sábado, 16 de outubro de 2010

As janelas da alma

Trabalho de Comunicação Visual.

TEMA: janelas, aquelas simples, que todos têm em casa.

Após uma indefinição quanto ao tipo de janela que seria fotografada e uma reunião de opiniões, decidimos ser um pouco mais subjetivas, fotografando as janelas que existem em cada um de nós, os olhos; janelas da alma, espelhos do mundo.

Saímos pela rua em um dia de clima fechado, temendo pela reação das pessoas. Um grupo de 6 meninas, no meio da principal avenida da cidade, abordando pessoas na rua e pedindo a troco de nada uma fotografia de seus olhos. Ao fim não recebemos muitos insultos e mais deixaram do que proíbiram nossa ação. O saldo foi positivo e divertido.

São anônimos, não sabemos seus nomes, empregos, classes sociais, mas cada um, de alguma forma, subjetivamente, nos passa uma sensação diferente que os caracteriza de acordo com a nossa interpretação. E agora, por puro instinto, acabo andando na rua e percebendo o olhar das pessoas e aos poucos, decifrando-os ou tentando decifrá-los.

Esse foi o resultado.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu acredito!



O ano era 2002, eu tinha 10 anos, não ligava tanto para o futebol, mas o meu time surpreendia e vivia uma grande fase. Meu pai estava confiante, e eu gostava de ver os jogos, gostava dos jogadores, todo mundo comentava e parecia gostar também! Naquele ano, o campeonato se organizava de forma diferente, os oito melhores se classificavam para uma nova chave, disputada em jogos de mata-mata; o Santos foi o oitavo. Jogaria sua sorte contra o líder: São Paulo e ganhou. Semi finais contra o Grêmio, também passou. Final contra o Corinthians, 8 pedaladas eternas, vencemos! E se eles não tivessem acreditado? Robinho, Diego, Léo, Elano, Alex, Renato e tantos mais representariam tudo o que representam hoje para o clube e para o torcedor? Foi nesse ano que eu pude aprender a essência de torcer pro Santos, que apesar de já sentir em outra oportunidades, nunca tinha mexido tanto comigo. Devo a essa "garotada" todo o meu lado fanático de hoje em dia.

O ano era 2004, o time ainda baseado naquele que conquistara o título em 2002 e participava da belíssima campanha de 2003 (vice da Libertadores e vice do Brasileiro) sofreu com problemas e situações diferentes, além do sequestro de dona Marina e o afastamento de Robinho por um tempo durante a competição, muitos gols invalidados que impediam triunfos e ainda assim, chegamos ao fim da competição nos sagrando campeões. E se os jogadores tivessem desistido?

O ano é 2010 e assim como em 2002 montamos um timaço, mesclando jogadores da base, veteranos e desconhecidos. A diferença é que nesse ano, a adaptação e construção da equipe foi tão rápida e tranquila, que ganhamos os dois títulos que disputamos. O desgate de participar de competições simultaneamente nos fez valorizar mais as vitórias pela Copa do Brasil, logo, perdemos pontos importantíssimos no início do Brasileirão. Após os títulos, houve desmanche no setor que fazia a diferença no Santos, o ataque. Dos 6 principais jogadores, 3 foram para a Europa, 1 sofreu uma grave lesão e o único que se mantém na equipe, está acreditando. Se o Neymar acredita, quem sou eu pra não acreditar? Se o time todo busca o título, quem sou eu para duvidar?

Embora a mídia nos descarte como possíveis vencedores do campeonato, defendo a seguinte posição: para o Santos nada mais interessa do que o título! Vaga na Libertadores nós já temos, não corremos risco de rebaixamento e com uma vitória hoje chegamos à uma distância de 6 pontos do líder, faltando 36 pontos em disputa. É difícil, porém não é impossível, não para quem acredita! Quem acredita sempre alcança.

E se não chegarmos ao título do Brasileiro, sinto pela modéstia, mas já conquistamos dois esse ano! HAHA.

Santos, sempre Santos! (L) #euacredito

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Me surpreendi, negativamente.

Em um dos meus últimos textos, onde comentava sobre política, me despedi dizendo que nos próximos dias haveria jogos da seleção brasileira e que conforme eles acontecessem, poderia escrever com mais propriedade sobre assuntos que me interessassem mais (risos) E era verdade, eu poderia, mas hoje dois dias depois da partida, digo que meus comentários e sentimentos não correspondem ao resultado.

É porque eu não gosto de futebol de resultados. É claro que quando um time é limitado e consegue um resultado feio em um jogo, nós entendemos, aplicamos o resultado à sorte ou ao mal desempenho do adversário, mas quando o futebol de resultados e feio é apresentado pela seleção brasileira, é impossível de ser admitido. As seleções tem o privilégio de reunir os melhores jogadores de seus países, e por reunir os melhores, deve apresentar sempre o melhor futebol.

Minhas críticas não são justificadas apenas pela ausência do Neymar, não é uma birrinha, como muitos podem pensar, achei bom pro Santos ele não ter sido convocado (risos) e também não posso prever se a presença dele mudaria o que foi o jogo em termos gerais, afinal, eu vi apatia, sufoco, dificuldades, erros de passe e de finalizações, até mesmo daqueles jogadores que eu sempre defendi. E isso porque ganhamos de 3 x 0, até com certa facilidade, pensem se o resultado fosse menos expressivo?

O jogo de ontem não foi contra um bom adversário, logo, a empolgação do torcedor já havia diminuído; ainda assim, eu seguia empolgada, era a seleção, a nova seleção! De nova não teve nada. Foram bonitos gols, principalmente o primeiro, mas o jogo em si foi tediante, facilmente comparável a um jogo comum, onde o time que se sai vencedor, vence porque é mais bem composto e não porque é mais merecedor. Apesar do placar mais extenso, fico com a sensação de que os 2 x 0 contra os EUA, realizado no dia 10 de agosto desse ano, foi o dia em que eu tive mais prazer em torcer pela Seleção Brasileira, mais do que durante toda a Copa do Mundo. E não sei porque, também sinto que vai demorar para que aconteça um sentimento igual outra vez.

Torço para que ao menos o espírito da "nova seleção" volte contra a Ucrânia e se comprove contra a Argentina daqui a uns meses. Esse sim será um grande teste, e se a postura tão defendida voltar, vamos brilhar, vencer e encantar. E eu, que tenho prazer em escrever e descrever jogos, vou abrir um sorriso do início ao fim do texto.

Relembrem comigo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Seis anos.

04 de outubro de 2004, a magia começou... pra nunca mais terminar.

Jamas podré reemplazar tu amor ni repetir lo que logramos sentir.
Siempre estaré agradecida, amor, tu me has dado lo que siempre soñe.
Necesitas saber que estarás en mi corazón.



Se houver paz e tolerância dentro de seus corações, o RBD nunca vai terminar.
(Alfonso Herrera)

domingo, 3 de outubro de 2010

Primeira votação

Há muito tempo não escrevo, o motivo que me trás a esse espaço não é dos meus preferidos e nem algo com que eu possa escrever com propriedade, mas ainda assim, é algo que merece ser comentado. Eleições.

Eu não sou neutra com relação à política, até porque ser neutra nesse caso significa não se importar com o país, e não é bem assim que acontece. O que me deixou numa encruzilhada foi justamente começar a querer me informar sobre os candidatos, já que era o meu primeiro ano como eleitora. Posso considerar que diferente dos outros anos, onde eu não votava e não me importava com candidatos e suas propostas, me vi presa a opções de escolha não eram de meu completo agrado. Os candidatos que valiam o meu voto, não tinham chance alguma de vencer, mas votei mesmo assim, afinal, é a democracia; cada qual exercendo seus direitos e dando sua opinião, da forma como lhe convém.

Eu postei uma frase no twitter que se analisada pode ser interpretada erroneamente: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Explicando melhor agora: eu estava na internet, vendo os sites nos quais eu costumo ler notícias em geral e conforme o esperado, o tema era política, atualizações constantes do resultado parcial de votos de cada candidato, pesquisas de boca de urna já definindo ganhadores e achismos. Se ligamos a televisão para tentar uma distração, vemos que a programação está completamente diferente do normal e que os mesmos achismos e resultados constantes ainda são a pauta do momento. Quando o canal não exibe a política, mostra aqueles programas chatos típicos do domingo e mais tarde, quando eu pensar em me divertir vendo Pânico na TV, adivinha qual será o assunto principal? Pelo menos nesse caso eu vou poder rir, porque o resultado aparente das votações é digno de choro, pelo menos para os meus ideais. Por isso eu não me envolvo. Não estou ansiosa para saber os resultados das votações, não há mais nada a ser feito. Por isso a frase: "Só quero saber de eleição quando ela acabar." Não preciso de um boletim de resultados a cada segundo.

Fora isso, um comentário que se enquadra no assunto, mas não tanto na questão de votações. Que sujeira esses santinhos fazem na cidade! Nenhuma pessoa que faz esses santinhos e os joga na rua merecia ser votado. Ainda mais em dia de chuva, fica um nojo. E acrescentamos as propagandas políticas, né. A prefeitura proíbe letreiros com o nome dos estabelecimentos, outdoors, mas quando envolve política a cidade pode ficar feia e suja, seja com santinhos ou com propaganda visual. Tenso.

Política não é a minha, mas com esse texto espero voltar às ativas.

Semana que vem tem jogo da Seleção Brasileira, ou melhor, dois jogos. Contra duas equipes pequenas, mas, é o que tem pra esse ano. Sem meu pequeno monstro, mas com bastante gente boa jogando. Vou assistir tudo e comentar por aqui. Beijos, até a próxima.

domingo, 26 de setembro de 2010

Delete

Deletei os meus dois últimos posts.

Conforme o assunto foi ficando mais complicado e tendo mais desdobramentos eu me via na necessidade de escrever mais e mais e isso acabava ficando chato; por isso apaguei tudo e não escrevi mais nada. Deveria ter direcionado a vontade e escrever para outros assuntos, mas não deu certo, a criatividade foi bloqueada. E agora que tudo está se resolvendo, só tenho uma frase para aqueles que insistem em dizer que "o futebol dele está voltando": na verdade, nunca foi embora.


sábado, 11 de setembro de 2010

As confusões em que me envolvo

Hoje eu me vi em um sábado como outro qualquer, me dividi entre filmes, computador, televisão e paradas para respirar ou comer. Nada demais. Só que, para a compensação do meu tédio, todos os jogos de futebol que passaram na televisão me interessavam e eu emendei um no outro até que eu me cansasse, ou tivesse outra coisa melhor para me ocupar. Apesar dessa minha loucura por futebol que todo mundo já conhece, eu admito que jogos de outros clubes não me interessam tanto, afinal, gosto de acompanhar os jogos tendo um motivo para torcer e são poucos os clubes (com excessão ao Santos e à Seleção Brasileira) para os quais eu me vejo comemorando uma vitória.

Vamos à uma breve explicação de como eu seleciono esses poucos clubes:

Como torcedora fanática, como pessoa que ama o futebol e como menina, eu acabo tendo uma lista de jogadores favoritos e o critério varia muito. Não incluo em minhas listas os jogadores internacionais, até porque não acompanho muito os campeonatos fora do Brasil, conheço um ou outro por acaso, mas acabo me identificando mais e melhor com aqueles que fizeram ou fazem parte do elenco do Santos ou da Seleção Brasileira.

No caso da Seleção, na maioria das vezes, nos identificamos pelo fato de lá estarem os melhores jogadores de cada posição e os mais comprometidos com o futebol brasileiro; por isso é natural que ao torcermos por determinados jogadores da seleção, torçamos também por seu melhor rendimentos em clubes da Europa. É o meu caso com relação a Inter(ITA). Não conheço a história do clube, não me apaixonei por ele e muito menos tenho camisas de suas campanhas, mas torço e acompanho seus jogos para torcer por Lúcio, Maicon e Júlio César: membros da Seleção Brasileira. Só para constar, jogadores que mereceram estar na Seleção e que jogam muito bem. Sou fã. Aprendi a ser. A Inter jogou hoje e eu só pude acompanhar poucos minutos do jogo, não cheguei a ver o gol do Lúcio, mas fiquei feliz pela vitória da equipe.

Já o caso do Santos é mais complexo, porque é meu time do coração. Quando uma equipe se forma e dá certo, mantemos um vínculo com os jogadores que é inexplicável. Infelizmente, essas grandes equipes se desmancham muito rápido e cada jogador toma um rumo diferente, alguns no próprio país, outros em novos países. O Santos é um time sujeito à desmanches e também à formação de ídolos. Quando ocorrem os desmanches, eu me chateio, mas em geral passo a gostar dos clubes para os quais os jogadores se dirigem. Em alguns casos, dependendo da situação, eu encaro os clubes como "inimigos", mas é raro. Tantas idas e vindas no futebol me fizeram ter uma simpatia por times como Werder Bremen, Wolfsburg (ALE), Juventus, Milan, Inter (ITA), Real Madrid, Sevilla (ESP); entre outros. Nutri raiva por Manchester City, Tottenham e o Chelsea; curiosamente, todos são ingleses.

O título "confusões em que me envolvo" parte da ideia de que por gostar tanto dos jogadores, tenho uma vontade impressionante de ver os seus jogos, saber de seus desempenhos e etc. Hoje, praticamente todos esses times preferidos jogaram e eu tive que me emendar para acompanhar pela televisão ou pela internet. Simplesmente, como eu disse antes, para conter o tédio ou simplesmente por amor, um amor inexplicável. Quem me vê nessa condição de apaixonada pelos jogadores pode achar que é loucura, confundir tudo ou pensar o pior. Mas a confusão quem faz sou eu e a loucura também. Não precisam entender, o sentimento quem entende também sou eu. Basta torcer e sentir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma semana como a última

Sábado.
Sábado.
Domingo.
Sábado.
Domingo.
Segunda.
Sexta.
Sábado.
Sábado.
Domingo.

Dá um beijo no Nonó

Uma diferença de 13 anos. Mas o meu melhor amigo de infância foi você. Se eu sou um pouco mais sonhadora e levo a vida dessa forma a culpa é parcialmente sua. Eu pouco me lembro da minha infância e ao me esforçar para lembrar da nossa relação, me vem em mente coisas mais recentes; se não são recentes, são histórias tão extendidas que tiveram tempo para serem mantidas na minha memória. O menino da filmadora, que a cada segundo vinha enxer o saco pra me filmar em todos os momentos (não sei se isso era uma vontade sua, ou da nossa mãe, mas era assim que acontecia), que assistia aos filmes da Disney comigo, que prendia o meu cabelo lá no alto para não me atrapalhar, que me buscava na escola e deixava eu sentar no banco alto do ônibus pra ficar feliz, que ia pra piscina de mil litros só para ocupar espaço e fazer palhaçada, que se importava quando me via brincando com as minhas bonecas, perguntando se elas estavam doentes, se eu já tinha dado comida ou trocado a roupa porque estava frio; que me fazia acreditar que acreditava no submundo que eu criei para os meus brinquedos e para os meus milhões de personagens. Muita coisa. Quando eu estava abandonando as bonecas, você já se formava na faculdade. Direito. Advogado. Eu achava isso muito sério pra você, ainda acho, ainda que ache menos. Até hoje você comenta sobre uma coisa ou outra que eu já nem me lembro mais, ou as fotos fazem isso por nós, mas apesar da sua implicância ao insistir em suas perguntas as vezes insuportáveis ou em saber de cor o nome das minhas bonecas preferidas e de meus personagens mais marcantes... tudo na vida muda. O tempo foi passando e tudo isso foi perdendo a graça. Você pode finalmente deixar a minha infância de lado.

No entanto, obrigada por cuidar de mim. Feliz Aniversário

E sim, ocultei nesse texto todas coisas que não são boas em totalidade.

Irmãos.

















sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ensaio sobre a cegueira - José Saramago (pág 124)

...Ontem vimos, hoje não vemos, amanhã veremos, com uma ligeira entonação interrogativa no terço final da frase, como se a prudência, no último instante, tivesse decidido, pelo sim, pelo não, ascescentar a reticência de uma dúvida à esperançadora conclusão.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

É mesmo tão difícil?

As vezes eu sou complicada. Muito as vezes.

Ainda assim, há coisas sobre mim que eu deixo transparecer de propósito, porque quero que todo mundo saiba, todo mundo entenda para que possamos viver em harmonia! UHSUAH Eu sou a pessoa mais pacífica que eu conheço e quando me altero, demoro bem menos tempo para me acalmar, é quase instantâneo.

O problema é justamente esse, eu ficar irritada. É coisa tão rara, que parei para enumerar as coisas que me deixam mais brava, irritada, chateada, aos prantos, louca, desesperada, etc. A lista não foi muito grande, ok!? Aliás, foi bem curta. Mas mesmo assim, gostaria de salientar um dos pontos principais, para evitar qualquer tipo de problema. Eu sofro com esse ponto, sofro mesmo.

Não invente, comente ou fale mal sem ter argumentos sobre NADA que eu ame, goste, adore. Principalmente se você não for íntimo o suficiente. Uma coisa é a minha mãe, ou minha melhor amiga falar de algo que eu não goste, outra é você! Eu me irrito de verdade. Se você tiver razão, eu fico quieta, não posso negar. O grande problema é a argumentação falsa e os achismos. Respeito é o ponto principal da minha vida em sociedade, pra ser muito abrangente. Não sou contra a exposição de opiniões, muito pelo contrário, mas tenha certeza antes de comentar sobre qualquer assunto que me interesse comigo, sério. Eu posso mudar de humor completamente e não é muito legal (: Pode ser engraçado pra todo mundo, provavelmente vai ser engraçado. E pode ter certeza que se rirem, eu vou ficar ainda mais irritada. Aí quando eu parar pra pensar que eu briguei com alguém por motivos tão inúteis eu vou chorar e se eu não chorar eu vou ficar me culpando. Mas eu sei que aos poucos fica tudo bem.

É isso.

Escrevi porque eu briguei com uma pessoa por causa de um comentário infeliz, que foi respondido por mim de forma um pouco grossa. Nada muito grave, mas é que eu fiquei um pouco supresa pelo rumo que tomou tudo isso. Achei que fosse mais fácil de entender esse meu lado. É a vida, o pedido de desculpas da minha parte ou o esquecimento por parte dela é bem vindo. Esperarei.

Vigilância?

Antes de mais nada, esse fato é real e aconteceu à poucos dias atrás, no sábado (28/08) para ser mais específica. Eu e meus pais havíamos decidido assistir ao jogo do Santos no Pacaembu, o jogo começaria às 18:30 e nós estávamos muito atrasados. Pra completar, o trânsito não ajudou (dificultou, e muito...), ainda precisávamos encontrar um lugar para estacionar e enfrentar a "mini-fila" para comprar o ingresso, na certa não eramos só nós que estávamos com problemas de horário, de trânsito, todo paulista está sujeito a isso. O estranho é não passarmos por essas situações diariamente. Mas mesmo com os tantos problemas que nos cercaram e que poderiam ter sido evitados por questão de minutos rs um deles chamou mais atenção e me deu medo. Um problema que é comum, não sou hipócrita de negar, mas que ao mesmo tempo que é comum.. não é sempre que se presencia: Flanelinhas brigando por vagas de estacionamento, na rua.

A discussão já acontecia desde o momento que entramos na rua, mas para quem passava rápido pela cena, não parecia sério: duas pessoas gritando enquanto as outras ao redor davam risada. Estacionamos em um local de confiança e descemos a rua, rumo ao Estádio. A confusão piorara, trocavam farpas. Um alegava que o outro havia roubado o seu espaço da rua, que o carro ali estacionado estava em uma vaga que era dele de direito. O outro desconversava, ignorava. Até que cansado de ser ignorado, o flanelinha, bravo, vira para o carro e chuta sua lateral com força. Ficou um amassado enorme na porta do veículo. Eu, minha mãe e meu pai, cruzávamos a cena bem nesse momento. Minha mãe olhava um pouco chocada, meu pai a forçava a andar mais rápido e eu tão chocada quanto só sabia olhar pra eles e falar: "Vamos rápido, parem de olhar, eu quero chegar no Pacaembu logo, o jogo já começou". É claro que eu não queria andar rápido só por esse motivo, mas foi uma forma de fingir indiferença ao que eu havia presenciado.

Todos os estacionamentos na região são caros e em sua maioria lotados; o jeito é deixar o carro na rua. Espaço público e que não deveria ser aproveitado de tal forma, mas acaba sendo inevitável. Alguém sempre se oferece para cuidar do carro exigindo dinheiro em menor quantidade. É aí que surge a dúvida: Até que ponto é seguro? Se aquele que é "responsável" pelo seu carro durante aqueles momentos não pode nada contra qualquer pessoa que queira praticar danos, se você que é o dono não pode adivinhar o que acontecerá enquanto seu carro está em responsabilidade de terceiros, se uma recusa de dinheiro pode acarretar em mais prejuízos, etc. Apesar do descrito ter acontecido em um estádio de futebol, fatos como esse podem ocorrer em muitos outros lugares e de fato ocorrem.


Após o jogo, o agressor estava lá, o responsável pelo veículo, não. Quem tem coragem de dizer quem foi? Todo mundo finge que não viu nada. O carro não era importado, muito pelo contrário, era um dos mais populares do Brasil e não parecia ter seguro. Fiquei pensando em como o dono reagiria. O fato é que ainda há muito o que arrumar não só em São Paulo, como no Brasil inteiro. A mudança deveria estar acontecendo há muito tempo e não só recentemente e de uma vez só, utilizando como desculpa a Copa do Mundo de 2014. Esta não permite erros, tudo precisa estar perfeito. É uma mobilização mundial, tudo deve estar em sintonia e acontecendo naturalmente. O Brasil tem de mostrar sua grandeza, tem de mostrar que pode mais. Segurança, transporte público de qualidade e sistemas de organização para os arredores dos estádios e para a população em geral. A herança da Copa realizada no Brasil tem tudo para se tornar mais que uma estrela a mais no emblema, mas sim uma estrela a mais no desenvolvimento e uma sensação de dever cumprido.

Ps: Não estou generalizando, cometendo preconceito e muito menos julgando aqueles que são honestos em seu trabalho, sei que muitos são. O texto foi feito em base a uma situação verídica, indagando e concluindo sobre este fato. As circunstâncias me fizeram voltar à um assunto que eu abordo muito aqui, queria evitar, mas isso aconteceu naturalmente. Faz parte!

sábado, 28 de agosto de 2010

Sem medida!

Agosto de 2012.

Eu estava ansiosa, já era o quarto ano de espera assídua e finalmente o dia havia chegado. Foi inesperado, como tudo que o envolve. Um tweet, uma confirmação, uma comemoração. Eu já não tinha tanto acesso a sua carreira como antes e agradeci à rede social por ainda promover a aproximação dele à mim. Comprei a ideia na hora, corria atrás do meu sonho antigo. Ele ficaria um bom tempo no Brasil, mais um de seus trabalhos; nesse meio tempo resolvera atender aos seus fãs brasileiros, cada um dos sonhadores teria a sua oportunidade.

Naquele recinto, todos pareciam tão ansiosos quanto eu. Além da ansiedade, notávamos uma paixão que sobrevivia ao tempo, nascida muito antes do início de sua carreira solo. Eu já não era a mesma menina, tinha responsabilidades e uma cabeça amadurecida, mas quando o assunto era ele, eu regredia em todos os aspectos, principalmente com relação a sentimentos. Não sabia explicar essa força estranha que ele provocava em mim, mas agora que o momento de por fim encontrá-lo se aproximava, ela parecia me tomar por completo.

Os produtores começavam a se aproximar e avisavam que em pouco tempo começaria a convivência. Naquele dia, éramos quinze e teríamos aproximadamente uma hora para conversar, tirar fotos, entregar nossos presentes, chorar, sorrir e aproveitar ao lado dele. Um sonho distante se tornava realidade. Até que reconhecemos a voz, de longe. Ele chegava, com seu típico sorriso que contagiou a todos nós. Eu pelo menos acredito que tenha contagiado, porque eu estava sorrindo e meus olhos se direcionavam somente a ele. O resto não existia. Só ele.

- Como están? - ele perguntou, esfregando as mãos.

Nós estamos ótimos, que pergunta! O mais importante é como você está. Já havíamos decidido antes que respeitaríamos muito o tempo de cada um, para que todos pudessem aproveitar ao máximo este momento. A relação entre nós, fãs, sempre foi de muita cumplicidade. Era bom ver que isso permanecia.

O mais importante naquela sala era o Poncho, logo, não posso dizer que tive um momento sozinha com ele. Tive uma conversa frente a frente, com quatorze pessoas prestando atenção. A minha conversa foi clichê, a gente planeja sempre tanta coisa para falar, mas quando chega o momento nada vem em mente. Disse que estava muito feliz por ele finalmente ter voltado, que durante esse tempo de espera só tinha orgulho dele como profissional e como pessoa, disse também que só desejava mais e mais coisas boas acontecendo em sua vida e que enquanto ele estivesse feliz, todos estaríamos felizes, mesmo de longe. Continuei puxando o saco, falei muitos te amos e tive que parar para me tranquilizar a cada frase. Ele segurava a minha mão e pedia para que eu me acalmasse, se divertindo com o meu nervosismo. Isso fez com que eu risse também. E eu continuava falando bobagens. Parecia inútil, mas eu precisava.

Estávamos no mês de agosto, ele passaria seu aniversário aqui, gravando o filme e aproveitando as cidades, então aproveitei o momento para lhe presentear com algo que eu sempre quis lhe presentear. Era uma camisa, a camisa do Santos. Camisa 10. Eu imaginava que ele já soubesse, mas mesmo assim expliquei que era a camisa de Pelé e de Paulo Henrique Ganso. Pedi que sempre que possível ele usasse, para que eu visse as fotos e dessa forma, me sentisse mais perto dele. Ele agradeceu e prometeu que usaria. Também entreguei uma carta e chegava o momento de tirar as fotos. Foram muitos flashes. Ainda bem, assim eu teria muitas opções de caras e bocas, muitas recordações. Logo depois, lhe dei um abraço muito forte, foi a minha hora de chorar e a hora dele falar baixinho comigo. Aquele momento foi nosso, não lembrava mais das pessoas ao meu redor.

Acabou. Foi isso. Inesquecível e melhor do que eu sempre sonhei. E agora que passou, que vontade de dizer que não há mais ninguém que te ame assim, sem medida.

Hoje, no dia do seu aniversário, pensei em muitas formas de escrever um texto de parabéns, mas ele não seria diferente de nada que eu já tenha escrito, então escrevi a futura história de um encontro. Não sei como posso avaliar esse texto, faz muito tempo que não escrevo ficção, mas é assim que imagino e que espero que em breve aconteça. É muito sentimento, muita admiração, muita expectativa. Te desejo tudo isso que te disse no dia do "encontro" e que entre o que o destino te reserva, possa estar a sua volta ao meu país. Feliz Cumpleaños, Poncho. Te espero.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Força, Ganso! (L)

Terminei o big post anterior com uma foto dele no banco de reservas, aparentando preocupação após se machucar em um lance involuntário de jogo, uma pisada errada. Se eu pude conhecer um pouco dele durante esses anos, sei que no mínimo ele estava se culpando e se perguntando como em tão pouco tempo aquilo pudera ter acontecido. A preocupação refletida em sua face passou para mim no mesmo instante, porque não é sempre que ele se dá por vencido tão rápido, ele simplesmente caiu no chão e pediu substituição.

Muitas opiniões sobre o que havia acontecido foram surgindo, chegou-se até mesmo a dizer que não era uma lesão grave, mas na tarde de quinta feira veio a confirmação, um entorse no joelho que provocou a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e lesão parcial do menisco lateral. Tempo de recuperação: de 5 a 6 meses. Minha primeira reação foi não acreditar, duvidar de tudo e todos! O primeiro indício que de que alguma coisa tinha acontecido foi um tweet de Neymar que dizia que ele estava muito triste. Pouco tempo depois, a assessoria do Santos confirmou o diagnóstico e eu entrei em choque. Meu mundo caiu. Na hora de contar pra minha mãe o que havia acontecido, eu chorei. O ano de 2010 acabou para Paulo Henrique Ganso, maestro do Santos, melhor jogador do Brasil na atualidade, camisa 10 da seleção Brasileira. Ele deve estar arrasado, assim como todos aqueles que o amam e convivem com ele. Vai precisar de muita força, estou numa corrente positiva para que ele se recupere rápido e bem! A mobilização é grande, emocionante.

Não seria a primeira vez que ele me surpreenderia e não duvido de seu empenho para estar de volta o mais rápido possível. O grande problema está no tempo de recuperação, por mais rápida que ela seja continua sendo uma longa espera! Mas fico tranquila ao saber que suas características estarão intactas, o diferencial em Paulo Henrique Ganso está na sua forma de articular, jogar com inteligência, isso nenhuma lesão física pode roubar. Habilidade ele tem, ritmo ele recupera, capacidade e talento é o que não falta. Nasceu para ser o melhor do mundo e será! #ForçaGanso

"Na luta pela Tríplice Coroa, a gente perde um guerreiro, mas continua na batalha." E na Libertadores 2011 , o maestro da Vila volta!

Vamos ser TRI Santos



Guerreiro não foge da luta e não pode correr.
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu para vencer!
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar. Sua hora vai chegar!

Tá escrito - Revelação