral direita, foi escalado em sua estreia na Libertadores como um meia/lateral/atacante um dia após chegar de viagem cansativa e sem treinar com o grupo.

Insistência em erros - Esse é o pior de todos. O Paulistão seria uma forma de treinar para a principal competição do ano; é claro que é importante ganhar o Paulistão também, mas não é o que exige mais foco e dedicação. Os erros cometidos no Paulistão, não podem se repetir na Libertadores, e quem adivinha o que aconteceu na Libertadores? Diogo e Neymar, que se conheceram um dia antes, foram escalados como dupla de ataque titular; Danilo vagou sem posição o jogo inteiro, a escalação ninguém entendeu ainda, o sistema de ataque e marcação, muito menos; não levamos gols do pior time do grupo 5, o que é bom, mas por outro lado, não fizemos gols e nem tivemos oportunidades para fazê-lo. Um 0x0 sem graça. Pra um jogo só, na principal competição do ano, foram erros demais.

Ok. Parei. Agora vamos ao objetivo do texto.

Não sei se eu deveria culpar o Adílson por tudo isso que eu citei, mas ele é o mais responsável por ter desandado com uma equipe que tinha tudo pra ser vitoriosa. O time que ele montou, ou quis montar, não deu certo. E o Santos não pode se prestar a aceitar que todo o planejamento vá para o lixo tão cedo! Ou tem uma conversa séria com comissão técnica e jogadores, para que estes tenham noção de tudo o que está acontecendo, ou toma uma decisão e encontra alguém mais competente pra lidar com os jogadores. Será uma decisão difícil e determinada pelo resultado obtido na partida desta quarta feira, contra o Cerro Porteño, adversário mais forte do grupo 5. Se perdermos, o que não pode acontecer mais nessa fase de grupos, alguém vai embora e por justa causa.

E fica aqui uma última corneta, mas com fundamentos: O Neymar perdeu sua função no time.

Estou com dó de ver ele jogando, não por achar que ele está jogando mal, muito pelo contrário. Mas antigamente, ele cobrava as faltas laterais e os escanteios do Santos; hoje só o Elano faz isso. Ele cobrava os pênaltis, agora o Elano faz isso. Não reclamando das cobranças do Elano, mas o Adílson poderia revezá-los. Fora que quando Neymar vai à campo, o Adílson prefere escalá-lo variando de posições. Praticamente o obriga a fugir de sua principal característica: as jogadas pela lateral esquerda. O treinadore acusa que "é um desperdício pra um jogador da qualidade dele jogar somente pela esquerda", mas na esquerda é justamente onde ele rende melhor. O Neymar hoje fica flutuando, indo buscar a bola no meio de campo, saindo da área. Por ter de conduzir o ataque do time, regularmente erra dribles ou é derrubado pelos adversários. É claro que ele erra jogadas, é difícil quando entre ele e a grande área há uma série de jogadores marcando e fazendo cobertura.

Estou muito solidária à ele nesse novo esquema. O menino correu feito barata tonta o jogo inteiro, fez lançamentos maravilhosos e jogadas lindas que não se concretizaram, provavelmente se ele recebesse as bolas que lançou hoje, teria feito os gols. O Neymar merece ter a liberdade pra jogar que o Adílson sugere, mas não um impedimento ou uma sobrecarga. Ele é o craque do time, tem poder de decisão, mas não cabe somente à ele toda a culpa ou todo o mérito.

Pronto, acabou. Antes do jogo de hoje eu pedi goleada, senti no final do primeiro tempo que daria, mas eu não sei o que aconteceu, só sei que não deu (: Então, o mínimo que esses ingratos podem oferecer pra torcida é um bom jogo contra o Cerro Porteño. Não importa o placar elástico, mas sim a vitória, indo pra cima com determinação, vestindo o manto com amor e emoção, como diz a nossa musiquinha. Sem medo de adversário, jogando e produzindo o que sabe e com alegria. Contagiando nós torcedores que estamos tão preocupados. As vaias de hoje correspondem ao que sentimos e é bom que vocês autovaiem-se também. Tá tudo errado e vocês podem fazer a diferença, podem consertar os erros, enquanto nós torcedores, só torcemos para que isso aconteça.

A gente ama demais esse clube! Por isso a gente vaia, por isso a gente reclama, por isso a gente corneta, por isso ficamos com o coração na mão. Sabemos do que vocês são capazes; sabemos a tradição da camisa que vocês defendem e queremos a glória tomando conta de seus pensamentos, os enxendo de vontade para que voltemos a comemorar, juntos. Sem cobranças e com confiança.

#RumoaoTri. Já começou!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Primeira viagem internacional, será?

As aulas na faculdade voltaram a pouco tempo e com elas voltaram as conversas empolgadas e as muitas ideias. Três meses em casa é tempo demais pra pensar em muita coisa e a primeira semana de aula é além de tudo, feita pra externar vontades, desejos e planejar, planejar muito.

O fato é que todo mundo quer viajar em julho! E viajar de verdade (;

Como a nossa faculdade tem vários programas de cursos no exterior, estivemos pensando em viajar para um desses cursos, por um mês. O que nos motiva pra organizar pra tão cedo é a dificuldade de cursar no exterior no futuro, por conta de estágios e trabalhos fixos. O destino seria uma universidade na Califórnia e o objetivo, uma fluência em inglês.

A iniciação do fechamento das turmas começa dentro de algumas semanas e eu ainda não tenho nem o dinheiro, nem o passaporte, nem o visto e nem permissão e apoio total dos meus pais. Terei que providenciar tudo o mais rápido possível para agilizar as coisas. A energia das minhas amigas está contagiando, mas ainda não decidi se vou ou não. Tenho medo de passar tanto tempo longe de casa, não sei como eu lidaria com a saudade e com essa pseudo-independência.

Eu tenho certeza de que se a viagem fosse planejada pra um país latino ou até quem sabe a Espanha, eu já estava lá. Meu sonho é conhecer países hispânicos. Ao menos a comunicação não seria um empecilho que me assustaria tanto. Apesar de fazer aula de inglês a quatro anos e ter uma noção boa, eu não gosto de inglês e nem sou segura com o meu inglês.

Na minha vida é melhor que eu goste, que eu aprenda e que eu fale e eu sei disso. Agora me resta pensar na viagem, correr atrás e decidir se eu vou ou não.

Tem um tempinho ainda, tem muita coisa pra acontecer, pra dar certo e pra dar errado. Que seja feita a melhor escolha.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mudei tudo.

Quem sabe isso dê um up na minha vontade de escrever, na minha criatividade pra criar textos e na variedade de assuntos. É, estou numa pior com os meus textos, mas não quero abandonar o blog em definitivo, quero manter ativo e ter o meu espaço pra loucuras.

Nunca tenho a intenção de ser repetitiva, mas acabo sendo. Na obsessão de manter o espaço atualizado, gasto os dias com textos sem propósito.

Conto com a ajuda dos meus amigos pra me livrar desse bloqueio criativo rs Drama, né? Crise existencial.

E também, pode ser que o blog seja frequentado por pessoas que estão interessadas em conhecer o meu estilo de escrita, e não a minha paixão pelo Santos ou o que acontece na minha vida todos os dias, meus medos, inseguranças, talentos e preferências.

Preciso pregar opiniões, descrever pontos importantes e relatar acontecimentos com mais frequência. E o pior é que eu sei disso desde que eu comecei o blog, o criei com esse objetivo.

Até breve.
Com melhores ideias, eu espero.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Parabéns Neymar.

Hoje é aniversário do monstrinho! (: E eu disse que ia escrever alguma coisa, coisas que eu nunca escrevi; até porque no momento que as coisas aconteceram, ninguém estaria do meu lado.

Ao contrário do que eu deixo bem claro hoje em dia, eu não era muito fã do Neymar. Sempre havia uma sombra que não me deixava assumir de vez o meu lado Neymarzete; essa sombra se chamava Paulo Henrique Ganso. Quando o trágico acidente teve de desviar a sombra que encobria o Neymar, eu o acolhi. Aí ele escolheu ficar mais um pouco na Vila, pra talvez conquistar mais o carinho da torcida. E foi fácil aprender a gostar dele, muito fácil.

Tudo começou em setembro do ano passado, quando o Neymar se descontrolou. Em alguns jogos fez umas firulas desnecessárias, começou a cair em provocações e atingiu o auge da crise contra o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro. O Santos perdia por 2x0 e iniciou uma reação que possibilitou uma virada. Neymar foi o nome da partida e quando foi derrubado na área, quis cobrar o pênalti. Ordens do banco o proibiram, já que estava numa fase ruim para cobranças de penalidade. Ele acatou as ordens, mas não gostou, reclamou com o técnico, xingou o capitão Edu Dracena e começou a firular de novo, não passava a bola pra ninguém, deu uma de menino mimado. Ele nunca tinha feito isso dentro de campo. Eu credito essa reviravolta de comportamento à sobrecarga de responsabilidade que se depositou nele após saída de jogadores importantes e lesão do Paulo Henrique. Ele não aguentou.

OK. Passou o episódio, o chamaram de monstro, foi punido mais de 5 vezes, mesmo depois de pedir desculpas publicamente a torcedores, técnico e companheiros, humilhado, malhado, criticado e de todas as formas, foi tratado como dono do clube e o culparam pela demissão do técnico, quiseram acabar com a sua carreira pra sempre. Sim, as ofensas partiam de todos os lugares, os falsos moralistas e anti-Neymar adoraram. A medida que as críticas começaram a ser abusivas, eu comecei a me cansar. Comprei o lado dele e desde aí não saí mais do lado do Neymar.

Desde então, ele assumiu o time inteiro. Foi vice-artilheiro do campeonato Brasileiro. Eleito melhor jogador da temporada, conquistou a América e a Europa, só o Brasil parece não estar totalmente conquistado. Ainda há críticas, ainda que os elogios sejam muito mais frequentes; quem diria que o menino de 18 anos que todo mundo quis queimar, ia dar a volta por cima dessa forma?

Ele é o grande ídolo dessa geração de meninos da Vila, que orgulha o torcedor, honra a camisa, e pode usar os clichês que forem, mas que sabe o que fazer para conquistar a torcida. Não acredito no papo de que ele só vai embora em 2014, até porque ele tem talento e precisa mostrá-lo para o mundo. Não quero que a despedida seja logo, mas que dure tempo o suficiente para marcar seu nome na história do clube e se Deus quiser, conquistar os títulos que tanto queremos.

É claro que nos meus sonhos dourados, a FIFA passa a considerar o futebol sulamericano, e ele (assim como o Paulo Henrique, claro) se consagra melhor do mundo jogando no Brasil e defendendo a seleção Brasileira, igual aconteceu com o Pelé. Ia ser o máximo, e mais um feito para sua carreira.

Eu torço por você, Neymar, sou sua fã. Não sou como as que te acham o mais bonito, que não veem defeitos em você; eu sou corneta, vou cornetar sempre que você merecer e quero que você seja o melhor do mundo, dê motivos de alegria pra todos os brasileiros e cale a boca de todos aqueles que um dia enxeram a boca pra dizer que você não tinha futuro, ou que você era problemático e isso atrapalharia o seu futebol. É muito fácil julgar, difícil é ter 18 anos e carregar tanta pressão. Você está lidando bem com tudo isso agora.

FELIZ ANIVERSÁRIO!
Dê uma de monstro de novo e destrua a Argentina amanhã.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A maior das batalhas por Thorben Knudsen

QUE TEXTO MARAVILHOSO! Em busca de vídeos sobre a partida histórica de 1995, achei esse texto na descrição. Utilizei uma parte para descrever o Giovanni, mas o texto inteiro é algo fantástico. Parabéns a quem escreveu, tenho orgulho de quem tem o dom das palavras assim.

A maior das batalhas por Thorben Knudsen

A Terra

Eu estava lá. E vou contar para meus filhos. Foi uma batalha inesquecível. A batalha de Kiergard não foi mais nobre, a de Frömsted não foi mais sangrenta. Eu estava lá. E vou contar para meus filhos. Naquela tarde o vento não soprou e a Lua ficou parada no meio do céu para olhar a grande luta. Os dois exércitos se enfrentaram sobre a grama verde do verão. Mas depois da batalha o verde tornara-se vermelho, tanto foi o sangue derramado pelos combatentes. Naquele tarde não anoiteceu, porque o Sol não quis se pôr para não perder nenhum lance da grande batalha. Eu estava lá, e vou contar para meus filhos.

Os Homens

Eu estava lá, e vou contar para meus filhos que, de todos os combatentes, o mais valoroso era o Homem-de-Cabelos-Vermelhos. Ninguém corria como ele, ninguém se esquivava dos golpes dos adversários como ele, ninguém matava como ele. E naquela tarde ele fez sua melhor luta. Naquela tarde, o Homem-de-Cabelos-Vermelhos, que já ídolo, quase virou Deus. Mas havia outros, havia muitos outros. Na retaguarda, como última esperança, como último homem a defender a bandeira, estava o Príncipe-de-Cabeça-Sem-Pelos, o filho do Rei. E no flanco esquerdo havia o Anão-Gigante, ágil como um coelho, esperto como uma raposa e traiçoeiro como um rato. Mas havia outros, havia muitos outros. Havia um com o nome de Galo, mas que merecia ser chamado de Tigre, outro a quem chamavam Pequeno-Carlos, mas que devia ser chamado Carlos-Gigante, e um de nome Passos, mas que dava saltos. E ainda havia Marcos, que tem o nome no plural porque aparece em vários lugares ao mesmo tempo. Eu vi todos estes homens, e vou contar para meus filhos.

A Luta

A missão destes homens era quase impossível. Eles tinham que derrubar três vezes a bandeira inimiga. Não uma nem duas, mas três. Parecia impossível, mas "impossível" era uma palavra que esses guerreiros não sabiam falar (principalmente Macedo, o gago). E já na primeira metade da luta a bandeira inimiga havia ido ao chão duas vezes. O Homem-de-Cabelo-Vermelho já havia feito parte do milagre. Houve então uma trégua. Os inimigos, vestidos de verde, se recolheram para descansar, beber água feito mulheres e orar por melhor sorte. Mas os homens de branco não. Os homens de branco ficaram no campo de batalha. Há quem diga que eles ficaram lambendo o sangue dos inimigos que havia caído pela grama, mas isso eu não vi. E o povo dos guerreiros de branco gritava e urrava. Então, na segunda metade do combate o milagre aconteceu por completo. Mesmo com menos homens, o exército de branco derrubou mais uma vez a bandeira inimiga. E outra, e mais uma. E no final da luta a bandeira dos homens-de-verde já havia caído cinco vezes. E quando a guerra acabou o povo de branco andava de joelhos, se abraçava e se beijava. Homens que não se conheciam cumprimentavam-se como irmãos e cantavam hinos de guerra. E os guerreiros foram para o meio do campo da batalha e deram-se as mãos. Então o Homem-de-Cabelo-Vermelho ficou no meio do círculo e levitou até a altura de um pinheiro. E seus cabelos pegaram fogo e só então, com inveja, o Sol se pôs. Eu estava lá, e vou contar para meus filhos.

JOSÉ ROBERTO TORERO,
jornalista da Folha de São Paulo, santista de coração.

Parabéns G10.

Hoje é aniversário do G10vanni, o Messias da Vila. Parabéns G10!

Apesar de ter rápidas passagens nas campanhas de 2005 e 2010, o período mais marcante de G10 na Vila foi em 1995/1996. Nessa época, eu com 3 anos, ligava mais pra TV Cultura, papéis e lápis de cor e nem sabia o que era futebol; mas agora, sempre que eu vejo esse vídeo fico arrepiada.




Meu pai e meus irmãos estavam no estádio nesse dia. Era uma semifinal de Campeonato Brasileiro, o Santos jogava contra o Fluminense para tirar uma diferença de 3 gols vindos da primeira partida, realizada no Rio de Janeiro. O Pacaembu estava lotado e corremos atrás da classificação. No intervalo, o time se recusou a descer para os vestiários, para sentir a vibração da torcida e garantir a vitória.

Giovanni comandou o jogo, fez gols, assistências, jogou uma barbaridade, tenho vontade de ver esse jogo inteiro ainda, pra sentir a emoção do início ao fim, encontrei poucos registros na internet.

Eu estava lá, e vou contar para meus filhos que, de todos os combatentes, o mais valoroso era o Homem-de-Cabelos-Vermelhos. Ninguém corria como ele, ninguém se esquivava dos golpes dos adversários como ele, ninguém matava como ele. E naquela tarde ele fez sua melhor luta. Naquela tarde, o Homem-de-Cabelos-Vermelhos, que já ídolo, quase virou Deus.

José Roberto Torero, jornalista da Folha, sobre Giovanni naquele dia.

Na final, infelizmente perdemos para o Botafogo em um jogo até hoje discutido por questões de arbitragem. Alguns torcedores reconhecem o Santos como campeão moral de 1995, eu estou entre eles :)

Não é a toa que mesmo sem ganhar títulos, é ídolo de todos os santistas. Ops, sem ganhar títulos? Não. O Giovanni fez parte do grupo que ganhou o campeonato Paulista de 2010. A final do campeonato tinha de tudo pra ser uma festa para ele, ele faria sua partida final e consagraria o clube como campeão, mas o Santo André resolveu jogar bola e com 3 jogadores expulsos, o título escorregava de nossas mãos, Giovanni acabou não jogando. Mas ao menos pode gritar campeão. Algo que lhe foi privado antes.

Parabéns, Giovanni! Obrigada por tudo aquilo que eu não pude acompanhar, por enxer de esperanças uma geração desmotivada e pela dedicação e amor ao Santos. Se não houve uma despedida oficial, talvez seja porque ainda há muito para acontecer. Obrigada pelo Paulo Henrique, também (;

Em 2010, comemoração do aniversário de Giovanni e
Neymar, dias 4 e 5 de fevereiro, respectivamente.


E amanhã, é aniversário do monstrinho Neymar, quem sabe eu escreva alguma coisa também (;

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Glamour Editorial.

Tradução da matéria da Revista Glamour México, sessão Glamourama - Hombre, com Alfonso Herrera. Me apaixonei pelo texto; eu diria que se coubesse a mim esse editorial, ele seria redigido de forma semelhante. Fui eu quem traduziu e adaptou, se perceberem algum erro, tolerem, ok? Guiem-se pelo contexto.

Glamour Editorial

Alfonso Herrera nos mostra um novo lado de sua personalidade. Com uma obra em cartaz e dois filmes prestes a ser lançados durante o ano, esse mexicano tem tudo para seguir colecionando triunfos em sua carreira. Nesse mês tão romântico, te apresentamos ao Poncho, um galã por excelência que com certeza vai te conquistar.
Glamourama: Homem.

Sim, Poncho Herrera, aquele de Clase 406. Sim, Poncho Herrera, aquele da telenovela renomada e que depois se tranformou em um grupo musical ainda mais famoso (Dificuldade de escrever Rebelde e RBD, né). Sim, Poncho Herrera, o mesmo que ainda que esteja próximo a completar 10 anos desde que fez seu primeiro filme, Amarte Duele, assegura que continua sendo o mesmo, somente ele. Te garanto que depois de ler este artigo, o verá com outros olhos.

Por Adma Kawage.

É um fato: Poncho Herrera pode fazer com que qualquer mulher se apaixone em 3,54 horas. Devo confessar, não sem temer a fúria das milhões de fãs do ator, que até o dia da sessão de fotos para Glamour, não me considerava uma conhecedora e nem fiel seguidora de sua carreira que rapidamente me demonstraria o porquê de Poncho ser tão bom para reunir admiradoras.

Chegou à nossa sessão vestido casualmente, discreto, com o cabelo desarrumado e um caminhar tão calado que no começo, nem me dei conta de sua presença. Cumprimentou pessoalmente a toda a equipe e não quis tomar café. Estávamos um pouco atrasados, mas se ele estava impaciente, não notamos. Entre brincadeiras, exibia suas meias comemorativas dos Pumas, as mesmas que ele dizia que aproveitava para colocar cada vez que tinha que usar meias escuras. Como poderemos não gostar desse homem?

Hoje, Poncho tem um dos papéis principais da obra Rain Man, produção que se apresentou pela primeira vez na América Latina e a mesma que estará em cena até março deste ano na Cidade do México, antes de iniciar sua turnê pelo resto do país. Charlie Babbit, personagem que se tornou lenda por Tom Cruise no filme de 1988, é um homem cujo pai morre deixando uma herança multimilionária a um de seus irmãos que sofre de autismo, chamado Savant, o que lhe confere memória privilegiada. Charlie decide capturar Raymond, fazendo uma viajem que o transformará de maneira não somente externa, mas também interna, mudando sua visão do que é a família e o valor dos laços de sangue.

Herrera se sente cômodo de estar de volta ao teatro e assegura que é um grande projeto com uma excelente equipe de diretores e produtores. Para ele, representa um grande avanço e aprendizagem sair de sua zona de conforto e se valer da atuação diretamente sobre o palco, sem edições ou segundas tomadas. Por trás da aventura que foi a obra, nos promete com um movimento de ombros e com as palmas das mãos para cima, que não sabe o que vem depois disso, nem qual personagem gostaria de interpretar. "Acredito que os papéis certos são aqueles que escolhem para você, e tudo vem aos poucos, até agora foi assim que todos chegaram a mim".

Este ano, além da obra, estreiará dois filmes, ambos dramáticos, um chamado Venezzia (perfeito!) e outro cujo nome, até o fechamento da edição, era Así es la suerte. Os projetos e ofertas continuam chegando a sua porta. Que sorte para nós, aquelas que querem ver tudo o que esse ator é capaz de oferecer.

Durante as fotos, assume a personalidade de cada setting sem problemas. Passamos de um cenário urbano para um casual e para outro de playboy festeiro novamente sem problemas. E a cada vez que o fotógrafo anunciava que já tínhamos quadros suficientes para uma tomada, o ator relaxava os ombros, nos presenteava com um sorriso aberto e voltava a ser somente Poncho. Um homem a mais, que poderia ser qualquer um de seus conhecidos; se é que você tem conhecidos tão ridiculamente bonitos.

Poderia jurar que do Poncho de Clase 406 ao Poncho de Rain Man havia uma diferença radical. Ele nos assegura o contrário, que a única coisa que mudou de verdade foi o passar dos anos. "Continuo fazendo exatamente o mesmo, me sinto exatamente igual, ainda que tenha uma responsabilidade maior no trabalho." Entre seus hobbies de toda a vida está o futebol, é um fã incondicional dos Pumas e joga na liga de Ajusco nos fins de semana; tem os mesmos amigos de sempre, sai e vai ao cinema com sua família. Com um relógio na mão, a cada minuto nos tornamos mais confiantes e menos receosos. E quando nos conta que seus exemplos a seguir são seu pai e sua mãe, nos compra.

Para terminar, o perguntei: se seus amigos pudessem descrevê-lo em uma única palavras, qual seria? E ele respondeu: peculiar. Sim, Poncho, suas milhões de fãs de sempre e depois de 3,54 horas, agora eu, estamos de acordo. Herrera é peculiarmente divertido, peculiarmente acessível, peculiarmente encantador, peculiarmente talentoso, mas sobretudo, peculiarmente habilidoso e rápido para conquistar uma mulher de forma infalível.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Hospedeira - trecho.

Minhas férias só se diferem dos dias letivos porque nos dias letivos eu tenho uma rotina, já nas férias a monotonia impera. Eu não faço nada a não ser aquilo que faço normalmente, mas além da tarde, minha manhã e minha madrugada são vagas. Aí, quando eu canso de estar de férias, eu fico buscando passatempos interessantes, quase sempre livros, filmes ou séries de televisão, como foi o caso de Gossip Girl. Finalizando todas as temporadas da série, eu me prendi ao livro do título do tópico, já imaginava que seria assim.

Stephenie Meyer, autora da saga Crepúsculo, sabe como criar universos paralelos ao nosso e confundir os mundos. E para ajudar bastante, ela cria um suspense que faz com que seja impossível deixar de ler. É uma loucura, uma confusão, mas é fantástico.

A Hospedeira se passa num futuro próximo, onde a humanidade foi tomada por extraterrestres que recebem o nome de Almas; elas são implantadas no cérebro humano e tomam sua consciência. As Almas possuem uma organização semelhante a da sociedade humana, porém vivem em harmonia, sem divisão de classes sociais ou troca de dinheiro por mercadorias. Alguns humanos sobrevivem em meio às Almas e eles são uma raça procurada pelos chamados Buscadores, que têm a missão de encontrá-los. Quando Melanie, uma humana, é descoberta e comete suicídio, a Alma Peregrina, é implantada em sua mente com a missão de descobrir o paradeiro dos outros humanos. O que as Almas não imaginam é que Melanie é capaz de controlar suas memórias, impedindo que Peregrina descubra detalhes sobre sua vida, bloqueando tentativas, forçando detalhes sentimentais sobre sua vida humana e, principalmente, se comunicando com Peregrina. Assim, a humana Melanie consegue fazer com que Peregrina nutre sentimentos por seus amigos e por sua própria hospedeira. Aliadas, elas fogem das Almas e partem em busca de Jamie, o irmão, e Jared, o grande amor de Melanie e agora também, o grande amor da vida de Peregrina.

Para aqueles que pretendem ler, o trecho que segue faz parte do capítulo 50, ou seja, conta parte do desfecho da história. O desfecho completo nem eu descobri ainda, mas posso imaginar, já que a curiosidade não me impediu de procurar informações antes da hora. Esse trecho é para mim o mais marcante até agora, resume muitos sentimentos da personagem. Devo terminar de ler o livro ainda hoje e vou ficar com muita saudade.

Capítulo 50 - Sacrificada; página 452.

Tateei meu rosto com a ponta de meus dedos. Eles eram mornos sobre a pele, pele que era suave e bonita. Eu estava feliz de devolver o rosto de Melanie do jeito que ele era. Eu fechei os olhos e toquei minhas pálpebras.

Eu tinha vivido em tantos corpos, mas nunca um que eu amei assim. Nunca um que eu desejasse dessa forma. E claro: era desse que eu tinha que desistir.

A ironia me fez rir, e eu me concentrei em sentir o ar que passava em pequenas bolhas pelo meu peito e garganta. Risadas eram como uma brisa leve – limpava o caminho pelo meu corpo, fazendo tudo sentir melhor. As outras espécies também tinham esse remédio tão simples? Eu não consegui lembrar de nenhuma.

Eu toquei meus lábios e lembrei da sensação de beijar Jared e da sensação de beijar Ian. Nem todo mundo tinha a chance de beijar tantos corpos bonitos. Eu tive mais do que isso, mesmo neste curto espaço de tempo.

Tão curto. Talvez um ano, eu não tinha muita certeza. Só um curto espaço de tempo nesse planeta azul e verde que girava em torno dessa estrela excepcionalmente amarela. A vida mais curta que tive das vidas que tive. A mais curta, mais importante, mais sofrida das vidas. A vida que para sempre me definiria.

A vida que finalmente me ligaria a uma estrela, a um planeta, a uma pequena família de estranhos. Um pouco mais de tempo... isso seria tão errado?

Não. Melanie suspirou. Só mais um pouco de tempo.

Você nunca sabe quanto tempo terá. Eu murmurei de volta.

Mas eu sabia. Eu sabia exatamente quanto tempo eu tinha. Eu não podia tomar mais tempo. Meu tempo tinha acabado.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Rafael, seu lindo.

O texto sobre o tumblr foi sem sentido, mas necessário. Afinal, deixei de escrever um super texto no tumblr para escrever aqui no blogspot, lugar onde os textos são a prioridade e não as imagens. Mas de qualquer forma, vou ter que postar a imagem. Foi esta:

Ninguém é obrigado a desvendar a imagem, então vou ajudar. A carinha destacada é Rafael Cabral Barbosa, 20 anos, goleiro do Santos. Ela está posicionada em cima de um muro, porque por ser um goleiro fantástico, que faz defesas difíceis, ele acaba fechando o gol. O canhão corresponde aos chutes dos adversários que param na nossa muralha. Ok, agora vou para o que interessa.

Defesa aos goleiros!

Desde minha época de escola, nas aulas de Educação Física, eu jogava no gol nas partidas de Handbal. No começo era porque eu precisava participar de alguma forma das aulas e ao menos no gol não havia contato físico e como o gol sempre sobrava, alguém precisava ocupar a posição. Eu ia. Com o tempo eu comecei a gostar de ser goleira, cheguei a jogar alguns campeonatos interclasse como goleira do time da minha sala. O fato é que ser goleira é muito difícil. Eu passei a gostar dos goleiros, ser solidária aos seus frangos e saídas desastrosas e a valorizar ainda mais suas grandes partidas.

Eu acho que sou uma das únicas santistas que defende o Felipe "Mão de Alface" (é, aquele da twitcam indiscreta que disse sobre o salário e o cachorro) perante aos demais, não por causa de suas palavras idiotas, mas como goleiro. Ele assumiu o gol de um dos piores times da história do Santos aos 21 anos, se destacou, mas não ganhou a confiança da torcida (Neymar e Ganso estavam inclusos no mesmo elenco). Em 2010, diante da falta de uma grande contratação, ele se manteve na posição, dessa vez muito mais inseguro, porque a medida que o super time atacava, a defesa de expunha, ele levava muitos gols e falhava muito. Perdeu a posição de titular pouco antes da parada para a Copa do Mundo. Logo depois, se contundiu gravemente em um treino e parou por 6 meses. Ele tem 23 anos, 13 anos de clube, sonha em fazer história no Santos e é santista assumido. Teve seus bons momentos, na Copa do Brasil foi um dos principais responsáveis pela classificação à final; mas suas más atuações o marcaram negativamente com a torcida santista. Eu defendo o Felipe, gosto dele, ele só tem muito a aprender.

^ Só escrevi isso agora porque a tempos eu queria desabafar sobre o Felipe, e ele cedeu sua posição de titular para o meu querido Rafael, né, então faz sentido :)

O primeiro jogo

Ontem foi o início do Campeonato Paulista, como diria Tiago Leifert, o mais forte e mais invejado do Brasil. Meu time, time do Rafael, começou praticamente com a escalação reserva, porque uma vez que o meio campo completo está ausente, a defesa (que era a única titular) acaba sendo prejudicada. Mas o resultado foi ótimo: 4x1. Como disseram na transmissão, apesar da goleada, o melhor jogador em campo era o goleiro Rafael. Defendeu de mão trocada, no pé do adversário, a queima roupa, de longe, de perto e até pênalti. Um mito! Gritei pela primeira vez durante partidas do Santos em 2011.

O cara merece respeito. Há dois anos atrás (se não me engano) em um lance de treinamento, Domingos quebrou a perna dele e adiou sua estreia entre os profissionais; com certeza esse adiamento era o destino. As coisas aconteceram no momento certo para Rafael e hoje ele é titular absoluto de um dos grandes candidatos à conquista dos campeonatos que disputa. E a torcida pode enfim respirar aliviada, porque confia no nosso goleiro. Confia no time e confia em tudo.

Começamos muito bem o ano. Vai pra cima deles, Santos!




tumblr.

Apresento-lhes um endereço cada vez mais citado aqui neste blog: www.rezsantos.tumblr.com

O tumblr é uma mistura de blog e rede social bem mais eficiente do que o twitter, por exemplo, que foi criado com essa função. Eu já conhecia há um tempo, mas não tinha o meu porque conhecia poucas pessoas cadastradas no site; como ele é uma rede social, é um pouco sem graça quando não se conhece bem e não tem amigos para compartilhar. Quando muitas pessoas que eu conhecia resolveram fazer o seu, me motivei a fazer também. A ideia era experimentar, mas eu acabei AMANDO.

O meu tumblr serve para assuntos momentâneos, deve-se à ele o meu abandono ao blogspot. Como o tumblr é mais espontâneo, guardo para o blogspot assuntos e textos mais elaborados, apesar de pensar nestes com menos frequência. Esse é o motivo da carência de posts no meu blogspot; não é sempre que eu tenho algo que dá um bom texto, principalmente quando há a "rivalidade" do tumblr.

Eu aconselho todo mundo que faça um tumblr para si, é muito legal.

Gossip Girl, XOXO.

Há uns anos atrás, eu não lembro muito bem a razão, comecei a assistir Gossip Girl. Assim como muitos fãs da série, também concordo que a 1ª temporada é a mais legal e isso me motivou a continuar assistindo; porém, ao perceber que meu casal favorito não vingaria e com o amornamento da história, eu abandonei.

Quando criei meu tumblr, vários seguidores reblogavam e postavam fotos e cenas da série, me deu uma saudade súbita e eu resolvi aproveitar as férias para me atualizar na série, que se encontra na 4ª temporada. Revi a 1ª temporada, passei o momento de baixa na 2ª, me apaixonei novamente pelos personagens e hoje, mais focada, assisto um episódio atrás do outro e não vejo a hora de terminar para ficar na expectativa de esperar a continuação.

Apesar de toda a futilidade que envolve a trama (não é pouca) é possível extrair pontos positivos. O primeiro é o valor da amizade, já que o quarteto fantástico se reúne e esquece as diferenças para ajudar uns aos outros quando estão com problemas. O segundo está relacionado ao valor da mentira e da verdade nos relacionamentos, já que com a Gossip Girl, todos os segredos são descobertos cedo ou tarde. E o terceiro está agrupado em Penn Badgley, Ed Westwick e Chace Crawford, sem comentários.


Estou no segundo capítulo da 4ª temporada, faltam 9 episódios para chegar aonde parou. Por querer chegar logo ao final, eu estou respirando e comendo Gossip Girl em alguns momentos; até esqueci que tenho vida social rs mas ok, foi uma escolha minha. Sinto que essa overdose de série na minha cabeça me fez até lidar melhor com o meu inglês, hoje é mais fácil entender o que as personagens dizem, até mesmo sem legenda. Fico feliz por isso, é mais um ponto positivo :)

Sou apaixonada pelo casal Serena van der Woodsen e Dan Humphrey; acho que as melhores fases de seus personagens foram quando eles estavam juntos ou queriam estar juntos. A quarta temporada ensaia uma possível volta, mas não acho que a história caminha para isso, não por enquanto. Minha vontade seria que eles terminassem juntos. As cenas são de uma veracidade impressionante, muito porque os intérpretes namoravam na vida real, terminaram a pouco tempo, triste. Tão lindos.

E acreditem se quiserem, adoro o Chuck! :D É o melhor personagem da série, com as melhores histórias, melhores cenas e melhor voz rs Impossível não gostar dele, mesmo com todos os seus defeitos. O casal formado com Blair Waldorf é fantástico também.

O ponto negativo é que a comodidade e a futilidade contagiam. É triste ver a galera nos táxis, limosines e carros com motorista da vida, quando na sua realidade você pega ônibus lotado. É, mas a gente supera, isso e as roupas, sapatos e vestidos maravilhosos também (: