quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sem título

O entrevistado passou por uma série de turbulências e aos poucos sua vida volta ao normal, a medida que a normalidade chega, alguns veículos insistem em polemizar seus atos, por mais simples que sejam. Enquanto o entrevistado pede que a vida seja um pouco menos exposta por aqueles que o entrevistam, os entrevistadores alegam que se publicam os fatos é porque eles acontecem e merecem ser explicados e julgados.

Ao se dar conta de que há muito tempo não dá motivos graves para tantos julgamentos, ele diz uma ou outra expressão mal colocadas, mas que são interpretadas por cada lado de acordo com as suas próprias vantagens. O assessor diz que o entrevistado se portou bem durante a entrevista, a matéria não faz referência a isso e mete o pau, apresenta suites cheios de adjetivos. Um provoca, mas também é provocado. Na verdade, ao ler, parece que a provocação do entrevistado foi a principal parte da entrevista, ao que ela se destinou desde o começo; não é bem assim. A matéria anti-polêmica se transforma em mais uma polêmica.

Não é necessário que os fatos sejam ocultados, o que é necessário é o bom senso; medir o peso das palavras e priorizar assuntos. Por que todos batem na mesma tecla? Esqueçam, amenizem e se em algum dia por acaso infelicidades voltarem a acontecer, escrevam, debatam, xinguem e se matem dividindo opiniões... mas falem, sobretudo, sobre assuntos relevantes. É o melhor.

Mais um daqueles meus desabafos sem sentido, mas, consigo tirar desse episódio uma nova lição para a minha futura profissão.

Atchim...

Completei duas, ou quem sabe três, semanas em estado gripal.

Já estive pior, aos poucos estou me recuperando, mas nada tem ajudado nessa recuperação, só o passar dos dias mesmo. Quando menos espero o sol se tranforma em chuva, o dia azul em dia cinza e junto com a mudança drástica de temperatura aparece a mudança drástica de estado de saúde do meu nariz e da minha garganta. Acho desnecessário usar medicamentos para coisas tão simples, mas odeio quando tenho esses resfriados longos que demoram tanto para chegar ao fim.

E para completar, quando aparentemente estou na fase final dos espirros e incômodos, a chuva ataca para acentuar os fragéis indicios de não recuperação total; ou então algum convite tentador, como a praia do feriado, vem e completa a minha situação. A tosse ao menos foi embora, há alguns dias não aparece; e espero que não volte, ela atrapalha a hora mais sagrada do dia não só pra mim como para todos que habitam a minha humilde residência: o sono. Me pego dormindo em um monte de travesseiros, quase sentada, porque a minha mãe diz que isso ajuda, não sei se funciona cientificamente ou se age sobre o meu psicológico, mas não é confortável, de qualquer forma.

Ficar doente não deveria ser tão catastrófico como estou tratando neste texto. O grande problema é uma particularidade: com a voz prejudicada pela rouquidão, e os espirros e tosses involuntárias, eu não posso cantar e é isso o que mais me incomoda. Cantar alivia meus problemas, me faz mais feliz; minhas tentativas inúteis de fazê-lo nesse estado também contribuem para o prolongamento das dores de garganta, e para completar não ficam nem um pouco bonitas. É um ciclo sem fim. A vontade de cantar me faz forçar a garganta, que responde das piores maneiras possíveis.

Ontem e hoje, sol e calor insuportáveis, a partir de amanhã, previsão de chuva. Aí não há garganta ou nariz que aguentem. Se decidam aí em cima, pelo bem dos meus dias.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Enchanted.

This is me praying that this was the very first page,
Not where the storyline ends.

My thoughts will echo your name until I see you again
These are the words I held back as I was leaving too soon:
"I was enchanted to meet you."

Please don't be in love with someone else.
Please don't have somebody waiting on you.

Taylor Swift.

Me declaro completamente apaixonada
por essa música, desde a primeira vez que a escutei.


sábado, 23 de outubro de 2010

Vida longa ao Rei!

+ 284.

70 anos de Pelé, o grande culpado de tudo.

O Santos sempre foi reduto de gerações apaixonantes de garotos habilidosos, os Meninos da Vila, mas ele é o grande responsável pelo reconhecimento do jogador brasileiro mundialmente, foi ele quem fez o Santos ganhar a dimensão que ganhou no mundo.

Foi também quem provocou o encantamento do meu pai. Ele pôde acompanhar muitos jogos do Santos de Pelé quando este se apresentava nos palcos do Pacaembu. Ainda bem que ele pôde, ainda bem que isso o motivou a transmitir a herança santista para mim e para os meus irmãos. Eu imagino o quanto deve ter sido legal ter tido a oportunidade de ir ao estádio (sempre lotado) assistir àquela equipe que arrancava aplausos e sorrisos de sua torcida e até mesmo dos torcedores adversários.

Apesar de achar inútil qualquer tipo de comparação das gerações de ouro do Santos, as goleadas daquele time de Pelé, o brilhantismo e a repercussão da equipe, me remetem ao primeiro semestre do Santos-2010 (que não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade, eu não pude acompanhar nenhuma vez no estádio). A diferença é clara, mas este time me fez sorrir, ainda naqueles jogos em que perdia. Mas, para obecedecer às características do futebol atual, o Santos de 2010 se desmontou com a mesma facilidade com que se montou, durou muito menos do que a grande estada de Pelé e seus companheiros naquele Santos de 50 anos atrás.

Infelizmente conheço pouco da obra de Pelé, dos seus tantos gols e de suas grandes jogadas; que eu conheço é aquilo que todo mundo conhece, que se espalham nos programas de TV em épocas como essa. Hoje em dia, no futebol moderno muitos jogadores normais recebem rótulos como gênio ou craque, o que dizer de Pelé? Ele é de outro mundo. Fora de série. E brilhou no momento certo para se eternizar e não se contestar. Ainda que os chatos insistam em colocá-lo em um mesmo patamar.

A rodada desse fim de semana no Brasileirão será dedicada ao Rei, muitos clubes devem fazer homenagens a ele e o Santos não será diferente. Foi preparada uma camiseta especial, com um selo representativo. Uma das camisetas, a de número 70, vai ser utilizada por Neymar, que em votação popular, foi escolhido pelos santistas. Não foi surpresa, uma vez que Paulo Henrique Ganso não poderia receber votos. Resultado justo e merecido, afinal, entre os que poderiam ser votados, ele é o grande ídolo da geração, formado nas categorias de base do clube, artilheiro da equipe no ano e quem carrega o time nas costas. Não, o resultado não foi comprado e não, ele não manda no Santos ¬¬ USHUAHSU.

A responsabilidade dos meninos aumenta, porque terão que reviver os anos de glória do Peixe e vencer com propriedade. Se assumirem essa postura no resto do campeonato, eu agradeço, entende? :)


E voltando ao Pelé, gostaria de desejá-lo felicidades imensuráveis e que continue sendo um grande exemplo aos atletas e aos brasileiros em geral. E ao Edson, os mesmos desejos, um pouco mais comedidos, porque ao contrário do Pelé, este é passível a erros e a maus exemplos, mas aquele mesmo agradecimento por tudo o que sua vida representa na minha.

#PeléEterno.

sábado, 16 de outubro de 2010

As janelas da alma

Trabalho de Comunicação Visual.

TEMA: janelas, aquelas simples, que todos têm em casa.

Após uma indefinição quanto ao tipo de janela que seria fotografada e uma reunião de opiniões, decidimos ser um pouco mais subjetivas, fotografando as janelas que existem em cada um de nós, os olhos; janelas da alma, espelhos do mundo.

Saímos pela rua em um dia de clima fechado, temendo pela reação das pessoas. Um grupo de 6 meninas, no meio da principal avenida da cidade, abordando pessoas na rua e pedindo a troco de nada uma fotografia de seus olhos. Ao fim não recebemos muitos insultos e mais deixaram do que proíbiram nossa ação. O saldo foi positivo e divertido.

São anônimos, não sabemos seus nomes, empregos, classes sociais, mas cada um, de alguma forma, subjetivamente, nos passa uma sensação diferente que os caracteriza de acordo com a nossa interpretação. E agora, por puro instinto, acabo andando na rua e percebendo o olhar das pessoas e aos poucos, decifrando-os ou tentando decifrá-los.

Esse foi o resultado.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu acredito!



O ano era 2002, eu tinha 10 anos, não ligava tanto para o futebol, mas o meu time surpreendia e vivia uma grande fase. Meu pai estava confiante, e eu gostava de ver os jogos, gostava dos jogadores, todo mundo comentava e parecia gostar também! Naquele ano, o campeonato se organizava de forma diferente, os oito melhores se classificavam para uma nova chave, disputada em jogos de mata-mata; o Santos foi o oitavo. Jogaria sua sorte contra o líder: São Paulo e ganhou. Semi finais contra o Grêmio, também passou. Final contra o Corinthians, 8 pedaladas eternas, vencemos! E se eles não tivessem acreditado? Robinho, Diego, Léo, Elano, Alex, Renato e tantos mais representariam tudo o que representam hoje para o clube e para o torcedor? Foi nesse ano que eu pude aprender a essência de torcer pro Santos, que apesar de já sentir em outra oportunidades, nunca tinha mexido tanto comigo. Devo a essa "garotada" todo o meu lado fanático de hoje em dia.

O ano era 2004, o time ainda baseado naquele que conquistara o título em 2002 e participava da belíssima campanha de 2003 (vice da Libertadores e vice do Brasileiro) sofreu com problemas e situações diferentes, além do sequestro de dona Marina e o afastamento de Robinho por um tempo durante a competição, muitos gols invalidados que impediam triunfos e ainda assim, chegamos ao fim da competição nos sagrando campeões. E se os jogadores tivessem desistido?

O ano é 2010 e assim como em 2002 montamos um timaço, mesclando jogadores da base, veteranos e desconhecidos. A diferença é que nesse ano, a adaptação e construção da equipe foi tão rápida e tranquila, que ganhamos os dois títulos que disputamos. O desgate de participar de competições simultaneamente nos fez valorizar mais as vitórias pela Copa do Brasil, logo, perdemos pontos importantíssimos no início do Brasileirão. Após os títulos, houve desmanche no setor que fazia a diferença no Santos, o ataque. Dos 6 principais jogadores, 3 foram para a Europa, 1 sofreu uma grave lesão e o único que se mantém na equipe, está acreditando. Se o Neymar acredita, quem sou eu pra não acreditar? Se o time todo busca o título, quem sou eu para duvidar?

Embora a mídia nos descarte como possíveis vencedores do campeonato, defendo a seguinte posição: para o Santos nada mais interessa do que o título! Vaga na Libertadores nós já temos, não corremos risco de rebaixamento e com uma vitória hoje chegamos à uma distância de 6 pontos do líder, faltando 36 pontos em disputa. É difícil, porém não é impossível, não para quem acredita! Quem acredita sempre alcança.

E se não chegarmos ao título do Brasileiro, sinto pela modéstia, mas já conquistamos dois esse ano! HAHA.

Santos, sempre Santos! (L) #euacredito

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Me surpreendi, negativamente.

Em um dos meus últimos textos, onde comentava sobre política, me despedi dizendo que nos próximos dias haveria jogos da seleção brasileira e que conforme eles acontecessem, poderia escrever com mais propriedade sobre assuntos que me interessassem mais (risos) E era verdade, eu poderia, mas hoje dois dias depois da partida, digo que meus comentários e sentimentos não correspondem ao resultado.

É porque eu não gosto de futebol de resultados. É claro que quando um time é limitado e consegue um resultado feio em um jogo, nós entendemos, aplicamos o resultado à sorte ou ao mal desempenho do adversário, mas quando o futebol de resultados e feio é apresentado pela seleção brasileira, é impossível de ser admitido. As seleções tem o privilégio de reunir os melhores jogadores de seus países, e por reunir os melhores, deve apresentar sempre o melhor futebol.

Minhas críticas não são justificadas apenas pela ausência do Neymar, não é uma birrinha, como muitos podem pensar, achei bom pro Santos ele não ter sido convocado (risos) e também não posso prever se a presença dele mudaria o que foi o jogo em termos gerais, afinal, eu vi apatia, sufoco, dificuldades, erros de passe e de finalizações, até mesmo daqueles jogadores que eu sempre defendi. E isso porque ganhamos de 3 x 0, até com certa facilidade, pensem se o resultado fosse menos expressivo?

O jogo de ontem não foi contra um bom adversário, logo, a empolgação do torcedor já havia diminuído; ainda assim, eu seguia empolgada, era a seleção, a nova seleção! De nova não teve nada. Foram bonitos gols, principalmente o primeiro, mas o jogo em si foi tediante, facilmente comparável a um jogo comum, onde o time que se sai vencedor, vence porque é mais bem composto e não porque é mais merecedor. Apesar do placar mais extenso, fico com a sensação de que os 2 x 0 contra os EUA, realizado no dia 10 de agosto desse ano, foi o dia em que eu tive mais prazer em torcer pela Seleção Brasileira, mais do que durante toda a Copa do Mundo. E não sei porque, também sinto que vai demorar para que aconteça um sentimento igual outra vez.

Torço para que ao menos o espírito da "nova seleção" volte contra a Ucrânia e se comprove contra a Argentina daqui a uns meses. Esse sim será um grande teste, e se a postura tão defendida voltar, vamos brilhar, vencer e encantar. E eu, que tenho prazer em escrever e descrever jogos, vou abrir um sorriso do início ao fim do texto.

Relembrem comigo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Seis anos.

04 de outubro de 2004, a magia começou... pra nunca mais terminar.

Jamas podré reemplazar tu amor ni repetir lo que logramos sentir.
Siempre estaré agradecida, amor, tu me has dado lo que siempre soñe.
Necesitas saber que estarás en mi corazón.



Se houver paz e tolerância dentro de seus corações, o RBD nunca vai terminar.
(Alfonso Herrera)

domingo, 3 de outubro de 2010

Primeira votação

Há muito tempo não escrevo, o motivo que me trás a esse espaço não é dos meus preferidos e nem algo com que eu possa escrever com propriedade, mas ainda assim, é algo que merece ser comentado. Eleições.

Eu não sou neutra com relação à política, até porque ser neutra nesse caso significa não se importar com o país, e não é bem assim que acontece. O que me deixou numa encruzilhada foi justamente começar a querer me informar sobre os candidatos, já que era o meu primeiro ano como eleitora. Posso considerar que diferente dos outros anos, onde eu não votava e não me importava com candidatos e suas propostas, me vi presa a opções de escolha não eram de meu completo agrado. Os candidatos que valiam o meu voto, não tinham chance alguma de vencer, mas votei mesmo assim, afinal, é a democracia; cada qual exercendo seus direitos e dando sua opinião, da forma como lhe convém.

Eu postei uma frase no twitter que se analisada pode ser interpretada erroneamente: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Explicando melhor agora: eu estava na internet, vendo os sites nos quais eu costumo ler notícias em geral e conforme o esperado, o tema era política, atualizações constantes do resultado parcial de votos de cada candidato, pesquisas de boca de urna já definindo ganhadores e achismos. Se ligamos a televisão para tentar uma distração, vemos que a programação está completamente diferente do normal e que os mesmos achismos e resultados constantes ainda são a pauta do momento. Quando o canal não exibe a política, mostra aqueles programas chatos típicos do domingo e mais tarde, quando eu pensar em me divertir vendo Pânico na TV, adivinha qual será o assunto principal? Pelo menos nesse caso eu vou poder rir, porque o resultado aparente das votações é digno de choro, pelo menos para os meus ideais. Por isso eu não me envolvo. Não estou ansiosa para saber os resultados das votações, não há mais nada a ser feito. Por isso a frase: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Não preciso de um boletim de resultados a cada segundo.

Fora isso, um comentário que se enquadra no assunto, mas não tanto na questão de votações. Que sujeira esses santinhos fazem na cidade! Nenhuma pessoa que faz esses santinhos e os joga na rua merecia ser votado. Ainda mais em dia de chuva, fica um nojo. E acrescentamos as propagandas políticas, né. A prefeitura proíbe letreiros com o nome dos estabelecimentos, outdoors, mas quando envolve política a cidade pode ficar feia e suja, seja com santinhos ou com propaganda visual. Tenso.

Política não é a minha, mas com esse texto espero voltar às ativas.

Semana que vem tem jogo da Seleção Brasileira, ou melhor, dois jogos. Contra duas equipes pequenas, mas, é o que tem pra esse ano. Sem meu pequeno monstro, mas com bastante gente boa jogando. Vou assistir tudo e comentar por aqui. Beijos, até a próxima.

domingo, 26 de setembro de 2010

Delete

Deletei os meus dois últimos posts.

Conforme o assunto foi ficando mais complicado e tendo mais desdobramentos eu me via na necessidade de escrever mais e mais e isso acabava ficando chato; por isso apaguei tudo e não escrevi mais nada. Deveria ter direcionado a vontade e escrever para outros assuntos, mas não deu certo, a criatividade foi bloqueada. E agora que tudo está se resolvendo, só tenho uma frase para aqueles que insistem em dizer que "o futebol dele está voltando": na verdade, nunca foi embora.


sábado, 11 de setembro de 2010

As confusões em que me envolvo

Hoje eu me vi em um sábado como outro qualquer, me dividi entre filmes, computador, televisão e paradas para respirar ou comer. Nada demais. Só que, para a compensação do meu tédio, todos os jogos de futebol que passaram na televisão me interessavam e eu emendei um no outro até que eu me cansasse, ou tivesse outra coisa melhor para me ocupar. Apesar dessa minha loucura por futebol que todo mundo já conhece, eu admito que jogos de outros clubes não me interessam tanto, afinal, gosto de acompanhar os jogos tendo um motivo para torcer e são poucos os clubes (com excessão ao Santos e à Seleção Brasileira) para os quais eu me vejo comemorando uma vitória.

Vamos à uma breve explicação de como eu seleciono esses poucos clubes:

Como torcedora fanática, como pessoa que ama o futebol e como menina, eu acabo tendo uma lista de jogadores favoritos e o critério varia muito. Não incluo em minhas listas os jogadores internacionais, até porque não acompanho muito os campeonatos fora do Brasil, conheço um ou outro por acaso, mas acabo me identificando mais e melhor com aqueles que fizeram ou fazem parte do elenco do Santos ou da Seleção Brasileira.

No caso da Seleção, na maioria das vezes, nos identificamos pelo fato de lá estarem os melhores jogadores de cada posição e os mais comprometidos com o futebol brasileiro; por isso é natural que ao torcermos por determinados jogadores da seleção, torçamos também por seu melhor rendimentos em clubes da Europa. É o meu caso com relação a Inter(ITA). Não conheço a história do clube, não me apaixonei por ele e muito menos tenho camisas de suas campanhas, mas torço e acompanho seus jogos para torcer por Lúcio, Maicon e Júlio César: membros da Seleção Brasileira. Só para constar, jogadores que mereceram estar na Seleção e que jogam muito bem. Sou fã. Aprendi a ser. A Inter jogou hoje e eu só pude acompanhar poucos minutos do jogo, não cheguei a ver o gol do Lúcio, mas fiquei feliz pela vitória da equipe.

Já o caso do Santos é mais complexo, porque é meu time do coração. Quando uma equipe se forma e dá certo, mantemos um vínculo com os jogadores que é inexplicável. Infelizmente, essas grandes equipes se desmancham muito rápido e cada jogador toma um rumo diferente, alguns no próprio país, outros em novos países. O Santos é um time sujeito à desmanches e também à formação de ídolos. Quando ocorrem os desmanches, eu me chateio, mas em geral passo a gostar dos clubes para os quais os jogadores se dirigem. Em alguns casos, dependendo da situação, eu encaro os clubes como "inimigos", mas é raro. Tantas idas e vindas no futebol me fizeram ter uma simpatia por times como Werder Bremen, Wolfsburg (ALE), Juventus, Milan, Inter (ITA), Real Madrid, Sevilla (ESP); entre outros. Nutri raiva por Manchester City, Tottenham e o Chelsea; curiosamente, todos são ingleses.

O título "confusões em que me envolvo" parte da ideia de que por gostar tanto dos jogadores, tenho uma vontade impressionante de ver os seus jogos, saber de seus desempenhos e etc. Hoje, praticamente todos esses times preferidos jogaram e eu tive que me emendar para acompanhar pela televisão ou pela internet. Simplesmente, como eu disse antes, para conter o tédio ou simplesmente por amor, um amor inexplicável. Quem me vê nessa condição de apaixonada pelos jogadores pode achar que é loucura, confundir tudo ou pensar o pior. Mas a confusão quem faz sou eu e a loucura também. Não precisam entender, o sentimento quem entende também sou eu. Basta torcer e sentir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma semana como a última

Sábado.
Sábado.
Domingo.
Sábado.
Domingo.
Segunda.
Sexta.
Sábado.
Sábado.
Domingo.

Dá um beijo no Nonó

Uma diferença de 13 anos. Mas o meu melhor amigo de infância foi você. Se eu sou um pouco mais sonhadora e levo a vida dessa forma a culpa é parcialmente sua. Eu pouco me lembro da minha infância e ao me esforçar para lembrar da nossa relação, me vem em mente coisas mais recentes; se não são recentes, são histórias tão extendidas que tiveram tempo para serem mantidas na minha memória. O menino da filmadora, que a cada segundo vinha enxer o saco pra me filmar em todos os momentos (não sei se isso era uma vontade sua, ou da nossa mãe, mas era assim que acontecia), que assistia aos filmes da Disney comigo, que prendia o meu cabelo lá no alto para não me atrapalhar, que me buscava na escola e deixava eu sentar no banco alto do ônibus pra ficar feliz, que ia pra piscina de mil litros só para ocupar espaço e fazer palhaçada, que se importava quando me via brincando com as minhas bonecas, perguntando se elas estavam doentes, se eu já tinha dado comida ou trocado a roupa porque estava frio; que me fazia acreditar que acreditava no submundo que eu criei para os meus brinquedos e para os meus milhões de personagens. Muita coisa. Quando eu estava abandonando as bonecas, você já se formava na faculdade. Direito. Advogado. Eu achava isso muito sério pra você, ainda acho, ainda que ache menos. Até hoje você comenta sobre uma coisa ou outra que eu já nem me lembro mais, ou as fotos fazem isso por nós, mas apesar da sua implicância ao insistir em suas perguntas as vezes insuportáveis ou em saber de cor o nome das minhas bonecas preferidas e de meus personagens mais marcantes... tudo na vida muda. O tempo foi passando e tudo isso foi perdendo a graça. Você pode finalmente deixar a minha infância de lado.

No entanto, obrigada por cuidar de mim. Feliz Aniversário

E sim, ocultei nesse texto todas coisas que não são boas em totalidade.

Irmãos.

















sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ensaio sobre a cegueira - José Saramago (pág 124)

...Ontem vimos, hoje não vemos, amanhã veremos, com uma ligeira entonação interrogativa no terço final da frase, como se a prudência, no último instante, tivesse decidido, pelo sim, pelo não, ascescentar a reticência de uma dúvida à esperançadora conclusão.