quarta-feira, 14 de julho de 2010

Alfonso Herrera

As vezes eu acho que eu falo muito de você. Em todos os lugares e para todos, até mesmo em pensamento. E quando eu penso no meu muito, percebo o quanto é pouco. É pouco perto daquilo que você merece, pouco perto do que eu sinto, pouco perto do que eu seria capaz de falar sobre você se eu estivesse disposta. Por isso é pouco.

Sei que posso estar me precipitando, mas tomei a decisão de escrever antes de ver porque tenho certeza que em 5 anos te acompanhando eu ao menos te conheci o suficiente para saber que nesse encontro você se comportou como o ser humano bonito que você é, mostrando caráter e humildade daquele jeito que só você consegue mostrar. Independente de rótulos e obrigações.

Sou a fã mais feliz do mundo, mesmo que indiretamente. Estarei sempre, ao seu lado. Meu Poncho. I love you.

Felipe Neto e Crepúsculo


Hoje, nos trending topics do Twitter estava o nome desse vlogueiro brasileiro e fui pesquisar o porquê disso. Ele havia destilado as suas opiniões sobre a série Crepúsculo em um programa da MTV, o MTV Debate. O convite deve ter sido feito após a repercussão do vídeo sobre Crepúsculo em seu canal do Youtube: Não faz sentido, onde ele dava sua opinião sobre o terceiro filme da saga, Eclipse.

Por me interessar pelo assunto eu procurei os vídeos do debate na internet, para ver como aconteceu. E pude me certificar de uma coisa que eu tinha dúvidas: Felipe Neto viu os filmes, mas não leu os livros, logo ele não sabe a história e não manteve seus argumentos. É, isso mesmo. Ele não sabe a história mesmo vendo os filmes. Não sabe a história que ele conta. Aqueles que não lêem os livros tendem a aceitar o que é exposto nos filmes, sem se dar conta do porquê dos personagens agirem como agem.

Eu estava vendo o vídeo normalmente, rindo, me divertindo, porque algumas coisas que ele falava faziam sentido e o que não fazia sentido, era engraçado. Quase no fim do vídeo, ele começou a falar sobre "o vampiro de merda que fala pra namoradinha sem graça que só quer ter relações depois do casamento", aí foi demais pra mim. Ele começou a fazer um escândalo por causa disso. Quem não se informa ou quem não conhece a história que permaneça calado. E que em Amanhecer ele descubra porque o vampiro de merda se controla. Desabafei.

Sempre lembrando que não tenho nada contra o Felipe Neto, meu problema com ele foi sobre uma ou duas opiniões sobre Crepúsculo. Vou ver os vídeos dele como sempre, a mão coça pra ver.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Eu sumi. Alguém notou?

Parece que já fazem semanas que eu não posto aqui, mas na realidade fazem apenas alguns dias. Minhas atualizações diárias devem ter me iludido um pouco, sinto falta de postar sempre, mas dessa vez eu tive um motivo para desaparecer e ele tem 4 letras, que até alguns dias não tinha significado nenhum para mim: GLEE!

Há muito tempo as pessoas já recomendavam que eu assistisse a série, mas eu sempre adiei ver. Eu não sou aquela pessoa que passa tempo grudada no computador ou na televisão acompanhando novelas e séries; já fui antes, assumo (e era muito viciada), mas para que isso aconteça o que eu vejo precisava me atrair de muitas formas, ou a minha motivação para ver tem que ser muito forte. Aproveitei as férias (pra ser mais exata: quatro dias), e assisti aos 22 episódios da primeira temporada de Glee.


Resumidamente, conta a história de um ex-aluno e atual professor de Espanhol de um colégio da cidade de Ohio, que após demissão do coordenador do coral (Glee Club) resolve assumir o controle e tem a missão de tornar o Glee Club tão importante e significativo quanto antes. Para isso, o professor conta com um grupo de 12 estudantes que tem de lidar com diversas situações que fazem com que se sintam excluídos ou menosprezados pelos demais. Para alguns, o motivo é justamente frequentar o coral, que taxa quem faz parte como "perdedor". Aos poucos se descobrem como estrelas da música e deixam de lado preconceitos, descobrem amigos e cumprem seus sonhos.

Em cada episódio, há apresentações de músicas mundialmente conhecidas em versões próprias e o elenco inteiro se apresenta muito bem. O que me chamou a atenção é que a história é muito legal e faz com que quem assista fique ansioso para saber o que vai acontecer, além da identificação com as músicas e com os personagens. Eu deveria ter seguido aos conselhos que me deram e ter começado a ver antes, assim eu poderia ter mais informações sobre os atores e até sobre a série em si. A segunda temporada parece começar em setembro, contarei os dias.

É isso aí. Como eu costumo falar: apenas uma vez sentimos o verdadeiro valor de levar algo como um vício e se considerar fã absurdo, e essa minha lacuna já foi preenchida totalmente. Não há mais espaços para vícios, por mais que existam muitas coisas das quais eu julgue gostar. Mas não há como negar que é legal, muito legal :) caso contrário eu teria abandonado nos primeiros episódios, eu me conheço muito bem rs

Ainda descubro os meus personagens preferidos. Fiquei desapontada por não ter gostado de ninguém de cara, mas talvez isso seja devido ao fato de que o forte é o elenco e não personagens individualmente. Enfim, terei algumas temporadas para descobrir. I'm a gleek now (;


Foto auto-explicativa.
E olha que eu vi o último episódio hoje. Há cerca de 3 horas.

domingo, 11 de julho de 2010

Não vejo a hora...

Um mês passou rápido, a Copa do Mundo de 2010 acabou.

Em 2014 será aqui, no Brasil.

O país se preparará, muita coisa acontecerá e que passe rápido também. Não vejo a hora de viver essa mesma emoção novamente. Acredito que em 2014 terei mais motivos para me orgulhar e bons motivos para comemorar.

Então, é só esperar. 2014 é logo ali.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nem tudo é perfeito

Hoje, em meio a Copa do Mundo, me deparo com programas jornalísticos cobrindo um assassinato brutal. É interessante que se saiba o que está acontecendo no nosso país, mas às vezes a insistência que se dá há um fato ocorrido acaba irritando. A repercussão desse caso me irritou, talvez nem tanto pela repetição, mas também pela categoria do crime e àquela minha não aceitação para a existência dele. É revoltante pensar nesse caso, ouvir as declarações e formar a imagem de como tudo aconteceu. Minha mãe diz que nesses últimos dias, tem sido difícil até mesmo almoçar e jantar, porque os horários que tiramos para as refeições coincidem com os horários dos telejornais. É a pura verdade.

Não me resta, então, outro caminho a não ser desviar o foco, mudar o canal e ver algum noticiário que priorize a Copa, para muitos já esquecida, mas não para mim que gosta de acompanhar o futebol também. Ao me dirigir a esses programas, observo a mesma notícia, o mesmo assassinato, o mesmo assassino, a mesma crueldade e a minha mesma incredulidade.

É aí que eu vejo que existem certas coisas das quais não poderei fugir nunca, por mais ocasionais que elas sejam, sempre vão existir.

É tudo interligado, é tudo notícia. É tudo jornalismo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Grande Final

Desde a eliminação do Brasil, torci para que a grande final fosse essa e ao menos deu certo torcer por isso, porque a minha torcida pelo Brasil não adiantou muito. Dentro daquilo que EU prezo para uma definição de campeonato mundial, essas foram as equipes mais competentes e além de apresentarem um bom futebol, não possuem títulos da Copa do Mundo. Alemanha e Uruguai, semi finalistas, também mereciam e eu não nego, mas contavam com campanhas irregulares ou com aquele fator contra que me preocupa chamado tricampeonato. Não é legal saber que existe outra seleção para se igualar ao Brasil em número de títulos, já me basta torcer contra a Itália.

Dentre as duas finalistas prefiro que a Holanda vença e tenho meus motivos:

• Quando eu era pequena, meus irmãos organizavam torneios de video game e eu assistia, torcendo pelo meu irmão mais velho, que era mais legal comigo rs meu irmão sempre jogava com a Holanda. Não era sempre que ele ganhava, mas eu sempre torcia. Como a irmã sempre chata que eu era, vivia grudada no meu irmão e eu lembro às vezes até mesmo das narrações do jogo e de como eu achava bonito o uniforme laranja. Acho que a minha empatia vem dessa época, não consigo ver um jogo da Holanda sem criar afetividade pelo time (a excessão foi aquele último jogo, mas somente porque minha torcida era totalmente brasileira) não lembro se cheguei a comentar naquele texto, mas a partir do momento que a Holanda passou e com os times que sobraram, minha torcida era totalmente laranja.

• É uma teoria defendida por alguns, mas que muita gente não entende. A partir do momento que a sua equipe é eliminada, é natural que você torça pela equipe que a eliminou por uma questão de ego. É melhor ser eliminada pela equipe ganhadora, não? Assim você pode se vangloriar de que se a sua equipe foi eliminada, pelo menos quem a eliminou, venceu. Tem gente que por vingança bate o pé e não torce, mas eu defendo essa teoria. Claro que abriria excessões se quem nos tivesse eliminado fosse a Argentina, a Itália ou a França. ÓBVIO.

• O holandês Wesley Sneijder, autor dos dois gols frente ao Brasil e um dos artilheiros da competição, é na minha opinião o melhor jogador da Copa; além de creditar uma temporada vitoriosa na Inter de Milão. É justo que ele ganhe o título de melhor jogador juntamente com a taça de Campeão do mundo.

Espero que ambas as equipes se comprometam com o jogo e façam uma final digna; afinal, não apresentaram o melhor de seu futebol no decorrer da competição. Sei que os jogadores são bons e que podem proporcionar um bom espetáculo. É, me acostumei mal rs

Com você...

Com você, o céu fica mais claro, as nuvens se pintam de branco e o sol volta a sorrir. Só com você, o tempo ganhou sentido e hoje que você está aqui comigo, sei que a minha vida nasceu com você.

Com você, as horas passam mais rápido, meus olhos se enxeram de encanto e a lua brilha por você. Só com você, minhas risadas tem sentido e hoje que você está aqui comigo, sei que minha vida nasceu com você.

E sei, que você tem um coração valente e uma alma forte e sei, que caminhará sem medo entre as pessoas e sei também que se um mar vir a te surpreender, não há que temer porque você terá para sempre o meu amor para te proteger.


Contigo - Maite Perroni Beorlegui

Amo essa letra, amo a interpretação da Mai e amo o contexto para o qual ela foi criada. Cantei apenas porque fui desafiada pela @agathacarol e acho que dentre todas as músicas que eu já gravei é o meu resultado preferido.

Só lembrando que eu sou apenas uma aspirante a cantora. Isso não quer dizer que sou totalmente aceitável e nem que todos precisem gostar rs Faço de tudo para melhorar, aprendo por mim mesma, sem ajuda e muitas vezes sem incentivo.

Ainda assim, é bom pra mim.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Programas de Humor

Apesar da carência de programas desse gênero na principal emissora brasileira, a rede Globo, hoje em dia podemos contar com dois humores diferentes, defendidos por duas emissoras secundárias, mas que garantem prestígio e reconhecimento na audiência das mesmas. São eles o Pânico na TV e o CQC. Não comento sobre outros, porque atualmente são esses que eu assisto e que posso defender com propriedade, na minha opinião os outros são ruins ou antipáticos.

Confessando um pouco. Comecei a assistir CQC esse ano, porque antes eu não ligava muito. Precisei começar a assistir porque o programa deles tem um conteúdo informativo interessante. Alguns chamam de "humor inteligente" e por isso desmerecem o Pânico que faz um humor mais esculachado, apelativo; mas a verdade é que as propostas de cada um são diferentes e dentro de seus parâmetros, agradam à quem vê e acompanha.

O que chama atenção para o Pânico é o fato de ser a maior audiência da RedeTV que ainda não consolidou-se entre os poderosos de audiência. Isso é consequência das formas de administração do humor, o visual irreverente, a renovação dos quadros e de como eles medem a aceitação do público para prolongar a estada de cada brincadeira (e também na presença de meninas de biquíni no palco rs). O programa utiliza todos os recursos possíveis pra tratar sobre os assuntos que as pessoas querem ver; se não está agradando, eles retiram, insistem pouco. Isso se deve à versatilidade dos membros da equipe que criam bons personagens a cada novo programa e são muito competentes no que fazem. Se os personagens não são tão bons, fazem da não aceitação um motivo de caçoar de si mesmos. Vê-los se divertindo, possibilita que o povo se divirta, por achar engraçado ou por achar "idiota".

O CQC é recente, há pouco tempo completou 100 edições e não é tão apelativo quanto o Pânico. Seus apresentadores (três ancoras e quatro repórteres) apesar de fazerem humor, mantêm uma postura séria e fazem piadas com situações cotidianas, utilizando toques de ironia. A grande função do humorístico da Band está na responsabilidade social e cultural, além de cobrir eventos esportivos. A polêmica ronda o CQC e por algumas vezes, seus membros foram agredidos por autoridade que não toleraram as provocações. E o CQC provoca muito. Por ter um conteúdo jornalístico muito forte, as vezes o humor fica escondido, mas não demora muito a aparecer, porque diante de uma reportagem séria, sempre há um comentário feito pelos âncoras que arranca grandes sorrisos.

Não me declaro como fã de nenhum dos dois programas, porque gosto igualmente dos dois. Diferentemente do que tentam fazer, não há como compará-los. São originais, diferentes e não se imitam em nenhum ponto. Ainda bem que não são transmitidos em um mesmo horário, porque aqueles que como eu assistem aos dois, teriam que trocar de canal compulsivamente, provavelmente fugindo dos quadros que não interessam em ambas as programações e torcendo para que quadros bons não passassem ao mesmo tempo.

Um leitor e um jornal

Desapareceu do meu blog, não sei porquê. Estou repostando, então.

No dia 26 de maio, quarta feira, fui liberada mais cedo pela faculdade, devido a uma atividade que seria realizada por outros colegas. Aproximadamente as 9:30 da manhã, peguei um ônibus em direção à minha casa e ao entrar, uma figura me chamou atenção: um homem bem vestido e grisalho, aparentando 45 anos, lia um jornal. Com muita classe, ele virava as páginas gigantescas em um espaço limitado; essa característica me fez concluir que ler o jornal enquanto se direcionava ao trabalho, era para ele uma tarefa corriqueira.

Sentei-me perto dele, e a partir daí prestei atenção em suas reações ao virar as páginas, observando quais notícias seriam priorizadas por ele durante a leitura. No caderno sobre política, a leitura era constante, ele parecia ler todas as notícias, mas de forma superficial; considerando algumas sem importância alguma, afinal, entre uma e outra matéria, ele fazia um gesto engraçado, como se o que ele tivesse lido, fosse algo absurdo e sem relevância em seu universo. Ele parecia falar sozinho e eu tive vontade de rir, mas me controlei, continuando a observar.

Ele pegou o caderno de notícias cotidianas e após ler uma matéria sobre devedores e punições, concluí que o grisalho e elegante homem era um advogado. Ele leu a matéria completa; parecendo feliz com as mudanças ocorridas, já que concordou por 5 vezes, esboçando sorrisos. Virando as páginas, gastou mais tempo lendo uma matéria sobre chocolate do que deu importância a fatos ocorridos na cidade.

Terminando a leitura, dobrou o jornal calmamente, de forma que este não fizesse volume, e o deixou de lado. Guardou os óculos de leitura na bolsa, substituindo por óculos de grau convencionais e aguardou o ônibus chegar ao seu ponto. Infelizmente, não pude acompanhar a sua reação ao ler o caderno de Esportes, que provavelmente foi o que ele leu primeiro (ou o que ignorou primeiro).

Chegando no ponto, ele se levantou, desaborrotou o terno e se dirigiu à porta. Deixando o jornal no ônibus. Pensei comigo mesma: “quando eu me levantar pra sair, pego o jornal e levo para ler na minha casa.” mas antes disso, a mulher sentada ao meu lado o fez. Cheguei ao meu destino e a deixei no ônibus, lendo o jornal; não com a mesma classe, mas muito mais atenta. Ela provavelmente não lê o jornal com freqüência, mas ao se deparar com ele e diante do trânsito caótico e demorado de São Paulo, teve vontade de passar o tempo lendo sobre assuntos de seu interesse. E dependendo de como a mulher reagir, a leitura desse jornal, pode ser um ciclo vicioso ou se tornar um hábito para ela.

sábado, 3 de julho de 2010

Brasil x Argentina


Sim. Aposto que como eu, muitos queriam ver uma final de Copa do Mundo entre essas duas equipes. Infelizmente não aconteceu, porque ambas foram eliminadas nas quartas de final: o Brasil perdendo para a Holanda de virada, a Argentina sendo goleada pela Alemanha.

Devido à esta última situação, hoje é um dia propício pra escrever sobre o assunto rivalidade, afinal, toda a pseudotristeza que senti ontem, foi totalmente esquecida ao ver os argentinos perdendo. Nas redes sociais, parecia que o Brasil havia se sagrado campeão. Só alegria.

Essa repúdia entre brasileiros e argentinos no futebol é algo que para mim antes de tudo recebe o nome de senso comum. É um enfrentamento que ninguém sabe de onde vêm, quando começou, quem inventou, mas que faz parte da tradição, então seguimos. Não há nada mais estranho do que ver um brasileiro torcendo pela Argentina e vice-versa. Se aparecer uma meia dúzia "vira casaca" ela escuta de uma maioria absurda. Me incluo entre aquelas que se irrita. E eu não me irrito pouco.

Na minha humilde opinião, brasileiros podem torcer por quem quiser em mundiais, menos para as seleções que podem arriscar o nosso rótulo de pentacampeão se vencedoras e para a Argentina, não importa a situação e nem contra quem estejam jogando. Não tenho nada contra os argentinos, nem contra esse país; mas em questão de futebol, não dá pra sermos amigos e torcermos quando falta a nossa seleção do coração. Não dá. E do lado deles é a mesma coisa, não adianta. Eles fizeram festa por ver o Brasil fora ontem, nós fazemos festa por ver-los fora hoje. Assim será para sempre, ciclo vicioso. Quem riu por último riu bem melhor.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil x Holanda

Assim como disse na análise sobre o jogo de Portugal, era difícil comentar sobre um jogo que não acontecia da forma que a gente queria. Como todos sabem, o final dessa história não foi feliz. Então por isso, abandonarei todos os meus padrões de escrita. Não adianta ser política, quando o coração pede pra você escrever diferente. É meu comentário final sobre a participação do Brasil na Copa de 2010.

Era um primeiro tempo muito diferente de tudo que já havia sido visto. Muitos passaram a acreditar muito mais na equipe vendo como o ataque funcionava e a defesa dava conta das peças criativas vistas no adversário: Robben e Sneijder mereciam a atenção e esta estava sendo dada. Eles não conseguiram jogar, a Holanda não apareceu. O Brasil sobrava dentro de campo, fazia jogadas e concluía bem, ainda que pouco. Logo no início o gol saiu, em um lançamento perfeito de Felipe Melo para Robinho que não desperdiçou.

Não sei se por nervosismo, empolgação ou até mesmo porque não houve; mas não me lembro de outras jogadas brasileiras no primeiro tempo, com excessão ao gol, a uma jogada maravilhosa deRobinho, passe de calcanhar do Luís Fabiano e chute rebatido de Kaká (maravilhoso!) e um chute de Maicon no último lance. O Brasil se apresentou bem no ataque, melhor ainda na defesa, afinal, apesar de aparentar controlar o jogo, não manteve a posse de bola como em outras oportunidades.

O segundo tempo foi ridículo. A Holanda não jogava bem, mas estava em vantagem, afinal, aquele Brasil diferenciado foi esquecido e nem em campo entrou. Cerca de 15 minutos de intervalo mudaram o espírito de uma equipe, mudaram um jogo inteiro. A Holanda virou, em duas jogadas aéreas, o forte do Brasil. Uma ironia do destino, a nossa defesa maravilhosa, que não falhou em momentos de grande importância, falhou em duas oportunidades que desclassificaram o Brasil e adiaram o sonho do hexa. Sneijder cruzou, Felipe Melo e Júlio César não se entenderam: gol contra, gol bobo. No outro lance, jogada ensaiada. Cruzamento, bola de cabeça pra cabeça, gol. Ex-jogadores de futebol afirmaram que esse tipo de jogada, da forma como foi executada confundia qualquer defesa, mas ainda tínhamos confiança na nossa.


Após o jogo, algumas lágrimas rolaram, foi inevitável. Mas confesso que quando o Santos perde em jogos decisivos, eu choro mais. Talvez porque desde o começo eu já não acreditava no futuro dessa equipe ou porque o placar não seria revertido facilmente. Eu acabei me iludindo com o título porque o caminho era muito simples: passando pela Holanda pegaríamos o Uruguai e depois final, motivação... hexa. Não foi fácil como eu pensei. Nem chegou a acontecer. Nem passou perto.

Enfim, esse texto foi diferente mesmo. Foi mais um desabafo. Mas ainda que a decepção tenha ocorrido, acredito que ela não foi o que mais me marcou. O verdadeiro problema foi a falta de vontade que os impediu de reagir quando se viram ameaçados. Também não havia peças suficientes para cobrir os desfalques. Uma pena, porque vendo e torcendo, haviam vários nomes esperando uma oportunidade.

Buscam culpados. Eu acho que a verdadeira culpada foi a pressão que estava sendo depositava em todo o time, ninguém soube lidar com ela. A tal da pressão era depositada mais em alguns jogadores do que em outros, mas quando um time perde, perdem todos: jogadores, técnicos, torcida. Já era. Não deu. Acabou o sonho da torcida brasileira. Acabou os sonhos dos jogadores e membros da comissão técnica, porque acreditando ou não, eles queriam ganhar essa Copa. Parabenizo o grupo. Ainda que muitos os critiquem, eu revi em cada um deles a vontade de jogar pela seleção. Essa vontade também apareceu de forma negativa. Quem sabe se a vontade positiva equilibrasse o emocional, a vitória heróica apareceria e vibraríamos como nunca.

Em 2014 a Copa será no Brasil. Isso significa que nos próximos 4 anos o Brasil terá que se montar bem, afinal, a presença no mundial já está garantida. Quem será o responsável por organizar a nova formação e apagar da memória do torcedor o que passamos? Esperemos. E que a recompensa seja agradável. Muito agradável.

imagens: globoesporte.com

Robson...

Eu te juro amor eterno!


Apenas este ano me vi como sua total admiradora. Demorei. Confesso.

Algo que aconteceu na sua despedida e que não vem mais ao caso, acabou manchando a sua figura para mim, não tanto, mas manchou. Mas tenho certeza que sua volta ao Santos não foi em vão! Além de resgatar seu futebol, me fez relembrar o atleta maravilhoso que você é e a pessoa maravilhosa que você não deixou de ser. Que não abram a boca pra te criticar depois de tudo o que aconteceu. Te defenderei até o último instante. Você merece respeito, antes de mais nada. Você merece tudo.

Na minha humilde lista de jogadores preferidos, ninguém te supera. Meu ídolo.

Obrigada, Robson de Souza. MEU e NOSSO Robinho.

Twitter,

Por que você baleia nos momentos que eu mais preciso de você?


hunf.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A ferro e fogo


Disputas por poder e terras, rivalidades cultivadas de geração em geração. Brigas mortais entre famílias marcaram o Brasil Colônia, mas algumas pendegas sobrevivem até hoje.

(...) desde 1894 até 1923, enfrentaram-se os Pereiras e os Carvalhos na terra natal de Lampião, Serra Talhada. Os primeiros descendiam de Andrelino Pereira, o barão de Pajeú, enquanto os demais eram prósperos comerciantes e fazendeiros."Em geral, as lutas terminam por exaustão econômica de um dos contendores ou por mudança de zoneamento. Na guerra entre os Pereiras e os Carvalhos, por exemplo, os Pereiras acabaram se fixando no campo, enquanto os Carvalhos se tornaram mais urbanos e mercantis, passando a viver na cidade" diz o historiador Frederico Pernambucano de Mello (...)

Revista Aventuras na História
(Edição 84 - Julho 2010 - pág 46/51)


Enfim,isso continua. Mas acho que deu pra entender. De acordo com a história nossos nomes do meio não se batem muito bem. Deve ser por isso que a gente se refere com mais força aos últimos nomes. Não teve como ler essa matéria e acreditar, simplesmente porque você é uma Carvalho. Eu e você, inimigas? Nem a maior rixa familiar rs. Que brega.

Mas a matéria abriu um espaço pra te fazer uma singela homenagem. Desde as minhas melhores lembranças, você sempre esteve ao meu lado e você é quem melhor me conhece nesse mundo. Não acho que rótulos sejam aplicáveis a nós duas, mas se fossem: amiga, melhor amiga, confidente, parceira, irmã, todos se encaixam perfeitamente em tudo aquilo que você é pra mim. Há muito tempo. Obrigada por tudo Bel. Love you.


Si aún la vida te negara, respira la mía.

Eclipse

Há alguns meses atrás eu tive a ideia de criar este blog, usei uma desculpa esfarrapada para explicar o motivo (motivo este que eu não imaginava que pudesse fazê-lo durar por tanto tempo) e em meio a criação do blog, meu primeiro post foi sobre a estreia de Lua Nova, que estava me matando de curiosidade. No momento em que criei o blog soube que escrevendo seria uma forma de aliviar a ansiedade que eu sentia.

E hoje estou aqui, cerca de 115 postagens depois para fazer algo parecido com o que eu fiz naquele dia 19 de novembro; só que dessa vez, não será um relato pré-cinema e sim um relato pós-cinema. Porque na noite de ontem, eu estava na sala 10 do SPMarket com as minhas amigas, comendo pipoca e louca imaginando o que estaria e o que não estaria frente a mim nas próximas 2 horas. Virou uma espécie de ritual assistir a esses filmes mais populares com as minhas amigas no primeiro dia possível. E eu que nunca fui uma pessoa de cinema, muito menos de estreia de filmes, estou me estranhando.

O filme começou sem que a metade da sala percebesse e após poucos minutos de traillers (eu, aguardava ao menos um teaser de Harry Potter, mas não passou nada). Uma lua encoberta, um Eclipse. Começava assim mais um episódio da minha saga favorita. Diferentemente do que aconteceu em outras oportunidades, eu tentei não me iludir com o filme. Stephenie Meyer é muito detalhista em seus livros e infelizmente os filmes não podem ser da mesma forma. Nào me importaria de ficar um tempo a mais na sala de cinema se fosse para que todos os mínimos detalhes acontecessem. Whatever. Eu amei Eclipse. A cena que eu mais esperava foi fiel ao livro e me fez ficar coagida na cadeira, reunindo todos os sentimentos de quando li a mesma cena na obra. É, meu lado fã as vezes é medonho. Eu não gritei, já é de bom tamanho.

Pela história de Eclipse já previa que o filme seria mais parado, repleto de diálogos e cheio de efeitos especiais, a parte de maior ação foi muito muito muito legal e bem feita. Os atores parecem estar ainda mais entrosados entre si e com seus personagens. Pude enxergar as personagens criadas por Stephenie Meyer dentro de cada um dos atores que as interpretavam.

Encontrei também, em meio à história, vestígios do último livro de Stephenie Meyer, que conta a história de Bree, personagem de Eclipse. Com isso parei pra pensar se em outros filmes, poderiam existir as mesmas mensagens subliminares.


Apesar de ter amado o filme e mesmo que eu ame o casal principal, não acho que este livro fosse tão apelativo aos dois como foi mostrado na tela. Os dois tem um história sim, afinal, o livro conta o romance de Edward e Bella; mas o ponto forte de Eclipse era o triângulo. A historinha repetitiva de "quero te proteger, sua vida humana é o que eu mais prezo, você vai perder sua alma, não quero arriscá-la" todo mundo já conhece. Dava vontade de socar o Edward quando ele insistia no discurso. Mas a repetição talvez tenha sido importante para deixar bem claro porque existe esse conflito entre os interesses da Bella e do Edward quanto a sua transformação. Não me permito colocar mais defeitos. Imagino o quanto deve ser complicado refazer uma história como Twilight com tantos fãs prontos para metralhar e exigir mais. Estou completamente satisfeita.

Depois de uma sessão dessas, me dá vontade de reler os livros, para reviver a história e recordar os momentos que os filmes não puderam passar. Que esses momentos não sejam lamentados por não aparecerem, mas sim que sejam privilégio para aqueles que mergulham nas linhas escritas por Stephenie Meyer. E aos muitos que se afogam, também.